O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado (07/02) que Teerã e Estados Unidos concordaram em realizar “em breve” uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear. Segundo ele, o Irã está disposto a avançar rumo a um acordo “tranquilizador” para ambas as partes. No entanto, o chefe da diplomacia iraniana descartou […] Irã confirma nova rodada de negociações com EUA, mas descarta discutir programa balístico apareceu primeiro no Brasil de Fato.

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado (07/02) que Teerã e Estados Unidos concordaram em realizar “em breve” uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear. Segundo ele, o Irã está disposto a avançar rumo a um acordo “tranquilizador” para ambas as partes. No entanto, o chefe da diplomacia iraniana descartou […] Irã confirma nova rodada de negociações com EUA, mas descarta discutir programa balístico apareceu primeiro no Brasil de Fato.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu hoje (7) alertas de grande perigo para chuvas intensas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Tanto neste sábado como no domingo (8), há riscos de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas. As principais áreas afetadas devem ser o Sul/Sudoeste de Minas, […] Rio, Minas e São Paulo têm alerta de ‘grande perigo’ para chuvas apareceu primeiro no Brasil de Fato.

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu hoje (7) alertas de grande perigo para chuvas intensas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Tanto neste sábado como no domingo (8), há riscos de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas. As principais áreas afetadas devem ser o Sul/Sudoeste de Minas, […] Rio, Minas e São Paulo têm alerta de ‘grande perigo’ para chuvas apareceu primeiro no Brasil de Fato.

Pressionado a renunciar à presidência do Instituto do Mundo Árabe (IMA), em Paris, o ex-ministro Jack Lang considerou neste sábado (7) “infundadas” as acusações que o envolvem em supostos vínculos com o financista norte-americano condenado por crimes sexuais, Jeffrey Epstein, na véspera de uma convocação pelo governo francês.

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Pressionado a renunciar à presidência do Instituto do Mundo Árabe (IMA), em Paris, o ex-ministro Jack Lang considerou neste sábado (7) “infundadas” as acusações que o envolvem em supostos vínculos com o financista norte-americano condenado por crimes sexuais, Jeffrey Epstein, na véspera de uma convocação pelo governo francês.

As Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina, na Itália, que começaram nesta sexta-feira (6), escancaram os efeitos do aquecimento global. Dados reunidos pelo Instituto Talanoa mostram que 85% da neve usada nas competições de 2026 será artificial, tendência que se intensifica desde os Jogos de Sochi 2014. Para viabilizar as provas, os organizadores vão produzir 2,4 milhões de metros cúbicos de neve artificial, operação exige 946 milhões de litros de água. Para efeitos de comparação, o volume equivale a transformar o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em um grande reservatório, com um terço do espaço cheio. Notícias relacionadas: Jogos Olímpicos de inverno estão oficialmente abertos em Milão-Cortina. Bia Haddad crava 1ª vitória de 2026 em classificatório do WTA de Doha. Protestos contra ICE ocorrem em Milão antes da abertura da Olimpíada. Para garantir as pistas de competição, foram instalados mais de 125 canhões de neve em locais como Bormio e Livigno. Eles são apoiados por grandes reservatórios de água em altitude. A dependência de tecnologia para gerar neve domina os Jogos de Inverno recentes. Em Sochi (2014), cerca de 80% da neve foi produzida por máquinas. Em PyeongChang (2018), o índice chegou a 98%, e em Pequim (2022), 100% das competições ocorreram com neve artificial. O número de localidades com confiabilidade climática para sediar os Jogos está encolhendo rapidamente. Mesmo com tecnologia, o aquecimento global tem encurtado os invernos, dificultado manutenção da neve e aumentado a incerteza para competições ao ar livre. Entre 1981 e 2010, 87 locais no planeta eram considerados climaticamente confiáveis. Nas projeções para a década de 2050, esse número cai para 52, e em 2080 pode chegar a apenas 46, mesmo em um cenário intermediário de redução de emissões de gases do efeito estufa. Além do esporte A redução da neve natural está ligada a mudanças mais amplas no sistema climático. Invernos estão ficando mais quentes e menos previsíveis. Observações de satélite indicam que a extensão do gelo marinho do Ártico permanece abaixo da média histórica. Em setembro de 2012, foi registrada a menor extensão já observada: 3,8 milhões de km². Em 31 de dezembro de 2025, a área chegou a 12,45 milhões de km², ainda inferior ao padrão do período 1991-2020. Segundo o Instituto Talanoa, os impactos ultrapassam o esporte. A neve funciona como reservatório natural de água, liberando-a gradualmente ao longo do ano. Menos neve significa menor vazão de rios, pressão sobre reservatórios, prejuízos ao turismo de montanha e desequilíbrios em ecossistemas adaptados ao frio, afetando economias locais e modos de vida inteiros. Criados em 1924, nos Alpes franceses, os Jogos Olímpicos de Inverno nasceram da abundância de neve natural. As sedes tradicionais concentram-se em áreas de montanha e altas latitudes, historicamente associadas a invernos frios, como os Alpes europeus, o Canadá, os Estados Unidos e o norte da Ásia. Um século depois, os dados indicam que, sem máquinas, canhões de neve e grandes volumes de água, o evento simplesmente não aconteceria. O que, para pesquisadores e ambientalistas, é um retrato de como as mudanças climáticas impactam e remodelam tradições globais consolidadas.

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As Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina, na Itália, que começaram nesta sexta-feira (6), escancaram os efeitos do aquecimento global. Dados reunidos pelo Instituto Talanoa mostram que 85% da neve usada nas competições de 2026 será artificial, tendência que se intensifica desde os Jogos de Sochi 2014. Para viabilizar as provas, os organizadores vão produzir 2,4 milhões de metros cúbicos de neve artificial, operação exige 946 milhões de litros de água. Para efeitos de comparação, o volume equivale a transformar o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em um grande reservatório, com um terço do espaço cheio. Notícias relacionadas: Jogos Olímpicos de inverno estão oficialmente abertos em Milão-Cortina. Bia Haddad crava 1ª vitória de 2026 em classificatório do WTA de Doha. Protestos contra ICE ocorrem em Milão antes da abertura da Olimpíada. Para garantir as pistas de competição, foram instalados mais de 125 canhões de neve em locais como Bormio e Livigno. Eles são apoiados por grandes reservatórios de água em altitude. A dependência de tecnologia para gerar neve domina os Jogos de Inverno recentes. Em Sochi (2014), cerca de 80% da neve foi produzida por máquinas. Em PyeongChang (2018), o índice chegou a 98%, e em Pequim (2022), 100% das competições ocorreram com neve artificial. O número de localidades com confiabilidade climática para sediar os Jogos está encolhendo rapidamente. Mesmo com tecnologia, o aquecimento global tem encurtado os invernos, dificultado manutenção da neve e aumentado a incerteza para competições ao ar livre. Entre 1981 e 2010, 87 locais no planeta eram considerados climaticamente confiáveis. Nas projeções para a década de 2050, esse número cai para 52, e em 2080 pode chegar a apenas 46, mesmo em um cenário intermediário de redução de emissões de gases do efeito estufa. Além do esporte A redução da neve natural está ligada a mudanças mais amplas no sistema climático. Invernos estão ficando mais quentes e menos previsíveis. Observações de satélite indicam que a extensão do gelo marinho do Ártico permanece abaixo da média histórica. Em setembro de 2012, foi registrada a menor extensão já observada: 3,8 milhões de km². Em 31 de dezembro de 2025, a área chegou a 12,45 milhões de km², ainda inferior ao padrão do período 1991-2020. Segundo o Instituto Talanoa, os impactos ultrapassam o esporte. A neve funciona como reservatório natural de água, liberando-a gradualmente ao longo do ano. Menos neve significa menor vazão de rios, pressão sobre reservatórios, prejuízos ao turismo de montanha e desequilíbrios em ecossistemas adaptados ao frio, afetando economias locais e modos de vida inteiros. Criados em 1924, nos Alpes franceses, os Jogos Olímpicos de Inverno nasceram da abundância de neve natural. As sedes tradicionais concentram-se em áreas de montanha e altas latitudes, historicamente associadas a invernos frios, como os Alpes europeus, o Canadá, os Estados Unidos e o norte da Ásia. Um século depois, os dados indicam que, sem máquinas, canhões de neve e grandes volumes de água, o evento simplesmente não aconteceria. O que, para pesquisadores e ambientalistas, é um retrato de como as mudanças climáticas impactam e remodelam tradições globais consolidadas.

