El fuego avanzó entre bosques, viviendas y zonas industriales, obligando a miles de personas a abandonar sus hogares y poniendo a prueba a los equipos de emergencia.

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El fuego avanzó entre bosques, viviendas y zonas industriales, obligando a miles de personas a abandonar sus hogares y poniendo a prueba a los equipos de emergencia.

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據拜仁慕尼黑足球俱樂部周五消息,中國國家足球隊主教練邵佳一來訪德甲冠軍拜仁慕尼黑,與主教練文森特·孔帕尼、體育總監克里斯托夫·弗羅因德進行了交流,並接受拜仁慕尼黑市場與銷售董事魯文·卡斯珀贈送的球衣。這位46歲的前國腳曾於2002年至2011年征戰德國足球甲級聯賽,先後效力於科特布斯能源隊、杜伊斯堡隊和慕尼黑1860隊。

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據拜仁慕尼黑足球俱樂部周五消息,中國國家足球隊主教練邵佳一來訪德甲冠軍拜仁慕尼黑,與主教練文森特·孔帕尼、體育總監克里斯托夫·弗羅因德進行了交流,並接受拜仁慕尼黑市場與銷售董事魯文·卡斯珀贈送的球衣。這位46歲的前國腳曾於2002年至2011年征戰德國足球甲級聯賽,先後效力於科特布斯能源隊、杜伊斯堡隊和慕尼黑1860隊。

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据拜仁慕尼黑足球俱乐部周五消息,中国国家足球队主教练邵佳一来访德甲冠军拜仁慕尼黑,与主教练文森特·孔帕尼、体育总监克里斯托夫·弗罗因德进行了交流,并接受拜仁慕尼黑市场与销售董事鲁文·卡斯珀赠送的球衣。这位46岁的前国脚曾于2002年至2011年征战德国足球甲级联赛,先后效力于科特布斯能源队、杜伊斯堡队和慕尼黑1860队。

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据拜仁慕尼黑足球俱乐部周五消息,中国国家足球队主教练邵佳一来访德甲冠军拜仁慕尼黑,与主教练文森特·孔帕尼、体育总监克里斯托夫·弗罗因德进行了交流,并接受拜仁慕尼黑市场与销售董事鲁文·卡斯珀赠送的球衣。这位46岁的前国脚曾于2002年至2011年征战德国足球甲级联赛,先后效力于科特布斯能源队、杜伊斯堡队和慕尼黑1860队。

Уламки безпілотника знайшли на ділянці дороги між повітами Бузеу та Яломіца

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La serie animada anunció en la Comic-Con 2026 un especial inédito que llegará a Hulu y Disney+ antes del estreno de la temporada 17.

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La serie animada anunció en la Comic-Con 2026 un especial inédito que llegará a Hulu y Disney+ antes del estreno de la temporada 17.

Maine Democrats used an unfamiliar process to choose a familiar face as their replacement nominee for one of the most closely watched races in the country.

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Maine Democrats used an unfamiliar process to choose a familiar face as their replacement nominee for one of the most closely watched races in the country.

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联合国秘书长安东尼奥·古特雷斯周六首次访问叙利亚,呼吁国际社会帮助这个在经历了多年内战和新政权建立后正处于过渡期的国家。他与叙利亚总统艾哈迈德·沙拉共同呼吁尊重叙利亚主权,并提及以色列入侵叙利亚南部地区。这是自2009年潘基文访问以来,联合国秘书长首次访问叙利亚。此次访问距离巴沙尔·阿萨德总统于2024年底被伊斯兰叛军联盟推翻已过去一年半多。

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联合国秘书长安东尼奥·古特雷斯周六首次访问叙利亚,呼吁国际社会帮助这个在经历了多年内战和新政权建立后正处于过渡期的国家。他与叙利亚总统艾哈迈德·沙拉共同呼吁尊重叙利亚主权,并提及以色列入侵叙利亚南部地区。这是自2009年潘基文访问以来,联合国秘书长首次访问叙利亚。此次访问距离巴沙尔·阿萨德总统于2024年底被伊斯兰叛军联盟推翻已过去一年半多。

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聯合國秘書長安東尼奧·古特雷斯周六首次訪問敘利亞,呼籲國際社會幫助這個在經歷了多年內戰和新政權建立後正處於過渡期的國家。他與敘利亞總統艾哈邁德·沙拉共同呼籲尊重敘利亞主權,並提及以色列入侵敘利亞南部地區。這是自2009年潘基文訪問以來,聯合國秘書長首次訪問敘利亞。此次訪問距離巴沙爾·阿薩德總統於2024年底被伊斯蘭叛軍聯盟推翻已過去一年半多。

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聯合國秘書長安東尼奧·古特雷斯周六首次訪問敘利亞,呼籲國際社會幫助這個在經歷了多年內戰和新政權建立後正處於過渡期的國家。他與敘利亞總統艾哈邁德·沙拉共同呼籲尊重敘利亞主權,並提及以色列入侵敘利亞南部地區。這是自2009年潘基文訪問以來,聯合國秘書長首次訪問敘利亞。此次訪問距離巴沙爾·阿薩德總統於2024年底被伊斯蘭叛軍聯盟推翻已過去一年半多。

