The all-star ensemble, which will be in San Diego next month, has a new album titled "The Unsung Adventures of Punch Brothers."

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Times of San Diego
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The all-star ensemble, which will be in San Diego next month, has a new album titled "The Unsung Adventures of Punch Brothers."

جیسون رضائیان، روزنامه‌نگار در برنامه «عمق میدان»، فقدان همکاری میان گروه‌های مختلف اپوزیسیون جمهوری اسلامی در خارج از کشور را نقد می‌کند.

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صدای آمریکا
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جیسون رضائیان، روزنامه‌نگار در برنامه «عمق میدان»، فقدان همکاری میان گروه‌های مختلف اپوزیسیون جمهوری اسلامی در خارج از کشور را نقد می‌کند.

巴黎FC(Paris FC)在足球法甲聯賽中延續了開局不敗的勢頭,周六以2-1擊敗了斯特拉斯堡隊,這是主教練利亞姆·羅塞尼奧爾(Liam Rosenior)的前東家;不過,這場比賽因客隊球迷針對羅塞尼奧爾這位英國教練的辱罵性口號而蒙上了陰影。

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法國國際廣播電台
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巴黎FC(Paris FC)在足球法甲聯賽中延續了開局不敗的勢頭,周六以2-1擊敗了斯特拉斯堡隊,這是主教練利亞姆·羅塞尼奧爾(Liam Rosenior)的前東家;不過,這場比賽因客隊球迷針對羅塞尼奧爾這位英國教練的辱罵性口號而蒙上了陰影。

巴黎FC(Paris FC)在足球法甲联赛中延续了开局不败的势头,周六以2-1击败了斯特拉斯堡队,这是主教练利亚姆·罗塞尼奥尔(Liam Rosenior)的前东家;不过,这场比赛因客队球迷针对罗塞尼奥尔这位英国教练的辱骂性口号而蒙上了阴影。

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法国国际广播电台
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巴黎FC(Paris FC)在足球法甲联赛中延续了开局不败的势头,周六以2-1击败了斯特拉斯堡队,这是主教练利亚姆·罗塞尼奥尔(Liam Rosenior)的前东家;不过,这场比赛因客队球迷针对罗塞尼奥尔这位英国教练的辱骂性口号而蒙上了阴影。

جیسون رضائیان، روزنامه‌نگار در گفت‌وگو با فهیمه خضر حیدری در «عمق میدان» از سرکوب و سانسور حکومتی روزنامه‌نگاران در ایران می‌گوید.

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صدای آمریکا
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جیسون رضائیان، روزنامه‌نگار در گفت‌وگو با فهیمه خضر حیدری در «عمق میدان» از سرکوب و سانسور حکومتی روزنامه‌نگاران در ایران می‌گوید.

موج جدید تفتیش منازل بهائیان؛ نهادهای امنیتی به دنبال چه هستند؟ گفت‌وگو با فرهاد ثابتان

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موج جدید تفتیش منازل بهائیان؛ نهادهای امنیتی به دنبال چه هستند؟ گفت‌وگو با فرهاد ثابتان

روسیه حملات ترکیبی علیه فرانسه و اروپا را تشدید کرده است؛ مکرون وعده پاسخ داد

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روسیه حملات ترکیبی علیه فرانسه و اروپا را تشدید کرده است؛ مکرون وعده پاسخ داد

Le Mali a subi de nouvelles attaques jihadistes d’ampleur au cours des dernières 24 heures. Dans la nuit de vendredi 18 à samedi 19 septembre dans la périphérie de Bamako, un poste de sécurité a été attaqué par des terroristes. Puis samedi encore, au centre du pays, c’est une base de drones de l'armée qui a été visée par des drones kamikazes.

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Radio France Internationale
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Le Mali a subi de nouvelles attaques jihadistes d’ampleur au cours des dernières 24 heures. Dans la nuit de vendredi 18 à samedi 19 septembre dans la périphérie de Bamako, un poste de sécurité a été attaqué par des terroristes. Puis samedi encore, au centre du pays, c’est une base de drones de l'armée qui a été visée par des drones kamikazes.

Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma. Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil. Notícias relacionadas:Pessoas com HIV e aids falam de sua marginalização na sociedade.Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos. Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos. Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento. A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005. Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

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Agência Brasil
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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma. Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil. Notícias relacionadas:Pessoas com HIV e aids falam de sua marginalização na sociedade.Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos. Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos. Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento. A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005. Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

Las familias campesinas del municipio de Palencia sacan a su santo patrono a caminar hasta el pozo donde, cuenta la historia, apareció su imagen hace más de un siglo. La noche del viernes lo acompañaron con alfombras, cuetillos y velas encendidas, en una rogativa por la lluvia y las cosechas. Por Wellinton Osorio Fotografías de ... Read more The post San Benito de Palermo y la rogativa por la lluvia de las familias campesinas de Palencia appeared first on Prensa Comunitaria.

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Prensa Comunitaria
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Las familias campesinas del municipio de Palencia sacan a su santo patrono a caminar hasta el pozo donde, cuenta la historia, apareció su imagen hace más de un siglo. La noche del viernes lo acompañaron con alfombras, cuetillos y velas encendidas, en una rogativa por la lluvia y las cosechas. Por Wellinton Osorio Fotografías de ... Read more The post San Benito de Palermo y la rogativa por la lluvia de las familias campesinas de Palencia appeared first on Prensa Comunitaria.

«Серед загиблих – подружжя: чоловік 58 років та жінка 56 років. Також загинули 45-річний чоловік та 76-річна жінка»

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Радіо Свобода
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«Серед загиблих – подружжя: чоловік 58 років та жінка 56 років. Також загинули 45-річний чоловік та 76-річна жінка»

A Petrobras batizou, no Píer Mauá, a embarcação Starnav Elektra, primeira entrega do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada para renovação e ampliação da frota da companhia. A embarcação foi construída no Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), e agora segue para operar nas plataformas das bacias petrolíferas brasileiras. Investimento foi de R$ 450 milhões. O Starnav […] Fonte

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Brasil de Fato
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A Petrobras batizou, no Píer Mauá, a embarcação Starnav Elektra, primeira entrega do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada para renovação e ampliação da frota da companhia. A embarcação foi construída no Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), e agora segue para operar nas plataformas das bacias petrolíferas brasileiras. Investimento foi de R$ 450 milhões. O Starnav […] Fonte

Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) estão tecnicamente empatados na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado neste sábado (19). O candidato do PL aparece numericamente à frente, com 36,4% das intenções de voto, enquanto a pedetista registra 31,3%. A diferença entre os dois é de […] Fonte

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Brasil de Fato
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Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) estão tecnicamente empatados na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado neste sábado (19). O candidato do PL aparece numericamente à frente, com 36,4% das intenções de voto, enquanto a pedetista registra 31,3%. A diferença entre os dois é de […] Fonte

هاکان فیدان، وزیر امور خارجه ترکیه، می‌گوید کشورش آماده است در چارچوب پیمان دفاعی مشترک با عربستان سعودی و پاکستان، برای تأمین برخی نیازهای نظامی عربستان در پی تشدید حملات حوثی‌های یمن کمک کند.

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صدای آمریکا
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هاکان فیدان، وزیر امور خارجه ترکیه، می‌گوید کشورش آماده است در چارچوب پیمان دفاعی مشترک با عربستان سعودی و پاکستان، برای تأمین برخی نیازهای نظامی عربستان در پی تشدید حملات حوثی‌های یمن کمک کند.

One of the strongest realizations during my reporting was that digital violence often enters daily life disguised as normal behavior: Control becomes attention, surveillance becomes care, pressure becomes love.

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Global Voices
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One of the strongest realizations during my reporting was that digital violence often enters daily life disguised as normal behavior: Control becomes attention, surveillance becomes care, pressure becomes love.

58 minutes

Iowa Capital Dispatch
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ANKENY — U.S. Rep. Ashley Hinson and U.S. Sen. John Barrasso of Wyoming said Saturday that keeping Republicans in control of Congress was needed to ensure Democrats do not reverse changes made through the 2025 “One Big, Beautiful Bill” Act like tax cuts to tips and overtime. Barrasso joined Hinson, a Republican who is running […]

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Iowa Capital Dispatch
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ANKENY — U.S. Rep. Ashley Hinson and U.S. Sen. John Barrasso of Wyoming said Saturday that keeping Republicans in control of Congress was needed to ensure Democrats do not reverse changes made through the 2025 “One Big, Beautiful Bill” Act like tax cuts to tips and overtime. Barrasso joined Hinson, a Republican who is running […]

From downtown to La Jolla to Chula Vista, a slew of bands, solo artists and all-star ensembles will make their way to San Diego stages.