Em Cabo Verde, as autoridades detectaram um surto de peste suína africana na ilha de São Nicolau. Os casos foram registados no município de Ribeira Brava. Sobe assim para cinco o número de ilhas afectadas com a doença, que é inofensiva aos humanos, mas altamente contagiosa entre animais.

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Em Cabo Verde, as autoridades detectaram um surto de peste suína africana na ilha de São Nicolau. Os casos foram registados no município de Ribeira Brava. Sobe assim para cinco o número de ilhas afectadas com a doença, que é inofensiva aos humanos, mas altamente contagiosa entre animais.

O adolescente, de 16 anos, agredido pelo piloto de automobilismo, Pedro Turra, de 19 anos, morreu neste sábado (7) após 16 dias internado em um hospital do Distrito Federal (DF). O agressor está preso na Papuda. O caso ganhou repercussão nacional. Inicialmente, acreditava-se que a briga teria sido motivada pelo lançamento de um chiclete contra a vítima, mas o advogado do adolescente, Albert Halex, tem defendido em entrevistas à imprensa que a briga foi motivada por ciúmes envolvendo uma ex-namorada do amigo do agressor. Notícias relacionadas: Rio, Minas e São Paulo têm alerta de “grande perigo” para chuvas. Capitão da PM é preso por envolvimento com a facção Comando Vermelho . ONU apresenta soluções urbanas brasileiras para países do Sul Global. O Colégio Vitória Régia, no qual ele estudava, informou nas redes sociais que foi confirmada a morte cerebral do adolescente, que “deixa uma história, marcas de afeto e memórias que permanecerão vivas entre nós”.   O Grupo de Escoteiro Águas Claras, do Distrito Federal, lamentou a partida do jovem.  “É com muita tristeza em nossos corações que comunicamos o falecimento do jovem Rodrigo, antigo membro do Grupo Escoteiro Águas Claras”, disse o grupo de escoteiros. O agressor Pedro Turra chegou a ser preso em flagrante após a briga, mas foi liberado por pagar fiança de R$ 24 mil e passou a ser responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade. Porém, voltou a ser preso no último dia 30 de janeiro.  A nova prisão foi autorizada após a polícia apresenta provas de que Turra está envolvido em outros casos de agressão. Em um deles, ele teria usado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para obrigá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.  Nessa quinta-feira (5), O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou habeas corpus protocolado pela defesa de Pedro Turra. Com isso, ele deve continuar preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília. A morte do adolescente foi confirmada pela vice-governador do DF, Celina Leão, que lamentou a partida precoce do jovem. “A partida precoce de um jovem fere não apenas quem o amava, mas toda a sociedade”, comentou em uma rede social. No pedido de habeas corpus, a defesa de Turra contestou a decretação da prisão pela primeira instância e afirmou que o piloto tem residência fixa, não tentou fugir e colaborou com as investigações. Segundo os advogados, Turra foi preso a partir de vídeos publicados na internet, sem contraditório e validação judicial. Além disso, a defesa disse que o acusado teme por sua segurança diante da exposição midiática do caso.

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O adolescente, de 16 anos, agredido pelo piloto de automobilismo, Pedro Turra, de 19 anos, morreu neste sábado (7) após 16 dias internado em um hospital do Distrito Federal (DF). O agressor está preso na Papuda. O caso ganhou repercussão nacional. Inicialmente, acreditava-se que a briga teria sido motivada pelo lançamento de um chiclete contra a vítima, mas o advogado do adolescente, Albert Halex, tem defendido em entrevistas à imprensa que a briga foi motivada por ciúmes envolvendo uma ex-namorada do amigo do agressor. Notícias relacionadas: Rio, Minas e São Paulo têm alerta de “grande perigo” para chuvas. Capitão da PM é preso por envolvimento com a facção Comando Vermelho . ONU apresenta soluções urbanas brasileiras para países do Sul Global. O Colégio Vitória Régia, no qual ele estudava, informou nas redes sociais que foi confirmada a morte cerebral do adolescente, que “deixa uma história, marcas de afeto e memórias que permanecerão vivas entre nós”.   O Grupo de Escoteiro Águas Claras, do Distrito Federal, lamentou a partida do jovem.  “É com muita tristeza em nossos corações que comunicamos o falecimento do jovem Rodrigo, antigo membro do Grupo Escoteiro Águas Claras”, disse o grupo de escoteiros. O agressor Pedro Turra chegou a ser preso em flagrante após a briga, mas foi liberado por pagar fiança de R$ 24 mil e passou a ser responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade. Porém, voltou a ser preso no último dia 30 de janeiro.  A nova prisão foi autorizada após a polícia apresenta provas de que Turra está envolvido em outros casos de agressão. Em um deles, ele teria usado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para obrigá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.  Nessa quinta-feira (5), O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou habeas corpus protocolado pela defesa de Pedro Turra. Com isso, ele deve continuar preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília. A morte do adolescente foi confirmada pela vice-governador do DF, Celina Leão, que lamentou a partida precoce do jovem. “A partida precoce de um jovem fere não apenas quem o amava, mas toda a sociedade”, comentou em uma rede social. No pedido de habeas corpus, a defesa de Turra contestou a decretação da prisão pela primeira instância e afirmou que o piloto tem residência fixa, não tentou fugir e colaborou com as investigações. Segundo os advogados, Turra foi preso a partir de vídeos publicados na internet, sem contraditório e validação judicial. Além disso, a defesa disse que o acusado teme por sua segurança diante da exposição midiática do caso.

O Ibama aplicou um auto de infração na Petrobras com multa de R$ 2,5 milhões pelo vazamento em perfuração no mar na Bacia da Foz do Amazonas ocorrido no último 4 de janeiro. O derramamento do fluido ocorreu a 175 quilômetros do Amapá, na Margem Equatorial brasileira.  “A autuação decorre da descarga de 18,44 m³ de Fluido […] Ibama multa Petrobras em 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas apareceu primeiro no Brasil de Fato.