სალომე ასათიანის პოდკასტი„1910 წლის დეკემბერში - ან დაახლოებით ამ დროს - ადამიანის ბუნება შეიცვალა“. ეს ვირჯინია ვულფის სიტყვებია - ერთ-ერთი იმ გამონათქვამებს შორის, რომლებსაც მუდმივად ციტირებენ, თუმცა შეიძლება არც იცოდნენ ვისი ფრაზაა, ან რა კონტექსტიდან მოდის. ვულფი ხელოვნებაში მოდერნიზმის, უფრო ზოგადად კი მოდერნული ეპოქის გამოძახილზე წერს - დროისა და ადამიანის გამოცდილების ფრაგმენტაციაზე, ტექნოლოგიურ რევოლუციაზე, ურბანიზაციაზე. და ამბობს - „ეს ცვლილება უცაბედი და მკაფიო არ ყოფილა, თუმცა...

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რადიო თავისუფლება
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სალომე ასათიანის პოდკასტი„1910 წლის დეკემბერში - ან დაახლოებით ამ დროს - ადამიანის ბუნება შეიცვალა“. ეს ვირჯინია ვულფის სიტყვებია - ერთ-ერთი იმ გამონათქვამებს შორის, რომლებსაც მუდმივად ციტირებენ, თუმცა შეიძლება არც იცოდნენ ვისი ფრაზაა, ან რა კონტექსტიდან მოდის. ვულფი ხელოვნებაში მოდერნიზმის, უფრო ზოგადად კი მოდერნული ეპოქის გამოძახილზე წერს - დროისა და ადამიანის გამოცდილების ფრაგმენტაციაზე, ტექნოლოგიურ რევოლუციაზე, ურბანიზაციაზე. და ამბობს - „ეს ცვლილება უცაბედი და მკაფიო არ ყოფილა, თუმცა...

„გზა არათავისუფლებისკენ: რუსეთი, ევროპა, ამერიკა“ ტიმოთი სნაიდერმა 2018 წელს გამოსცა. ამ წიგნში ვეტერანი ისტორიკოსი მოგვითხრობს როგორ ავრცელებს რუსეთი თავის ავტორიტარიზმს, მითებს და დეზინფორმაციას აღმოსავლეთიდან - დასავლეთით, რათა ძირი გამოუთხაროს დემოკრატიას ევროპასა და ამერიკაში.

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რადიო თავისუფლება
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„გზა არათავისუფლებისკენ: რუსეთი, ევროპა, ამერიკა“ ტიმოთი სნაიდერმა 2018 წელს გამოსცა. ამ წიგნში ვეტერანი ისტორიკოსი მოგვითხრობს როგორ ავრცელებს რუსეთი თავის ავტორიტარიზმს, მითებს და დეზინფორმაციას აღმოსავლეთიდან - დასავლეთით, რათა ძირი გამოუთხაროს დემოკრატიას ევროპასა და ამერიკაში.

44 minutes

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位于突尼斯迦太基(Carthage)湾畔山丘上的著名蓝白村庄西迪布萨伊德((Sidi Bou Said)于周六被列入世界遗产名录,联合国教科文组织和突尼斯当局宣布了这一消息。

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位于突尼斯迦太基(Carthage)湾畔山丘上的著名蓝白村庄西迪布萨伊德((Sidi Bou Said)于周六被列入世界遗产名录,联合国教科文组织和突尼斯当局宣布了这一消息。

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位於突尼斯迦太基(Carthage)灣畔山丘上的著名藍白村莊西迪布薩伊德((Sidi Bou Said)於周六被列入世界遺產名錄,聯合國教科文組織和突尼斯當局宣布了這一消息。

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位於突尼斯迦太基(Carthage)灣畔山丘上的著名藍白村莊西迪布薩伊德((Sidi Bou Said)於周六被列入世界遺產名錄,聯合國教科文組織和突尼斯當局宣布了這一消息。

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饱受一系列打击的弗拉维奥·博索纳罗(Flavio Bolsonaro)于周六正式被提名为巴西总统候选人,参加10月份的总统大选,与现任总统卢拉角逐。他自诩为父亲——极右翼前总统雅伊尔·博索纳罗(Jair Bolsonaro)的继承人,后者目前因企图发动政变而被监禁。另外,巴西拒绝向希望与选举当局会面的美国官员发放签证。

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饱受一系列打击的弗拉维奥·博索纳罗(Flavio Bolsonaro)于周六正式被提名为巴西总统候选人,参加10月份的总统大选,与现任总统卢拉角逐。他自诩为父亲——极右翼前总统雅伊尔·博索纳罗(Jair Bolsonaro)的继承人,后者目前因企图发动政变而被监禁。另外,巴西拒绝向希望与选举当局会面的美国官员发放签证。