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Times of San Diego
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From downtown to La Jolla to Chula Vista, a slew of bands, solo artists and all-star ensembles will make their way to San Diego stages.

A transformação da China nas últimas cinco décadas, de país pobre e rural para potência industrial e tecnológica, pode ser observada no município de Chongqing, metrópole onde habitam 32 milhões de pessoas.   Um dos principais polos industriais da China, Chongqing une a arquitetura histórica chinesa a arranha-céus modernos e iluminados ao lado de edifícios afetados pelo tempo. Possui ainda enormes complexos de viadutos e até uma curiosa estação de metrô que passa por dentro de edifícios. Notícias relacionadas:Brasil no Mundo debate disputa entre EUA e China pela liderança em IA.China aposta na previsão meteorológica com inteligência artificial.Nesta semana, a Agência Brasil visitou o município chinês conhecido como cidade dos rios, das montanhas ou das neblinas. Ao chegar ao aeroporto Internacional de Jiangbei, o tempo fechado e as cadeias de montanhas do entorno explicam a fama do local. Ainda pouco conhecida no Brasil, a maior cidade do principal parceiro comercial do país é definida por Pequim como cidade-chave para a economia nacional, situada no interior do sudoeste da China e cortada pelo gigante rio Yangtzé, o maior da Ásia, e pelo rio Jialing.  Chongqing tem 82,4 mil quilômetros quadrados (km²), o que representa quase o dobro do estado do Rio de Janeiro (43 mil km²). É o maior município em extensão territorial do mundo. Oito milhões de pessoas vivem no principal centro urbano e as demais 24 milhões estão espalhadas por 37 distritos. Em 1997, a China transformou o município em cidade “nacional” ligada ao governo central, o que fez de Chongqing destino privilegiado das políticas de desenvolvimento traçadas em Pequim. <img src="https://imagens.ebc.com.br/0Sspg2ssOI9dvRzalQEy4h00Q5M=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/18/2026021216bf0e552c554b3fa51171fad4c5d599_xxjwshe000022_20260212_cbmfn0a001.jpg?itok=WZOtGErj" alt="Estação de metrô Liziba, em Chongqing, que passa por dentro de edifícios. Foto: Huang Wei/Xinhua" title="Huang Wei/Xinhua"> Estação de metrô Liziba, em Chongqing, que passa por dentro de edifícios. Foto: Huang Wei/Xinhua - Huang Wei/Xinhua Polo Industrial Para se ter uma ideia, 39 das 41 grandes indústrias da China e todas as 31 principais categorias de manufatura do país têm sede em Chongqing. A cidade ainda abriga 19 fabricantes completos de veículos e mais de 1,2 mil empresas de autopeças. O silêncio dos motores dos carros nas ruas e as diversas estações de recarga de veículos comprovam que Chongqing é um centro de produção de carros elétricos, além de sediar empresas de equipamentos militares, tecnologia nuclear, indústria naval e aeroespacial. A vida noturna e cultural, o comércio vibrante e a culinária apimentada, liderada pelos chamados hot pots, espécie de fondue chinês com alimentos cozidos diretamente nas mesas em panelas com água fervendo, tem colocado Chongqing como um dos principais destinos turísticos do mundo. Ao falar para convidados de quase 20 países no Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, na última semana, o secretário do Comitê Municipal do Partido Comunista da China em Chongqing, Yuan Jiajun, destacou que a cidade busca colocar em prática o conceito de “civilização ecológica” definido pelo presidente chinês Xi Jinping. “A prática dinâmica da construção de uma nova Chongqing moderna comprova plenamente a poderosa força da verdade e a grande capacidade prática do pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era”, disse. Hub da Rota da Seda A metrópole do oeste da China também se destaca por ser um dos principais centros logísticos da Nova Rota da Seda, projeto de infraestrutura para conectar o país com o resto do mundo. Das fábricas do município, os produtos chineses alcançam a Europa, Ásia Central e Rússia por mais de 1,3 mil quilômetros de trens de alta velocidade e mais de 4,7 mil quilômetros de rodovias expressas, além do próprio rio Yangtzé que leva mercadorias até o porto de Xangai, a 1,4 mil quilômetros de distância.   O professor brasileiro André Pereira Reinnert Tokarski esteve em Chongqing pela segunda vez e visitou fábricas e indústrias da região. “A cidade vivia brigando com o rio [Yangtzé], lutando para sobreviver às ameaças que o rio eventualmente representava, de grandes enchentes e deslizamentos de terra. Até que buscou se reconciliar para olhar para a natureza não como uma inimiga, mas sim a se adaptar”, disse à Agência Brasil. Pesquisador do Centro Universitário Alves Faria (Unialfa), Tokarski coordena um projeto de cooperação entre Brasil e China que estuda os mecanismos de governança dos países em torno dos rios Yangtzé e Amazonas. Para o especialista, a cidade está no centro do contexto da “civilização ecológica” proclamada pelo governo chinês, que busca aliar desenvolvimento e melhoria das condições de vida da população à preservação ambiental. <img src="https://imagens.ebc.com.br/JCmp44AN2AKSfwFNBmInYSZM7MA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/19/whatsapp_image_2026-09-18_at_20.58.39.jpeg?itok=zhHxNhAH" alt="China, 18/09/2026 - Município de Chongqing, metrópole de 32 milhões de habitantes na China. Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil" title="Lucas Pordeus León/Agência Brasil"> Município de Chongqing, metrópole de 32 milhões de habitantes na China. Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil     *Repórter viajou a convite do Comitê Municipal do Partido Comunista Chinês (CPC) em Chongqing e da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS).