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O Ibama aplicou um auto de infração na Petrobras com multa de R$ 2,5 milhões pelo vazamento em perfuração no mar na Bacia da Foz do Amazonas ocorrido no último 4 de janeiro. O derramamento do fluido ocorreu a 175 quilômetros do Amapá, na Margem Equatorial brasileira.  “A autuação decorre da descarga de 18,44 m³ de Fluido […] Ibama multa Petrobras em 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas apareceu primeiro no Brasil de Fato.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu hoje (7) alertas de grande perigo para chuvas intensas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Tanto neste sábado como no domingo (8), há riscos de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas. As principais áreas afetadas devem ser o Sul/Sudoeste de Minas, Sul do estado do Rio, Vale do Paraíba Paulista, regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo e Zona da Mata. São esperados acumulados superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia. Notícias relacionadas: Quatro regiões do país têm alerta de chuvas intensas até sábado (7). Defesa Civil alerta para risco de chuvas fortes em São Paulo. Amazônia e Sul têm alerta de perigo para chuvas intensas. São, no total, 123 municípios listados no alerta vermelho de “grande perigo”. Entre eles, a capital carioca, Angra dos Reis, Volta Redonda e Vassouras no estado do Rio; Campos do Jordão, Aparecida e Ubatuba no estado de São Paulo; Wenceslau Braz, Gonçalves e São Lourenço, em Minas Gerais. A Meteorologia tem orientações para quem mora nesses locais: . desligar aparelhos elétricos, quadro geral de energia; . observar alteração nas encostas; . permanecer em local abrigado; . em caso de inundação ou similar, proteger pertences da água envoltos em sacos plásticos; . obter mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193). Outras alertas Para regiões do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a Meteorologia emitiu alerta laranja, classificado como perigo. São faixas que incluem parte do Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Entre os municípios, figuram Manaus e Presidente Figueiredo (AM), Timon e Caxias (MA), Cametá e Altamira (PA), Teresina e Picos (PI), Araguaína (TO), Ponta Porã (MS), Nobres (MT) e Uruaçu (GO). A previsão é de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, e ventos intensos de 60 a 100 km/h. Há riscos de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. Nestes caso, o Inmet orienta: . em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda; . desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia; . obter mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu hoje (7) alertas de grande perigo para chuvas intensas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Tanto neste sábado como no domingo (8), há riscos de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas. As principais áreas afetadas devem ser o Sul/Sudoeste de Minas, Sul do estado do Rio, Vale do Paraíba Paulista, regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo e Zona da Mata. São esperados acumulados superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia. Notícias relacionadas: Quatro regiões do país têm alerta de chuvas intensas até sábado (7). Defesa Civil alerta para risco de chuvas fortes em São Paulo. Amazônia e Sul têm alerta de perigo para chuvas intensas. São, no total, 123 municípios listados no alerta vermelho de “grande perigo”. Entre eles, a capital carioca, Angra dos Reis, Volta Redonda e Vassouras no estado do Rio; Campos do Jordão, Aparecida e Ubatuba no estado de São Paulo; Wenceslau Braz, Gonçalves e São Lourenço, em Minas Gerais. A Meteorologia tem orientações para quem mora nesses locais: . desligar aparelhos elétricos, quadro geral de energia; . observar alteração nas encostas; . permanecer em local abrigado; . em caso de inundação ou similar, proteger pertences da água envoltos em sacos plásticos; . obter mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193). Outras alertas Para regiões do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a Meteorologia emitiu alerta laranja, classificado como perigo. São faixas que incluem parte do Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Entre os municípios, figuram Manaus e Presidente Figueiredo (AM), Timon e Caxias (MA), Cametá e Altamira (PA), Teresina e Picos (PI), Araguaína (TO), Ponta Porã (MS), Nobres (MT) e Uruaçu (GO). A previsão é de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, e ventos intensos de 60 a 100 km/h. Há riscos de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. Nestes caso, o Inmet orienta: . em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda; . desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia; . obter mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que não viu a parte racista do vídeo que publicou no próprio perfil em uma rede social no qual retrata o casal Obama como macacos. Apesar de condenar o trecho racista, Trump disse que não vai pedir desculpas. “Eu não cometi nenhum erro. Quer dizer, eu analiso milhares de coisas. E eu vi o começo [do vídeo]. Estava tudo bem”, disse Trump após ser questionado por jornalistas enquanto embarcava no avião presidencial. Notícias relacionadas: Casa Branca remove vídeo de Trump que mostra casal Obama como macacos. Trump posta vídeo racista com casal Obama como macacos. Parlamento argentino: Milei envia acordo UE-Mercosul para ratificação. O vídeo teve ampla repercussão e levou até mesmo líderes republicanos, do partido de Trump, a pedir que o presidente se desculpasse pela postagem. Após as críticas, a postagem foi apagada pelo mandatário. O vídeo com teor racista mostra o ex-presidente dos EUA Barack Obama e a ex-primeira dama Michelle Obama em corpos de macacos. Obama foi o primeiro presidente negro da história dos EUA. A imagem de 2 segundos foi incluída ao final de um vídeo de cerca de 1 minuto com teorias da conspiração que repercutem denúncias já desmentidas de fraude nas eleições de 2020, quando Trump perdeu para o presidente democrata Joe Biden e não reconheceu os resultados. Pressionado por jornalistas, Trump acrescentou que “provavelmente” ninguém de sua equipe viu o final do vídeo. “Alguém deixou passar um detalhe muito pequeno. Aliás, repito, não fui eu que fiz isso, foi outra pessoa. Foi uma republicação, não fomos nós que fizemos [o vídeo]”, completou o presidente estadunidense. Republicanos criticam A postagem foi criticada não apenas pelos adversários do republicano, mas por correligionários de partido, que condenaram o vídeo como flagrantemente racista. O senador Tim Scott, único republicano negro em exercício no Congresso dos EUA, disse que rezou para que o vídeo fosse falso “porque é a coisa mais racista que já vi vinda desta Casa Branca”. O também republicano deputado Mike Lawler disse que a publicação é “extremamente ofensiva – seja intencional ou um engano”, acrescentando que o presidente Trump, além de apagar o vídeo, deveria fazer um pedido de desculpas. Falsas denúncias de fraude O vídeo racista foi publicado em meio a dezenas de postagens do presidente Trump com acusações falsas de fraudes na eleição de 2020. No vídeo em que Obama aparece como macaco estão acusações já desmentidas de que a empresa de contagem de votos Dominion Voting Systems teria ajudado a fraudar a eleição. Por ter veiculado essa falsa acusação, a emissora trumpista Fox News fez um acordo extrajudicial de US$ 787 milhões com a Dominion para suspender um processo de difamação movido pela empresa de tecnologia citada. Risco eleitoral de Trump O reforço na tese de fraude eleitoral em 2020 por parte do presidente dos EUA ocorre em meio a avaliações de que Trump pode perder a pequena maioria que mantém na Câmara e no Senado estadunidenses nas eleições de novembro deste ano. No último sábado, o democrata Taylor Rehmet conquistou uma cadeira no Senado estadual do Texas que era ocupada por um republicano desde a década de 1990, informou a historiadora Heather Cox Richardson, da Universidade de Boston. “[O democrata] venceu com uma margem de 14,4 pontos percentuais em um distrito que Trump venceu em 2024 por 17 pontos. A virada de 32 pontos percentuais deixou os republicanos ‘em pânico total’", disse a especialista.