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飽受一系列打擊的弗拉維奧·博索納羅(Flavio Bolsonaro)於周六正式被提名為巴西總統候選人,參加10月份的總統大選,與現任總統盧拉角逐。他自詡為父親——極右翼前總統雅伊爾·博索納羅(Jair Bolsonaro)的繼承人,後者目前因企圖發動政變而被監禁。另外,巴西拒絕向希望與選舉當局會面的美國官員發放簽證。

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飽受一系列打擊的弗拉維奧·博索納羅(Flavio Bolsonaro)於周六正式被提名為巴西總統候選人,參加10月份的總統大選,與現任總統盧拉角逐。他自詡為父親——極右翼前總統雅伊爾·博索納羅(Jair Bolsonaro)的繼承人,後者目前因企圖發動政變而被監禁。另外,巴西拒絕向希望與選舉當局會面的美國官員發放簽證。

51 minutes

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缅因州民主党周六提名进步派人士特洛伊·杰克逊(Troy Jackson)为美国参议员候选人。此前,该州民主党候选人格雷厄姆·普拉特纳(Graham Platner)因强奸指控于7月初退出竞选。缅因州对争夺国会多数席位至关重要。

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缅因州民主党周六提名进步派人士特洛伊·杰克逊(Troy Jackson)为美国参议员候选人。此前,该州民主党候选人格雷厄姆·普拉特纳(Graham Platner)因强奸指控于7月初退出竞选。缅因州对争夺国会多数席位至关重要。

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緬因州民主黨周六提名進步派人士特洛伊·傑克遜(Troy Jackson)為美國參議員候選人。此前,該州民主黨候選人格雷厄姆·普拉特納(Graham Platner)因強姦指控於7月初退出競選。緬因州對爭奪國會多數席位至關重要。

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緬因州民主黨周六提名進步派人士特洛伊·傑克遜(Troy Jackson)為美國參議員候選人。此前,該州民主黨候選人格雷厄姆·普拉特納(Graham Platner)因強姦指控於7月初退出競選。緬因州對爭奪國會多數席位至關重要。