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que não viu a parte racista do vídeo que publicou no próprio perfil em uma rede social no qual retrata o casal Obama como macacos. Apesar de condenar o trecho racista, Trump disse que não vai pedir desculpas. “Eu não cometi nenhum erro. Quer dizer, eu analiso milhares de coisas. E eu vi o começo [do vídeo]. Estava tudo bem”, disse Trump após ser questionado por jornalistas enquanto embarcava no avião presidencial. Notícias relacionadas: Casa Branca remove vídeo de Trump que mostra casal Obama como macacos. Trump posta vídeo racista com casal Obama como macacos. Parlamento argentino: Milei envia acordo UE-Mercosul para ratificação. O vídeo teve ampla repercussão e levou até mesmo líderes republicanos, do partido de Trump, a pedir que o presidente se desculpasse pela postagem. Após as críticas, a postagem foi apagada pelo mandatário. O vídeo com teor racista mostra o ex-presidente dos EUA Barack Obama e a ex-primeira dama Michelle Obama em corpos de macacos. Obama foi o primeiro presidente negro da história dos EUA. A imagem de 2 segundos foi incluída ao final de um vídeo de cerca de 1 minuto com teorias da conspiração que repercutem denúncias já desmentidas de fraude nas eleições de 2020, quando Trump perdeu para o presidente democrata Joe Biden e não reconheceu os resultados. Pressionado por jornalistas, Trump acrescentou que “provavelmente” ninguém de sua equipe viu o final do vídeo. “Alguém deixou passar um detalhe muito pequeno. Aliás, repito, não fui eu que fiz isso, foi outra pessoa. Foi uma republicação, não fomos nós que fizemos [o vídeo]”, completou o presidente estadunidense. Republicanos criticam A postagem foi criticada não apenas pelos adversários do republicano, mas por correligionários de partido, que condenaram o vídeo como flagrantemente racista. O senador Tim Scott, único republicano negro em exercício no Congresso dos EUA, disse que rezou para que o vídeo fosse falso “porque é a coisa mais racista que já vi vinda desta Casa Branca”. O também republicano deputado Mike Lawler disse que a publicação é “extremamente ofensiva – seja intencional ou um engano”, acrescentando que o presidente Trump, além de apagar o vídeo, deveria fazer um pedido de desculpas. Falsas denúncias de fraude O vídeo racista foi publicado em meio a dezenas de postagens do presidente Trump com acusações falsas de fraudes na eleição de 2020. No vídeo em que Obama aparece como macaco estão acusações já desmentidas de que a empresa de contagem de votos Dominion Voting Systems teria ajudado a fraudar a eleição. Por ter veiculado essa falsa acusação, a emissora trumpista Fox News fez um acordo extrajudicial de US$ 787 milhões com a Dominion para suspender um processo de difamação movido pela empresa de tecnologia citada. Risco eleitoral de Trump O reforço na tese de fraude eleitoral em 2020 por parte do presidente dos EUA ocorre em meio a avaliações de que Trump pode perder a pequena maioria que mantém na Câmara e no Senado estadunidenses nas eleições de novembro deste ano. No último sábado, o democrata Taylor Rehmet conquistou uma cadeira no Senado estadual do Texas que era ocupada por um republicano desde a década de 1990, informou a historiadora Heather Cox Richardson, da Universidade de Boston. “[O democrata] venceu com uma margem de 14,4 pontos percentuais em um distrito que Trump venceu em 2024 por 17 pontos. A virada de 32 pontos percentuais deixou os republicanos ‘em pânico total’", disse a especialista.

O Provedor de Justiça de Moçambique considera sério e preocupante o quadro dos direitos humanos no país. Isaque Chande reagia ao relatório da Human Rights Watch divulgado esta semana que afirma que os direitos humanos em Moçambique foram, em 2025, afectados pela insegurança alimentar, intensificação de ataques terroristas e sequestro de menores em Cabo Delgado, feminicídios e repressão dos protestos pós-eleitorais.

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O Provedor de Justiça de Moçambique considera sério e preocupante o quadro dos direitos humanos no país. Isaque Chande reagia ao relatório da Human Rights Watch divulgado esta semana que afirma que os direitos humanos em Moçambique foram, em 2025, afectados pela insegurança alimentar, intensificação de ataques terroristas e sequestro de menores em Cabo Delgado, feminicídios e repressão dos protestos pós-eleitorais.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco) obteve, junto à Auditoria da Justiça Militar do Estado, a decretação da prisão preventiva do capitão da Polícia Militar Alessander Ribeiro Estrella Rosa, investigado por envolvimento em negociações com integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. O oficial foi preso na tarde desta sexta-feira (6), no 20º Batalhão da Polícia Militar, Mesquita, na Baixada Fluminense, pela Corregedoria da corporação. A decisão judicial considerou a existência de indícios apresentados pelo Ministério Público de que, mesmo após ter sido beneficiado anteriormente com habeas corpus e se submetido a medidas cautelares diversas da prisão, o oficial da corporação teria mantido contato e negociado com traficantes de alta periculosidade, o que configuraria risco à ordem pública, à hierarquia e à disciplina militar, além de prejuízo à instrução criminal. Notícias relacionadas: ONU apresenta soluções urbanas brasileiras para países do Sul Global. Bailes da Cinelândia transformam o centro do Rio com shows ao vivo. Ex-goleiro Bruno, do Flamengo, tem 5 dias para comparecer à Justiça. Além da prisão preventiva, o MPRJ requereu medidas de busca e apreensão e o afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos, com o objetivo de aprofundar a apuração dos fatos e resguardar a produção de provas, o que foi aceito pela Justiça.

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco) obteve, junto à Auditoria da Justiça Militar do Estado, a decretação da prisão preventiva do capitão da Polícia Militar Alessander Ribeiro Estrella Rosa, investigado por envolvimento em negociações com integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. O oficial foi preso na tarde desta sexta-feira (6), no 20º Batalhão da Polícia Militar, Mesquita, na Baixada Fluminense, pela Corregedoria da corporação. A decisão judicial considerou a existência de indícios apresentados pelo Ministério Público de que, mesmo após ter sido beneficiado anteriormente com habeas corpus e se submetido a medidas cautelares diversas da prisão, o oficial da corporação teria mantido contato e negociado com traficantes de alta periculosidade, o que configuraria risco à ordem pública, à hierarquia e à disciplina militar, além de prejuízo à instrução criminal. Notícias relacionadas: ONU apresenta soluções urbanas brasileiras para países do Sul Global. Bailes da Cinelândia transformam o centro do Rio com shows ao vivo. Ex-goleiro Bruno, do Flamengo, tem 5 dias para comparecer à Justiça. Além da prisão preventiva, o MPRJ requereu medidas de busca e apreensão e o afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos, com o objetivo de aprofundar a apuração dos fatos e resguardar a produção de provas, o que foi aceito pela Justiça.

O Ibama aplicou um auto de infração na Petrobras com multa de R$ 2,5 milhões pelo vazamento em perfuração no mar na Bacia da Foz do Amazonas ocorrido no último 4 de janeiro. O derramamento do fluido ocorreu a 175 quilômetros do Amapá, na Margem Equatorial brasileira. “A autuação decorre da descarga de 18,44 m³ de Fluido de Perfuração de Base Não Aquosa (mistura oleosa) no mar, oriunda da instalação denominada Navio Sonda 42 (NS-42), que operava na Bacia da Foz do Amazonas”, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mistura de produtos Notícias relacionadas: MPF pede bloqueio de R$ 1,2 bi da Vale por vazamento em Congonhas (MG). Vale é multada por vazamentos em minas de Congonhas e Ouro Preto. Petrobras reduz em 7,8% preço de venda do gás natural a distribuidoras. Em nota à imprensa, o órgão ambiental acrescentou que o fluido vazado acidentalmente pela Petrobras é uma mistura de produtos usada nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás. O Ibama alega que o material “representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático”, conforme classificação do órgão definida na Instrução Normativa nº 14, de 28 de julho de 2025. A Petrobras confirmou que recebeu a notificação do Ibama e que vai tomar “as providências cabíveis”. Diferentemente do Ibama, a petroleira sustenta que o material não traz danos ao meio ambiente. “Reiteramos que o fluido é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, conforme a Ficha de Dados de Segurança do produto. Atende todos os parâmetros do órgão ambiental e não gera qualquer dano ao meio ambiente”, informou a Petrobras. A partir da ciência do auto de infração, a Petrobras tem o prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa. Vazamento Ocorrido no início do ano, o vazamento na região da Bacia do Amazonas teve origem na instalação denominada Navio Sonda 42 (NS-42). De acordo com a Petrobras, o que ocorreu foi perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho. Na última quarta-feira (4), a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) impôs novas condições para a Petrobras retomar a perfuração do poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, que está paralisado desde o dia 6 de janeiro, dois dias após o vazamento. A ANP exige, entre outras medidas, a substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração - um tubo de grande diâmetro que conecta o poço de petróleo no fundo do mar à sonda. Além disso, a Petrobras deve apresentar evidências da troca dos selos em até cinco dias após a instalação da última junta, incluindo uma análise da adequação da instalação.

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O Ibama aplicou um auto de infração na Petrobras com multa de R$ 2,5 milhões pelo vazamento em perfuração no mar na Bacia da Foz do Amazonas ocorrido no último 4 de janeiro. O derramamento do fluido ocorreu a 175 quilômetros do Amapá, na Margem Equatorial brasileira. “A autuação decorre da descarga de 18,44 m³ de Fluido de Perfuração de Base Não Aquosa (mistura oleosa) no mar, oriunda da instalação denominada Navio Sonda 42 (NS-42), que operava na Bacia da Foz do Amazonas”, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mistura de produtos Notícias relacionadas: MPF pede bloqueio de R$ 1,2 bi da Vale por vazamento em Congonhas (MG). Vale é multada por vazamentos em minas de Congonhas e Ouro Preto. Petrobras reduz em 7,8% preço de venda do gás natural a distribuidoras. Em nota à imprensa, o órgão ambiental acrescentou que o fluido vazado acidentalmente pela Petrobras é uma mistura de produtos usada nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás. O Ibama alega que o material “representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático”, conforme classificação do órgão definida na Instrução Normativa nº 14, de 28 de julho de 2025. A Petrobras confirmou que recebeu a notificação do Ibama e que vai tomar “as providências cabíveis”. Diferentemente do Ibama, a petroleira sustenta que o material não traz danos ao meio ambiente. “Reiteramos que o fluido é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, conforme a Ficha de Dados de Segurança do produto. Atende todos os parâmetros do órgão ambiental e não gera qualquer dano ao meio ambiente”, informou a Petrobras. A partir da ciência do auto de infração, a Petrobras tem o prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa. Vazamento Ocorrido no início do ano, o vazamento na região da Bacia do Amazonas teve origem na instalação denominada Navio Sonda 42 (NS-42). De acordo com a Petrobras, o que ocorreu foi perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho. Na última quarta-feira (4), a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) impôs novas condições para a Petrobras retomar a perfuração do poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, que está paralisado desde o dia 6 de janeiro, dois dias após o vazamento. A ANP exige, entre outras medidas, a substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração - um tubo de grande diâmetro que conecta o poço de petróleo no fundo do mar à sonda. Além disso, a Petrobras deve apresentar evidências da troca dos selos em até cinco dias após a instalação da última junta, incluindo uma análise da adequação da instalação.

A Guiné-Bissau continua a viver num impasse político desde a tomada de poder por militares, em Novembro de 2025, que interrompeu o processo eleitoral. A junta militar prometeu eleições no final do ano, em Dezembro, mas a oposição denuncia repressão e tentativas de legitimação. Em Portugal, Bélgica e Brasil, a diáspora prepara novas manifestações. O activista Yussef acusa um “conluio” para impedir a vitória de Fernando Dias e exige sanções e libertação total de presos políticos.

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A Guiné-Bissau continua a viver num impasse político desde a tomada de poder por militares, em Novembro de 2025, que interrompeu o processo eleitoral. A junta militar prometeu eleições no final do ano, em Dezembro, mas a oposição denuncia repressão e tentativas de legitimação. Em Portugal, Bélgica e Brasil, a diáspora prepara novas manifestações. O activista Yussef acusa um “conluio” para impedir a vitória de Fernando Dias e exige sanções e libertação total de presos políticos.

Os Estados Unidos propuseram mais uma ronda de negociações entre a Ucrânia e a Rússia na próxima semana, na Flórida. Washington quer colocar um ponto final no conflito, que já dura há quatro anos, até Junho disse o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

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Os Estados Unidos propuseram mais uma ronda de negociações entre a Ucrânia e a Rússia na próxima semana, na Flórida. Washington quer colocar um ponto final no conflito, que já dura há quatro anos, até Junho disse o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

O governo federal suspendeu o processo de contratação para a dragagem do Rio Tapajós, no Pará, após mobilizações de povos indígenas e comunidades tradicionais em Santarém. A medida, entretanto, não atende a principal demanda dos protestos: a revogação do decreto que prevê a instalação de hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. Apesar da decisão, […] Após mobilizações, governo federal suspende dragagem no Rio Tapajós apareceu primeiro no Brasil de Fato.

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O governo federal suspendeu o processo de contratação para a dragagem do Rio Tapajós, no Pará, após mobilizações de povos indígenas e comunidades tradicionais em Santarém. A medida, entretanto, não atende a principal demanda dos protestos: a revogação do decreto que prevê a instalação de hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. Apesar da decisão, […] Após mobilizações, governo federal suspende dragagem no Rio Tapajós apareceu primeiro no Brasil de Fato.

Milhares de pessoas se reuniram neste sábado (7) para se despedir de parte das 31 vítimas do atentado suicida reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico em uma mesquita xiita de Islamabad, ocorrido na sexta-feira (6). Pelo menos 169 pessoas ficaram feridas, segundo a prefeitura. A capital paquistanesa não testemunhava um massacre semelhante havia quase 20 anos.

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Milhares de pessoas se reuniram neste sábado (7) para se despedir de parte das 31 vítimas do atentado suicida reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico em uma mesquita xiita de Islamabad, ocorrido na sexta-feira (6). Pelo menos 169 pessoas ficaram feridas, segundo a prefeitura. A capital paquistanesa não testemunhava um massacre semelhante havia quase 20 anos.

A reciclagem química do plástico, apresentada pelo setor como uma ferramenta para a descarbonização, recebeu na sexta-feira (6) sinal verde dos países da União Europeia. O aval, porém, não encerra as controvérsias em torno da técnica, que segue sendo alvo de questionamentos por seus impactos ambientais, pelo alto consumo de energia e por um modelo econômico ainda incerto.

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A reciclagem química do plástico, apresentada pelo setor como uma ferramenta para a descarbonização, recebeu na sexta-feira (6) sinal verde dos países da União Europeia. O aval, porém, não encerra as controvérsias em torno da técnica, que segue sendo alvo de questionamentos por seus impactos ambientais, pelo alto consumo de energia e por um modelo econômico ainda incerto.