Aldeniza Silva e Silva espera o quinto filho. Grávida de sete meses, a moradora da comunidade ribeirinha de Boa Vista, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, na região do Médio Rio Juruá, em Carauari (AM), precisava, até então, se deslocar até a zona urbana do município para conseguir uma consulta médica. Um trajeto que pode levar dois ou três dias de rabeta (pequena embarcação) – dependendo se o rio está cheio ou seco, quando fica mais demorado navegar. A única forma de se deslocar até a cidade é por meio fluvial: em muitas regiões do interior do Amazonas, cercadas pela grandiosidade da floresta amazônica, não há rodovias e o único caminho possível é navegando pelos rios. Era somente na cidade - forma como os ribeirinhos chamam a zona urbana de Carauari – que Aldeniza conseguia fazer seu pré-natal. Por causa das dificuldades de acesso, até agora, ela só passou por três consultas, quando o ideal, segundo o Ministério da Saúde, é que as gestantes sejam acompanhadas em um mínimo de seis. Essa situação é enfrentada diariamente por milhares de ribeirinhos espalhados pela zona rural de Carauari, uma simpática cidade banhada pelo sinuoso Rio Juruá e que tem cerca de 28 mil habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O extenso território de Carauari está localizado a mais de 1,6 mil quilômetros de distância, em linha fluvial, da capital do Amazonas – uma viagem de aproximadamente 36 horas de lancha expressa, com o rio seco. A parte rural é formada por dezenas de comunidades ribeirinhas, que ficam a dias de distância da zona urbana. Assim como Aldeniza, a ribeirinha Maria Valkiane Freitas e Silva, da comunidade de Bauana, também precisa enfrentar um longo trajeto de cerca de 12 horas de rabeta para ir até a cidade para se consultar. “Para ir [o preço] é uma botija, R$ 160. Mas para vir é duas ou três”, contou. Após a inauguração de dois pontos de atendimento à saúde nas bases da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) nas regiões de Campina e Bauana, ocorrida na última semana, essa distância foi encurtada. “Agora [a distância] é só de uma praia”, comemorou Aldeniza, que passou a seguir com o pré-natal no posto de Campina. "Eu tinha que ir para Carauari fazer minha consulta, mas graças a Deus, tem esse posto aqui. Aí eu vim hoje me consultar”. Ela também aproveitou a vinda ao ponto de atendimento para trazer a filha, de seis anos, que não estava bem de saúde. “O médico falou que podia ser verme”, disse. Estrutura A estrutura dos dois pontos de atendimento é uma solução adaptada à realidade local, com foco no apoio às equipes de saúde, na realização de atendimentos presenciais e no uso da telessaúde. Cada unidade é equipada com consultórios para atendimentos presenciais e remotos, sala de triagem, consultório odontológico, conexão à internet, equipamentos de telessaúde e áreas para a permanência das equipes de saúde. Todos os serviços oferecidos são integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS), embora todo o projeto seja desenvolvido por meio de uma parceria público-privada. Chamado de SUS na Floresta, o modelo adotado em Carauari é resultado de um edital do programa Juntos pela Saúde. O projeto é executado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Umame, com gestão do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e apoio técnico da prefeitura de Carauari e da Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas. “Um princípio fundamental deste projeto e de todos os participantes do Juntos pela Saúde não é criar uma estrutura paralela ao SUS, mas sim reforçá-la. Os pontos de atendimento são implantados em parceria com as prefeituras e as secretarias municipais de Saúde, e os profissionais responsáveis pelo atendimento estão vinculados à rede pública e à Estratégia Saúde da Família”, explicou Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS.   <img src="https://imagens.ebc.com.br/3qeIlgtXYk-AgRqHCYpKA8efB4c=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/25/bauana-posto-saude-122_0.jpg?itok=ErefczIu" alt="Brasília - 25/07/2026 - Posto de Saúde Bauana. Foto: Lucas Bonny/FAS" title="Lucas Bonny/FAS"> Brasília - 25/07/2026 - Posto de Saúde Bauana. Foto: Lucas Bonny/FAS   Nem bem foi inaugurado, rumores sobre a instalação de um ponto de saúde mais próximo das comunidades ribeirinhas já estavam circulando pela região. Na comunidade de São Francisco, próxima à unidade da FAS em Campina, por exemplo, a população já estava sabendo da novidade e se preparando para procurar atendimento. “Caso a gente adoeça, tem um meio melhor para a gente ser atendido porque é perto daqui. Não tem nem comparação de ir na cidade, que é muito longe. Às vezes, não dá tempo nem de chegar lá. Que nem uma vez que eu adoeci da coluna e cheguei lá [na cidade], após ficar deitada na palha mesmo, deitada quase no porão, porque eu não aguentava mais ficar sentada”, contou a ribeirinha Cecilia Bispo de Lima, da comunidade São Francisco. As novas estruturas devem não só oferecer algum tratamento para as dores nas costas de dona Ceci ou realizar o pré-natal de Aldeniza, mas também ajudar na prevenção de doenças e na estratégia de vacinação, como é o caso de Luana do Carmo da Gama, que levará o filho Antonio Pedro, de apenas quatro anos, para ser imunizado. “Vai ser ótimo para nós. Qualquer coisa, a gente pode vir aqui. Tem o pessoal para ajudar a gente, né?”