A Ilha de Maré, um bairro que se estende por uma das ilhas da Baía de Todos-os-Santos, em Salvador, foi terreno para um projeto de desenvolvimento sustentável que beneficiou cerca de 4 mil moradores em 12 comunidades, sendo seis delas reconhecidas como quilombolas. O projeto, chamado Planos de Bairro, e capitaneado pela Prefeitura de Salvador, buscou a integração de líderes comunitários, poder público, universidades e organizações locais em um processo de diagnóstico e planejamento. Notícias relacionadas: Cidades melhoram Índice de Desenvolvimento Sustentável em 2025. Brasil diz que irá monitorar novo ODS 18 para igualdade racial. A iniciativa buscou enfrentar desigualdades sociais e propor soluções para o desenvolvimento da região. A pescadora quilombola Marizélia Lopes, moradora da Ilha de Maré, enfatiza a relação entre a natureza e a atividade econômica dela. Plano da ilha de Maré buscou a integração de líderes comunitários, poder público, universidades e organizações locais - Foto: Nilton Sousa/Prefeitura de Salvador “A gente não enxerga a natureza só como um espaço de exploração, a gente tem uma relação, a gente não consegue desassociar o que é natureza da gente, da vida da gente. Então a gente é a natureza, né?”, diz. Seleção de soluções O exemplo baiano é um dos 16 projetos que fazem parte de uma seleção elaborada por uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa da Organização das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).  A ideia é que os projetos sirvam de inspiração para outros países em desenvolvimento, o chamado Sul Global. Outra iniciativa selecionada é desenvolvida no Recife e representa uma solução baseada na natureza. São os Jardins Filtrantes no Parque do Caiara. Executado pela Agência Recife para Inovação e Estratégia (Aries), uma associação vinculada à Prefeitura do Recife, o projeto inclui a implantação de um sistema de jardins filtrantes na foz do Riacho do Cavouco, em uma área de cerca de 7 mil metros quadrados (m²), para tratamento da água antes de chegar ao Rio Capibaribe. Foram plantadas 7,5 mil plantas aquáticas nativas, formando um sistema natural de filtragem da água. A intervenção baseada na natureza também deu reflexos positivos para o parque, como o percebido pela moradora da região Gabriela Machado. “O Jardim do Caiara, inaugurado e renovado, é um espaço que posso curtir do lado da minha casa, um lugar da minha região, que traz valor para minha região”, disse Gabriela em depoimento à equipe que reuniu os exemplos de soluções urbanas. Projeto inclui a implantação de um sistema de jardins filtrantes na foz do Riacho do Cavouco - Foto: Giselle Cahú/CITinova Simetria urbana O trabalho de seleção foi feito pelo Programa Simetria Urbana, lançado em 2023. Na parceria com o ONU-Habitat, o governo brasileiro é representado pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE). A chamada pública permitiu a inscrição de iniciativas desenvolvidas por governos locais, instituições públicas, organizações da sociedade civil e comunidades. As áreas de intervenção são relacionadas a um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o número 11, que trata de comunidades e cidades sustentáveis, e engloba temas como habitação, juventude, mobilidade urbana, planejamento participativo e igualdade de gênero. Igualdade de gênero O programa Marias na Construção, da Prefeitura de Salvador, une igualdade de gênero, qualificação e geração de renda para mulheres em situação de violência doméstica ou familiar e outras vulnerabilidades sociais. Em dois anos, mais de 600 mulheres se formaram nos diferentes cursos oferecidos. Janaína dos Santos é uma das alunas do Marias na Construção. “Já terminei um curso agora e vou começar outros dois. Aprendi muita coisa. Quero crescer na área. Futuramente, quero fazer um curso técnico, se assim Deus me permitir, fazer uma faculdade e ser uma grande mulher na construção”, projeta. Programa Marias na Construção, da Prefeitura de Salvador, une igualdade de gênero, qualificação e geração de renda para mulheres em situação de violência doméstica - Foro: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo Inspiração A parceria do Brasil e ONU-Habitat tem por meta que desafios semelhantes entre países do Sul Global podem ser motivadores para que soluções já experimentadas no Brasil sejam exportadas. Para a arquiteta urbanista Laura Lacastagneratte de Figueiredo, analista de programas do ONU-Habitat, a publicação Simetria Urbana busca transformar boas práticas brasileiras em ferramentas concretas de cooperação entre países do Sul Global. “Ao sistematizar soluções que já apresentaram resultados, amplia o potencial dessas experiências como referências para a cooperação e como modelos adaptáveis e inspiradores de políticas públicas, capazes de dialogar com realidades semelhantes”, explica à Agência Brasil. “O objetivo é estimular intercâmbios, projetos conjuntos e o fortalecimento de capacidades locais, contribuindo para acelerar a implementação de ações efetivas de desenvolvimento urbano sustentável em diferentes contextos”, completa a urbanista. Arquiteta urbanista Laura Lacastagneratte de Figueiredo - Foto: Arquivo pessoal Iniciativas O conjunto de soluções coletadas pelo Brasil afora inclui iniciativas como formação de jovens cearenses para projetos socioambientais; centros comunitários em territórios vulneráveis no Recife; design de interiores para habitação social, em Niterói (RJ); e desenvolvimento de ônibus híbrido elétrico-hidrogênio, em Maricá (RJ), entre outros. A relação completa está disponível no site do programa.

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A Ilha de Maré, um bairro que se estende por uma das ilhas da Baía de Todos-os-Santos, em Salvador, foi terreno para um projeto de desenvolvimento sustentável que beneficiou cerca de 4 mil moradores em 12 comunidades, sendo seis delas reconhecidas como quilombolas. O projeto, chamado Planos de Bairro, e capitaneado pela Prefeitura de Salvador, buscou a integração de líderes comunitários, poder público, universidades e organizações locais em um processo de diagnóstico e planejamento. Notícias relacionadas: Cidades melhoram Índice de Desenvolvimento Sustentável em 2025. Brasil diz que irá monitorar novo ODS 18 para igualdade racial. A iniciativa buscou enfrentar desigualdades sociais e propor soluções para o desenvolvimento da região. A pescadora quilombola Marizélia Lopes, moradora da Ilha de Maré, enfatiza a relação entre a natureza e a atividade econômica dela. Plano da ilha de Maré buscou a integração de líderes comunitários, poder público, universidades e organizações locais - Foto: Nilton Sousa/Prefeitura de Salvador “A gente não enxerga a natureza só como um espaço de exploração, a gente tem uma relação, a gente não consegue desassociar o que é natureza da gente, da vida da gente. Então a gente é a natureza, né?”, diz. Seleção de soluções O exemplo baiano é um dos 16 projetos que fazem parte de uma seleção elaborada por uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa da Organização das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).  A ideia é que os projetos sirvam de inspiração para outros países em desenvolvimento, o chamado Sul Global. Outra iniciativa selecionada é desenvolvida no Recife e representa uma solução baseada na natureza. São os Jardins Filtrantes no Parque do Caiara. Executado pela Agência Recife para Inovação e Estratégia (Aries), uma associação vinculada à Prefeitura do Recife, o projeto inclui a implantação de um sistema de jardins filtrantes na foz do Riacho do Cavouco, em uma área de cerca de 7 mil metros quadrados (m²), para tratamento da água antes de chegar ao Rio Capibaribe. Foram plantadas 7,5 mil plantas aquáticas nativas, formando um sistema natural de filtragem da água. A intervenção baseada na natureza também deu reflexos positivos para o parque, como o percebido pela moradora da região Gabriela Machado. “O Jardim do Caiara, inaugurado e renovado, é um espaço que posso curtir do lado da minha casa, um lugar da minha região, que traz valor para minha região”, disse Gabriela em depoimento à equipe que reuniu os exemplos de soluções urbanas. Projeto inclui a implantação de um sistema de jardins filtrantes na foz do Riacho do Cavouco - Foto: Giselle Cahú/CITinova Simetria urbana O trabalho de seleção foi feito pelo Programa Simetria Urbana, lançado em 2023. Na parceria com o ONU-Habitat, o governo brasileiro é representado pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE). A chamada pública permitiu a inscrição de iniciativas desenvolvidas por governos locais, instituições públicas, organizações da sociedade civil e comunidades. As áreas de intervenção são relacionadas a um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o número 11, que trata de comunidades e cidades sustentáveis, e engloba temas como habitação, juventude, mobilidade urbana, planejamento participativo e igualdade de gênero. Igualdade de gênero O programa Marias na Construção, da Prefeitura de Salvador, une igualdade de gênero, qualificação e geração de renda para mulheres em situação de violência doméstica ou familiar e outras vulnerabilidades sociais. Em dois anos, mais de 600 mulheres se formaram nos diferentes cursos oferecidos. Janaína dos Santos é uma das alunas do Marias na Construção. “Já terminei um curso agora e vou começar outros dois. Aprendi muita coisa. Quero crescer na área. Futuramente, quero fazer um curso técnico, se assim Deus me permitir, fazer uma faculdade e ser uma grande mulher na construção”, projeta. Programa Marias na Construção, da Prefeitura de Salvador, une igualdade de gênero, qualificação e geração de renda para mulheres em situação de violência doméstica - Foro: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo Inspiração A parceria do Brasil e ONU-Habitat tem por meta que desafios semelhantes entre países do Sul Global podem ser motivadores para que soluções já experimentadas no Brasil sejam exportadas. Para a arquiteta urbanista Laura Lacastagneratte de Figueiredo, analista de programas do ONU-Habitat, a publicação Simetria Urbana busca transformar boas práticas brasileiras em ferramentas concretas de cooperação entre países do Sul Global. “Ao sistematizar soluções que já apresentaram resultados, amplia o potencial dessas experiências como referências para a cooperação e como modelos adaptáveis e inspiradores de políticas públicas, capazes de dialogar com realidades semelhantes”, explica à Agência Brasil. “O objetivo é estimular intercâmbios, projetos conjuntos e o fortalecimento de capacidades locais, contribuindo para acelerar a implementação de ações efetivas de desenvolvimento urbano sustentável em diferentes contextos”, completa a urbanista. Arquiteta urbanista Laura Lacastagneratte de Figueiredo - Foto: Arquivo pessoal Iniciativas O conjunto de soluções coletadas pelo Brasil afora inclui iniciativas como formação de jovens cearenses para projetos socioambientais; centros comunitários em territórios vulneráveis no Recife; design de interiores para habitação social, em Niterói (RJ); e desenvolvimento de ônibus híbrido elétrico-hidrogênio, em Maricá (RJ), entre outros. A relação completa está disponível no site do programa.

Poucos blocos do carnaval carioca conseguiram construir, ao longo de cerca de 25 anos, uma identidade tão reconhecível e afetiva quanto o Bloco Céu na Terra. O bloco foi fundado no final dos anos 1990, período em que o carnaval de rua do Rio de Janeiro ainda iniciava o processo de retomada que o transformaria em fenômeno de massa. Notícias relacionadas: Beija-Flor de Nilópolis inova no carnaval 2026 e usa impressoras 3D. Blocos da saúde mental quebram preconceitos e reforçam inclusão no Rio. Bloco da Lexa atrai foliões para o circuito Preta Gil no centro do Rio. O Céu na Terra nasceu e se consolidou em Santa Teresa, bairro marcado pelas ladeiras, pela arquitetura histórica e pela convivência direta entre os moradores e o carnaval. A cada edição, nomes centrais da música brasileira são homenageados. Em 2026, o tributo é a Jorge Ben Jor, cuja obra atravessa gerações com forte apelo popular, marcada pelo swing e pela brasilidade. O bloco desfilou cedo neste sábado, com saída às 7h, e também vai às ruas no Sábado de Carnaval (14), no mesmo horário, no Largo dos Guimarães. “O Jorge Ben é muito querido, a música dele é cheia de energia e combina totalmente com o Céu na Terra”, afirma Péricles Monteiro, um dos fundadores do bloco, em entrevista à Agência Brasil. Nos últimos anos, a agremiação homenageou artistas como Milton Nascimento, Rita Lee e Pepeu Gomes, fortalecendo o diálogo entre o carnaval de rua e a história da MPB. A homenagem a Jorge Ben Jor se materializa em diferentes frentes do desfile. Um bonecão do artista integra o cortejo, acompanhado por uma arte especial criada pelo DJ Zod. Canções como Chove Chuva, Menina Mulher da Pele Preta, Taj Mahal, Fio Maravilha, Take It Easy My Brother Charles, País Tropical, Os Alquimistas e Mais Que Nada já fazem parte dos ensaios, somadas às marchinhas, sambas, cirandas e afroxés que compõem a trajetória musical do bloco. Ao longo do percurso, paradas artísticas — conhecidas como “estações” — serão dedicadas a músicas específicas, criando momentos de escuta e celebração coletiva. “Quando a gente começou, era quase um ritual entre amigos”, relembra Péricles Monteiro. “Nossa missão sempre foi levar alegria, fazer um contraponto a esse peso todo do mundo: guerras, crises, tensões. O carnaval é um espaço de felicidade genuína, de encontro, de cultura viva. Mas a gente sempre teve cuidado com o lugar onde isso acontece.” Esse cuidado, no entanto, passou a conviver com tensões crescentes nos últimos anos. A expansão do carnaval de rua ampliou o acesso à festa, mas também trouxe impactos significativos para bairros residenciais como Santa Teresa, caracterizados por ruas estreitas, circulação limitada e infraestrutura fragilizada. Moradores relatam a ocupação intensa do bairro por blocos não oficiais, muitos deles sem planejamento ou diálogo com a comunidade local.   Bloco Céu na Terra lota ruas do bairro de Santa Teresa, na região central do Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Blocos tradicionais Os blocos oficiais do Carnaval 2026 em Santa Teresa, ou seja, reconhecidos pela Prefeitura do Rio e tradicionalmente associados à identidade cultural do bairro, incluem o Céu na Terra, Carmelitas, Badalo de Santa Teresa, Aconteceu, Mistura de Santa e Cheiro na Testa. São agremiações que, em geral, mantêm desfiles diurnos, repertório ligado à música brasileira e trajetos compatíveis com a geografia do bairro histórico. Os cortejos se concentram principalmente nas ruas Almirante Alexandrino, Dias de Barros e Oriente e nos largos dos Guimarães, das Neves e do Curvelo, ocorrendo entre o pré-carnaval e a terça-feira de carnaval. Por tradição, esses blocos mantêm diálogo prévio com moradores e comerciantes, além de seguir regras de horário, percurso e limite de estrutura sonora, buscando reduzir impactos no cotidiano local. A Riotur, que é responsável pelos blocos cadastrados e oficiais, disse em nota que prioriza a segurança, a organização da festa e o equilíbrio entre o Carnaval e a rotina do bairro. Neste ano, a empresa autorizou um novo bloco, o Bafo da Onça, a integrar os desfiles oficiais de Santa Teresa, somando assim 14 blocos oficiais. Ordem na folia Mesmo assim, moradores de Santa Teresa organizaram um abaixo-assinado solicitando maior ordenamento e fiscalização durante o período carnavalesco. O documento, que circula entre residentes e comerciantes do bairro, defende que a convivência entre festa e vida cotidiana depende de limites claros. “Não somos contra os blocos, somos contra o abandono do poder público”, afirma um dos trechos do texto. Para a gestora cultural Ingrid Reis, o debate precisa superar a polarização entre permitir ou proibir. “Existem blocos históricos, como o Céu na Terra, que construíram uma relação orgânica com o território. Eles conhecem o bairro, dialogam com os moradores e pensam a festa como parte da cidade, não como invasão”, avalia. Ingrid defende a adoção de critérios diferenciados para blocos tradicionais e para aqueles que surgem sem compromisso com o espaço urbano. A Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) também tem se posicionado sobre o tema. Orlando Lemos, residente em Santa Teresa há quatro décadas e presidente da associação, diz  que o problema se agravou com o crescimento do carnaval, sem investimentos proporcionais em infraestrutura. “Santa Teresa virou destino, mas continua com as mesmas ruas, o mesmo transporte precário e serviços limitados. Sem organização, quem paga a conta é quem mora aqui o ano inteiro.”   Desfile do bloco carnavalesco Céu na Terra pelas ruas do bairro de Santa Teresa, zona sul da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil O pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Victor Belart, especializado em carnaval de rua, cultura urbana e políticas culturais, resume que "o problema não é o carnaval, é a ausência de regras”. Belart é fundador do projeto Cidade Pirata, iniciativa de pesquisa, documentação e reflexão crítica sobre o carnaval de rua no Rio de Janeiro, que deu origem ao livro Cidade Pirata – O Carnaval de Rua do Rio de Janeiro, resultado de anos de observação de campo e entrevistas com organizadores, músicos e foliões. Segundo o pesquisador, a expansão acelerada do carnaval carioca escancarou um vazio regulatório. “Quando não há definição clara de trajetos, controle de público, diálogo com o território e planejamento de serviços básicos, os impactos se multiplicam: lixo acumulado, barulho excessivo, degradação do espaço urbano e dificuldade de acesso para moradores, ambulâncias e serviços de emergência”, afirma. Belart destaca que bairros como Santa Teresa sentem esses efeitos de forma mais intensa por suas características urbanas. “É um bairro histórico, com ruas estreitas, circulação limitada e população residente envelhecida em parte. Aplicar a mesma lógica de grandes blocos da Zona Sul ou do Centro é ignorar completamente o território”, analisa. Para ele, o crescimento de blocos não oficiais e sem cadastro tende a agravar conflitos e a desgastar a imagem do próprio carnaval de rua. “Sem regras, a festa perde legitimidade social.”