. Distâncias encurtadas Antes, para conseguir um atendimento básico de saúde, moradores da zona rural ou das comunidades ribeirinhas de Carauari precisavam fazer um percurso de horas ou dias em uma viagem de lancha para chegar até o posto mais próximo, localizado na zona urbana da cidade. Em situações extremas e graves, a prefeitura de Carauari disponibiliza ainda uma lancha de resgaste (as chamadas ambulanchas) para os ribeirinhos – buscando-os em suas comunidades e levando-os até a cidade em percursos que duram horas ou dias, dependendo da distância da comunidade e da condição do rio. Na última semana, os dois novos pontos de apoio em saúde foram inaugurados mais próximos das comunidades ribeirinhas da RDS Uacari. O primeiro foi inaugurado no domingo passado (19) na comunidade de Bauana e recebeu o nome de Raimundo Ribeiro de Lima (Saborá), em homenagem a um líder comunitário da região. O segundo foi batizado em homenagem à líder comunitária Laice Santos do Nascimento e inaugurado na última terça-feira (21) na região de Campina, também no município de Carauari. Os dois pontos estão localizados dentro de duas unidades da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em Carauari. Juntos, eles devem atender 56 comunidades ribeirinhas, beneficiando cerca de 4,7 mil pessoas. “O SUS na Floresta é uma iniciativa que busca adaptar e fortalecer a Atenção Primária à Saúde em comunidades ribeirinhas e tradicionais da Amazônia, considerando os grandes deslocamentos, a sazonalidade dos rios, a baixa disponibilidade de profissionais e as particularidades culturais desses territórios”, explicou Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS. Somente na semana em que foram inaugurados, os dois pontos já conseguiram evitar diversas chamadas para as lanchas de resgate. Só em Campina foram evitadas cinco, entre elas a do jovem Thiago Freitas Andrade, da comunidade de Xibuauzinho, que pisou em um tábua com pregos enquanto jogava bola. Thiago ficou uma semana sofrendo com dores no pé, antes de procurar o ponto de atendimento em Campina. “Estava doendo muito, eu passei duas noites sem dormir”, contou ele. No ponto de saúde, ele foi atendido por um enfermeiro e uma técnica em enfermagem. “Tomei duas injeções. Como estava muito inflamado, eles cuidaram do meu dedo e aí passaram toda a medicação e também me deram medicamento para desinflamar. E aí aconselharam o repouso”, disse Thiago.  Além de Thiago, uma criança que se furou com o anzol de uma linha de pesca foi atendida. “Chegamos aqui em Campina no dia 12 de julho. E já começamos a atender as pessoas. Atendemos desde atenção a ferimentos graves, que poderia ser uma indicação de resgate, até pré-natal. Já fizemos atendimentos de hipertensos além de outros, que são mais corriqueiros aqui, como gripe. Tem muito caso gripal, principalmente em crianças. São atendimentos que poderiam ser feitos tranquilamente aqui e que as pessoas não precisariam se deslocar até Carauri”, explicou o enfermeiro Antônio Carlos Alves Bezerra. <img src="https://imagens.ebc.com.br/Er7Kc3t_mQPRb6zIxOSr6tr4PAs=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/25/bauana-posto-saude-40_0.jpg?itok=oD_rhIp7" alt="Brasília - 25/07/2026 - Posto de Saúde Bauana. Foto: Lucas Bonny/FAS" title="Lucas Bonny/FAS"> Brasília - 25/07/2026 - Posto de Saúde Bauana. Foto: Lucas Bonny/FAS Para o também enfermeiro Jefferson Martins Honorato, que foi deslocado para trabalhar em Bauana, estar mais próximo das comunidades vai fazer muita diferença para a população ribeirinha. “Se eles tiverem, vamos supor, uma algia abdominal (dor de barriga), eles não vão querer ir até o município. Eles vão procurar um remédio caseiro. Mas se estiver aqui um profissional, um enfermeiro, um técnico ou um agente de saúde, eles vão nos procurar e vamos aplicar a medicação correta automaticamente. Se estivermos perto deles, eles vão nos procurar”, destacou. Além de atendimentos de urgências, os pontos de saúde de Campina e de Bauana vão permitir que os pacientes possam se consultar com os médicos, por atendimento presencial ou teleconsultas. Os profissionais devem visitar os locais em mutirões ou de forma esporádica. “Antes o morador ia lá para a cidade só para ter uma consulta. Agora não, tem teleconsulta aqui no polo”, explicou a técnica de enfermagem Denise de Sousa Brito.  Em entrevista à Agência Brasil, o secretário municipal de saúde de Carauari, Manoel Brito, explicou que cada uma das unidades contará com um enfermeiro e um técnico em enfermagem, que vão se revezar por 15 dias, até que sejam substituídos por uma nova equipe. “E no final de 15 dias, a gente vai ter atendimento de uma demanda pré-agendada para médico e odontólogo. E, se nesses 15 dias tiver necessidade de atendimento médico por teleconsulta, isso será feito com um médico da sede [da cidade]”. A tarefa de cada um desses profissionais vai não somente encurtar as distâncias, como também permitir que o atendimento possa ser garantido mesmo para aqueles que não conseguem pagar pelo deslocamento para serem consultados na cidade. “Hoje uma paciente veio aqui comigo e enfrentou um ramal [um caminho] de 30 minutos para poder ser atendida aqui, com infecção urinária. Ela estava com muita dor, não tinha dormido a noite. Ou seja, meu trabalho é importante, eu me sinto honrado [de estar aqui]”, disse Honorato. SUS na Floresta O SUS na Floresta começou a ser estruturado pela FAS ainda em 2020, durante a pandemia do novo coronavírus, quando muitos ribeirinhos chegaram a ficar desassistidos. Com esse projeto, a expectativa é que essas populações não fiquem sem atendimento, mesmo em situações excepcionais provocadas por pandemias ou eventos climáticos. “O sistema não estava preparado para as situações que envolvem calamidades públicas, sejam elas por meio de uma pandemia ou por meio de efeitos climáticos, como catástrofes. O mundo não está preparado. Nós não estamos preparados”, ressaltou Mickela Souza Costa, gerente do Programa Saúde na Floresta da Fundação Amazônia Sustentável (FAS). “Estamos fazendo isso em prol da saúde pública, em apoio a manter essas pessoas em pé até porque são elas que cuidam para manter a floresta em pé”. Ao todo serão seis pontos de atendimento. O primeiro foi inaugurado em abril deste ano na comunidade do Ubim, em Eurinepé, com apoio do BNDES e Fundo Vale. Com a inauguração das unidades de Campina e Bauana, em Carauari, o projeto passa agora a contar com três pontos. Segundo Guilherme Sylos, ainda estão previstos três novos pontos de atendimento: um em Itapiranga e dois em Novo Aripuanã. Também será entregue um alojamento de apoio aos profissionais de saúde em Uarini. Todos esses últimos com apoio de BNDES e Umane. “Ao aproximar a Atenção Primária das comunidades, o SUS na Floresta contribui para prevenir agravamentos, dar continuidade aos tratamentos e tornar efetivo o direito universal à saúde de acordo com as necessidades de cada território, que podem variar”, completou Sylos. *A repórter viajou a convite do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e da Fundação Amazônia Sustentável (FAS)

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Agência Brasil
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Aldeniza Silva e Silva espera o quinto filho. Grávida de sete meses, a moradora da comunidade ribeirinha de Boa Vista, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, na região do Médio Rio Juruá, em Carauari (AM), precisava, até então, se deslocar até a zona urbana do município para conseguir uma consulta médica. Um trajeto que pode levar dois ou três dias de rabeta (pequena embarcação) – dependendo se o rio está cheio ou seco, quando fica mais demorado navegar. A única forma de se deslocar até a cidade é por meio fluvial: em muitas regiões do interior do Amazonas, cercadas pela grandiosidade da floresta amazônica, não há rodovias e o único caminho possível é navegando pelos rios. Era somente na cidade - forma como os ribeirinhos chamam a zona urbana de Carauari – que Aldeniza conseguia fazer seu pré-natal. Por causa das dificuldades de acesso, até agora, ela só passou por três consultas, quando o ideal, segundo o Ministério da Saúde, é que as gestantes sejam acompanhadas em um mínimo de seis. Essa situação é enfrentada diariamente por milhares de ribeirinhos espalhados pela zona rural de Carauari, uma simpática cidade banhada pelo sinuoso Rio Juruá e que tem cerca de 28 mil habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O extenso território de Carauari está localizado a mais de 1,6 mil quilômetros de distância, em linha fluvial, da capital do Amazonas – uma viagem de aproximadamente 36 horas de lancha expressa, com o rio seco. A parte rural é formada por dezenas de comunidades ribeirinhas, que ficam a dias de distância da zona urbana. Assim como Aldeniza, a ribeirinha Maria Valkiane Freitas e Silva, da comunidade de Bauana, também precisa enfrentar um longo trajeto de cerca de 12 horas de rabeta para ir até a cidade para se consultar. “Para ir [o preço] é uma botija, R$ 160. Mas para vir é duas ou três”, contou. Após a inauguração de dois pontos de atendimento à saúde nas bases da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) nas regiões de Campina e Bauana, ocorrida na última semana, essa distância foi encurtada. “Agora [a distância] é só de uma praia”, comemorou Aldeniza, que passou a seguir com o pré-natal no posto de Campina. "Eu tinha que ir para Carauari fazer minha consulta, mas graças a Deus, tem esse posto aqui. Aí eu vim hoje me consultar”. Ela também aproveitou a vinda ao ponto de atendimento para trazer a filha, de seis anos, que não estava bem de saúde. “O médico falou que podia ser verme”, disse. Estrutura A estrutura dos dois pontos de atendimento é uma solução adaptada à realidade local, com foco no apoio às equipes de saúde, na realização de atendimentos presenciais e no uso da telessaúde. Cada unidade é equipada com consultórios para atendimentos presenciais e remotos, sala de triagem, consultório odontológico, conexão à internet, equipamentos de telessaúde e áreas para a permanência das equipes de saúde. Todos os serviços oferecidos são integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS), embora todo o projeto seja desenvolvido por meio de uma parceria público-privada. Chamado de SUS na Floresta, o modelo adotado em Carauari é resultado de um edital do programa Juntos pela Saúde. O projeto é executado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Umame, com gestão do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e apoio técnico da prefeitura de Carauari e da Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas. “Um princípio fundamental deste projeto e de todos os participantes do Juntos pela Saúde não é criar uma estrutura paralela ao SUS, mas sim reforçá-la. Os pontos de atendimento são implantados em parceria com as prefeituras e as secretarias municipais de Saúde, e os profissionais responsáveis pelo atendimento estão vinculados à rede pública e à Estratégia Saúde da Família”, explicou Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS.   <img src="https://imagens.ebc.com.br/3qeIlgtXYk-AgRqHCYpKA8efB4c=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/25/bauana-posto-saude-122_0.jpg?itok=ErefczIu" alt="Brasília - 25/07/2026 - Posto de Saúde Bauana. Foto: Lucas Bonny/FAS" title="Lucas Bonny/FAS"> Brasília - 25/07/2026 - Posto de Saúde Bauana. Foto: Lucas Bonny/FAS   Nem bem foi inaugurado, rumores sobre a instalação de um ponto de saúde mais próximo das comunidades ribeirinhas já estavam circulando pela região. Na comunidade de São Francisco, próxima à unidade da FAS em Campina, por exemplo, a população já estava sabendo da novidade e se preparando para procurar atendimento. “Caso a gente adoeça, tem um meio melhor para a gente ser atendido porque é perto daqui. Não tem nem comparação de ir na cidade, que é muito longe. Às vezes, não dá tempo nem de chegar lá. Que nem uma vez que eu adoeci da coluna e cheguei lá [na cidade], após ficar deitada na palha mesmo, deitada quase no porão, porque eu não aguentava mais ficar sentada”, contou a ribeirinha Cecilia Bispo de Lima, da comunidade São Francisco. As novas estruturas devem não só oferecer algum tratamento para as dores nas costas de dona Ceci ou realizar o pré-natal de Aldeniza, mas também ajudar na prevenção de doenças e na estratégia de vacinação, como é o caso de Luana do Carmo da Gama, que levará o filho Antonio Pedro, de apenas quatro anos, para ser imunizado. “Vai ser ótimo para nós. Qualquer coisa, a gente pode vir aqui. Tem o pessoal para ajudar a gente, né?”