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Poucos blocos do carnaval carioca conseguiram construir, ao longo de cerca de 25 anos, uma identidade tão reconhecível e afetiva quanto o Bloco Céu na Terra. O bloco foi fundado no final dos anos 1990, período em que o carnaval de rua do Rio de Janeiro ainda iniciava o processo de retomada que o transformaria em fenômeno de massa. Notícias relacionadas: Beija-Flor de Nilópolis inova no carnaval 2026 e usa impressoras 3D. Blocos da saúde mental quebram preconceitos e reforçam inclusão no Rio. Bloco da Lexa atrai foliões para o circuito Preta Gil no centro do Rio. O Céu na Terra nasceu e se consolidou em Santa Teresa, bairro marcado pelas ladeiras, pela arquitetura histórica e pela convivência direta entre os moradores e o carnaval. A cada edição, nomes centrais da música brasileira são homenageados. Em 2026, o tributo é a Jorge Ben Jor, cuja obra atravessa gerações com forte apelo popular, marcada pelo swing e pela brasilidade. O bloco desfilou cedo neste sábado, com saída às 7h, e também vai às ruas no Sábado de Carnaval (14), no mesmo horário, no Largo dos Guimarães. “O Jorge Ben é muito querido, a música dele é cheia de energia e combina totalmente com o Céu na Terra”, afirma Péricles Monteiro, um dos fundadores do bloco, em entrevista à Agência Brasil. Nos últimos anos, a agremiação homenageou artistas como Milton Nascimento, Rita Lee e Pepeu Gomes, fortalecendo o diálogo entre o carnaval de rua e a história da MPB. A homenagem a Jorge Ben Jor se materializa em diferentes frentes do desfile. Um bonecão do artista integra o cortejo, acompanhado por uma arte especial criada pelo DJ Zod. Canções como Chove Chuva, Menina Mulher da Pele Preta, Taj Mahal, Fio Maravilha, Take It Easy My Brother Charles, País Tropical, Os Alquimistas e Mais Que Nada já fazem parte dos ensaios, somadas às marchinhas, sambas, cirandas e afroxés que compõem a trajetória musical do bloco. Ao longo do percurso, paradas artísticas — conhecidas como “estações” — serão dedicadas a músicas específicas, criando momentos de escuta e celebração coletiva. “Quando a gente começou, era quase um ritual entre amigos”, relembra Péricles Monteiro. “Nossa missão sempre foi levar alegria, fazer um contraponto a esse peso todo do mundo: guerras, crises, tensões. O carnaval é um espaço de felicidade genuína, de encontro, de cultura viva. Mas a gente sempre teve cuidado com o lugar onde isso acontece.” Esse cuidado, no entanto, passou a conviver com tensões crescentes nos últimos anos. A expansão do carnaval de rua ampliou o acesso à festa, mas também trouxe impactos significativos para bairros residenciais como Santa Teresa, caracterizados por ruas estreitas, circulação limitada e infraestrutura fragilizada. Moradores relatam a ocupação intensa do bairro por blocos não oficiais, muitos deles sem planejamento ou diálogo com a comunidade local.   Bloco Céu na Terra lota ruas do bairro de Santa Teresa, na região central do Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Blocos tradicionais Os blocos oficiais do Carnaval 2026 em Santa Teresa, ou seja, reconhecidos pela Prefeitura do Rio e tradicionalmente associados à identidade cultural do bairro, incluem o Céu na Terra, Carmelitas, Badalo de Santa Teresa, Aconteceu, Mistura de Santa e Cheiro na Testa. São agremiações que, em geral, mantêm desfiles diurnos, repertório ligado à música brasileira e trajetos compatíveis com a geografia do bairro histórico. Os cortejos se concentram principalmente nas ruas Almirante Alexandrino, Dias de Barros e Oriente e nos largos dos Guimarães, das Neves e do Curvelo, ocorrendo entre o pré-carnaval e a terça-feira de carnaval. Por tradição, esses blocos mantêm diálogo prévio com moradores e comerciantes, além de seguir regras de horário, percurso e limite de estrutura sonora, buscando reduzir impactos no cotidiano local. A Riotur, que é responsável pelos blocos cadastrados e oficiais, disse em nota que prioriza a segurança, a organização da festa e o equilíbrio entre o Carnaval e a rotina do bairro. Neste ano, a empresa autorizou um novo bloco, o Bafo da Onça, a integrar os desfiles oficiais de Santa Teresa, somando assim 14 blocos oficiais. Ordem na folia Mesmo assim, moradores de Santa Teresa organizaram um abaixo-assinado solicitando maior ordenamento e fiscalização durante o período carnavalesco. O documento, que circula entre residentes e comerciantes do bairro, defende que a convivência entre festa e vida cotidiana depende de limites claros. “Não somos contra os blocos, somos contra o abandono do poder público”, afirma um dos trechos do texto. Para a gestora cultural Ingrid Reis, o debate precisa superar a polarização entre permitir ou proibir. “Existem blocos históricos, como o Céu na Terra, que construíram uma relação orgânica com o território. Eles conhecem o bairro, dialogam com os moradores e pensam a festa como parte da cidade, não como invasão”, avalia. Ingrid defende a adoção de critérios diferenciados para blocos tradicionais e para aqueles que surgem sem compromisso com o espaço urbano. A Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) também tem se posicionado sobre o tema. Orlando Lemos, residente em Santa Teresa há quatro décadas e presidente da associação, diz  que o problema se agravou com o crescimento do carnaval, sem investimentos proporcionais em infraestrutura. “Santa Teresa virou destino, mas continua com as mesmas ruas, o mesmo transporte precário e serviços limitados. Sem organização, quem paga a conta é quem mora aqui o ano inteiro.”   Desfile do bloco carnavalesco Céu na Terra pelas ruas do bairro de Santa Teresa, zona sul da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil O pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Victor Belart, especializado em carnaval de rua, cultura urbana e políticas culturais, resume que "o problema não é o carnaval, é a ausência de regras”. Belart é fundador do projeto Cidade Pirata, iniciativa de pesquisa, documentação e reflexão crítica sobre o carnaval de rua no Rio de Janeiro, que deu origem ao livro Cidade Pirata – O Carnaval de Rua do Rio de Janeiro, resultado de anos de observação de campo e entrevistas com organizadores, músicos e foliões. Segundo o pesquisador, a expansão acelerada do carnaval carioca escancarou um vazio regulatório. “Quando não há definição clara de trajetos, controle de público, diálogo com o território e planejamento de serviços básicos, os impactos se multiplicam: lixo acumulado, barulho excessivo, degradação do espaço urbano e dificuldade de acesso para moradores, ambulâncias e serviços de emergência”, afirma. Belart destaca que bairros como Santa Teresa sentem esses efeitos de forma mais intensa por suas características urbanas. “É um bairro histórico, com ruas estreitas, circulação limitada e população residente envelhecida em parte. Aplicar a mesma lógica de grandes blocos da Zona Sul ou do Centro é ignorar completamente o território”, analisa. Para ele, o crescimento de blocos não oficiais e sem cadastro tende a agravar conflitos e a desgastar a imagem do próprio carnaval de rua. “Sem regras, a festa perde legitimidade social.”

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