. Distâncias encurtadas Antes, para conseguir um atendimento básico de saúde, moradores da zona rural ou das comunidades ribeirinhas de Carauari precisavam fazer um percurso de horas ou dias em uma viagem de lancha para chegar até o posto mais próximo, localizado na zona urbana da cidade. Em situações extremas e graves, a prefeitura de Carauari disponibiliza ainda uma lancha de resgaste (as chamadas ambulanchas) para os ribeirinhos – buscando-os em suas comunidades e levando-os até a cidade em percursos que duram horas ou dias, dependendo da distância da comunidade e da condição do rio. Na última semana, os dois novos pontos de apoio em saúde foram inaugurados mais próximos das comunidades ribeirinhas da RDS Uacari. O primeiro foi inaugurado no domingo passado (19) na comunidade de Bauana e recebeu o nome de Raimundo Ribeiro de Lima (Saborá), em homenagem a um líder comunitário da região. O segundo foi batizado em homenagem à líder comunitária Laice Santos do Nascimento e inaugurado na última terça-feira (21) na região de Campina, também no município de Carauari. Os dois pontos estão localizados dentro de duas unidades da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em Carauari. Juntos, eles devem atender 56 comunidades ribeirinhas, beneficiando cerca de 4,7 mil pessoas. “O SUS na Floresta é uma iniciativa que busca adaptar e fortalecer a Atenção Primária à Saúde em comunidades ribeirinhas e tradicionais da Amazônia, considerando os grandes deslocamentos, a sazonalidade dos rios, a baixa disponibilidade de profissionais e as particularidades culturais desses territórios”, explicou Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS. Somente na semana em que foram inaugurados, os dois pontos já conseguiram evitar diversas chamadas para as lanchas de resgate. Só em Campina foram evitadas cinco, entre elas a do jovem Thiago Freitas Andrade, da comunidade de Xibuauzinho, que pisou em um tábua com pregos enquanto jogava bola. Thiago ficou uma semana sofrendo com dores no pé, antes de procurar o ponto de atendimento em Campina. “Estava doendo muito, eu passei duas noites sem dormir”, contou ele. No ponto de saúde, ele foi atendido por um enfermeiro e uma técnica em enfermagem. “Tomei duas injeções. Como estava muito inflamado, eles cuidaram do meu dedo e aí passaram toda a medicação e também me deram medicamento para desinflamar. E aí aconselharam o repouso”, disse Thiago.  Além de Thiago, uma criança que se furou com o anzol de uma linha de pesca foi atendida. “Chegamos aqui em Campina no dia 12 de julho. E já começamos a atender as pessoas. Atendemos desde atenção a ferimentos graves, que poderia ser uma indicação de resgate, até pré-natal. Já fizemos atendimentos de hipertensos além de outros, que são mais corriqueiros aqui, como gripe. Tem muito caso gripal, principalmente em crianças. São atendimentos que poderiam ser feitos tranquilamente aqui e que as pessoas não precisariam se deslocar até Carauri”, explicou o enfermeiro Antônio Carlos Alves Bezerra. <img src="https://imagens.ebc.com.br/Er7Kc3t_mQPRb6zIxOSr6tr4PAs=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/25/bauana-posto-saude-40_0.jpg?itok=oD_rhIp7" alt="Brasília - 25/07/2026 - Posto de Saúde Bauana. Foto: Lucas Bonny/FAS" title="Lucas Bonny/FAS"> Brasília - 25/07/2026 - Posto de Saúde Bauana. Foto: Lucas Bonny/FAS Para o também enfermeiro Jefferson Martins Honorato, que foi deslocado para trabalhar em Bauana, estar mais próximo das comunidades vai fazer muita diferença para a população ribeirinha. “Se eles tiverem, vamos supor, uma algia abdominal (dor de barriga), eles não vão querer ir até o município. Eles vão procurar um remédio caseiro. Mas se estiver aqui um profissional, um enfermeiro, um técnico ou um agente de saúde, eles vão nos procurar e vamos aplicar a medicação correta automaticamente. Se estivermos perto deles, eles vão nos procurar”, destacou. Além de atendimentos de urgências, os pontos de saúde de Campina e de Bauana vão permitir que os pacientes possam se consultar com os médicos, por atendimento presencial ou teleconsultas. Os profissionais devem visitar os locais em mutirões ou de forma esporádica. “Antes o morador ia lá para a cidade só para ter uma consulta. Agora não, tem teleconsulta aqui no polo”, explicou a técnica de enfermagem Denise de Sousa Brito.  Em entrevista à Agência Brasil, o secretário municipal de saúde de Carauari, Manoel Brito, explicou que cada uma das unidades contará com um enfermeiro e um técnico em enfermagem, que vão se revezar por 15 dias, até que sejam substituídos por uma nova equipe. “E no final de 15 dias, a gente vai ter atendimento de uma demanda pré-agendada para médico e odontólogo. E, se nesses 15 dias tiver necessidade de atendimento médico por teleconsulta, isso será feito com um médico da sede [da cidade]”. A tarefa de cada um desses profissionais vai não somente encurtar as distâncias, como também permitir que o atendimento possa ser garantido mesmo para aqueles que não conseguem pagar pelo deslocamento para serem consultados na cidade. “Hoje uma paciente veio aqui comigo e enfrentou um ramal [um caminho] de 30 minutos para poder ser atendida aqui, com infecção urinária. Ela estava com muita dor, não tinha dormido a noite. Ou seja, meu trabalho é importante, eu me sinto honrado [de estar aqui]”, disse Honorato. SUS na Floresta O SUS na Floresta começou a ser estruturado pela FAS ainda em 2020, durante a pandemia do novo coronavírus, quando muitos ribeirinhos chegaram a ficar desassistidos. Com esse projeto, a expectativa é que essas populações não fiquem sem atendimento, mesmo em situações excepcionais provocadas por pandemias ou eventos climáticos. “O sistema não estava preparado para as situações que envolvem calamidades públicas, sejam elas por meio de uma pandemia ou por meio de efeitos climáticos, como catástrofes. O mundo não está preparado. Nós não estamos preparados”, ressaltou Mickela Souza Costa, gerente do Programa Saúde na Floresta da Fundação Amazônia Sustentável (FAS). “Estamos fazendo isso em prol da saúde pública, em apoio a manter essas pessoas em pé até porque são elas que cuidam para manter a floresta em pé”. Ao todo serão seis pontos de atendimento. O primeiro foi inaugurado em abril deste ano na comunidade do Ubim, em Eurinepé, com apoio do BNDES e Fundo Vale. Com a inauguração das unidades de Campina e Bauana, em Carauari, o projeto passa agora a contar com três pontos. Segundo Guilherme Sylos, ainda estão previstos três novos pontos de atendimento: um em Itapiranga e dois em Novo Aripuanã. Também será entregue um alojamento de apoio aos profissionais de saúde em Uarini. Todos esses últimos com apoio de BNDES e Umane. “Ao aproximar a Atenção Primária das comunidades, o SUS na Floresta contribui para prevenir agravamentos, dar continuidade aos tratamentos e tornar efetivo o direito universal à saúde de acordo com as necessidades de cada território, que podem variar”, completou Sylos. *A repórter viajou a convite do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e da Fundação Amazônia Sustentável (FAS)

У відомстві заявили, що розцінюють подію як порушення міжнародного права та звернулися до ООН і міжнародної спільноти із закликом відреагувати

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У відомстві заявили, що розцінюють подію як порушення міжнародного права та звернулися до ООН і міжнародної спільноти із закликом відреагувати

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou neste sábado (25) que 206 cidades foram afetadas pelas fortes chuvas, ventos e granizo que começaram na semana passada no estado. O número de desalojados chega a 682 pessoas em 47 municípios.  Os danos são, entre outros, cortes de energia, destelhamento de imóveis, queda de barreiras, pontes submersas e alagamentos. Notícias relacionadas:Defesa Civil reconhece situação de emergência em 17 municípios do RS.Chuvas deixam desabrigados e desalojados no Rio Grande do Sul.Tempestade e granizo causam prejuízo a 43 municípios no RS.Segundo a Defesa Civil, neste domingo (26), há condição para tempestades isoladas com queda de granizo e chuva moderada a pontualmente forte no noroeste, norte, nordeste, serra, região metropolitana de Porto Alegre e litoral norte. De segunda-feira (27) para terça-feira (28), o risco de tempestades severas aumenta, com queda de granizo, rajadas de vento (superior aos 90 km/h) e chuva intensa, especialmente nas regiões oeste, Campanha, centro, sul, Costa Doce, região metropolitana de Porto Alegre e litoral (área em alerta). Os acumulados de chuva podem superar os 120 milímetros (mm) em curto espaço de tempo, principalmente no dia 28, e podem atingir 200 mm em 48 horas.

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A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou neste sábado (25) que 206 cidades foram afetadas pelas fortes chuvas, ventos e granizo que começaram na semana passada no estado. O número de desalojados chega a 682 pessoas em 47 municípios.  Os danos são, entre outros, cortes de energia, destelhamento de imóveis, queda de barreiras, pontes submersas e alagamentos. Notícias relacionadas:Defesa Civil reconhece situação de emergência em 17 municípios do RS.Chuvas deixam desabrigados e desalojados no Rio Grande do Sul.Tempestade e granizo causam prejuízo a 43 municípios no RS.Segundo a Defesa Civil, neste domingo (26), há condição para tempestades isoladas com queda de granizo e chuva moderada a pontualmente forte no noroeste, norte, nordeste, serra, região metropolitana de Porto Alegre e litoral norte. De segunda-feira (27) para terça-feira (28), o risco de tempestades severas aumenta, com queda de granizo, rajadas de vento (superior aos 90 km/h) e chuva intensa, especialmente nas regiões oeste, Campanha, centro, sul, Costa Doce, região metropolitana de Porto Alegre e litoral (área em alerta). Os acumulados de chuva podem superar os 120 milímetros (mm) em curto espaço de tempo, principalmente no dia 28, e podem atingir 200 mm em 48 horas.

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