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Agência Brasil
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A transformação da China nas últimas cinco décadas, de país pobre e rural para potência industrial e tecnológica, pode ser observada no município de Chongqing, metrópole onde habitam 32 milhões de pessoas.   Um dos principais polos industriais da China, Chongqing une a arquitetura histórica chinesa a arranha-céus modernos e iluminados ao lado de edifícios afetados pelo tempo. Possui ainda enormes complexos de viadutos e até uma curiosa estação de metrô que passa por dentro de edifícios. Notícias relacionadas:Brasil no Mundo debate disputa entre EUA e China pela liderança em IA.China aposta na previsão meteorológica com inteligência artificial.Nesta semana, a Agência Brasil visitou o município chinês conhecido como cidade dos rios, das montanhas ou das neblinas. Ao chegar ao aeroporto Internacional de Jiangbei, o tempo fechado e as cadeias de montanhas do entorno explicam a fama do local. Ainda pouco conhecida no Brasil, a maior cidade do principal parceiro comercial do país é definida por Pequim como cidade-chave para a economia nacional, situada no interior do sudoeste da China e cortada pelo gigante rio Yangtzé, o maior da Ásia, e pelo rio Jialing.  Chongqing tem 82,4 mil quilômetros quadrados (km²), o que representa quase o dobro do estado do Rio de Janeiro (43 mil km²). É o maior município em extensão territorial do mundo. Oito milhões de pessoas vivem no principal centro urbano e as demais 24 milhões estão espalhadas por 37 distritos. Em 1997, a China transformou o município em cidade “nacional” ligada ao governo central, o que fez de Chongqing destino privilegiado das políticas de desenvolvimento traçadas em Pequim. <img src="https://imagens.ebc.com.br/0Sspg2ssOI9dvRzalQEy4h00Q5M=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/18/2026021216bf0e552c554b3fa51171fad4c5d599_xxjwshe000022_20260212_cbmfn0a001.jpg?itok=WZOtGErj" alt="Estação de metrô Liziba, em Chongqing, que passa por dentro de edifícios. Foto: Huang Wei/Xinhua" title="Huang Wei/Xinhua"> Estação de metrô Liziba, em Chongqing, que passa por dentro de edifícios. Foto: Huang Wei/Xinhua - Huang Wei/Xinhua Polo Industrial Para se ter uma ideia, 39 das 41 grandes indústrias da China e todas as 31 principais categorias de manufatura do país têm sede em Chongqing. A cidade ainda abriga 19 fabricantes completos de veículos e mais de 1,2 mil empresas de autopeças. O silêncio dos motores dos carros nas ruas e as diversas estações de recarga de veículos comprovam que Chongqing é um centro de produção de carros elétricos, além de sediar empresas de equipamentos militares, tecnologia nuclear, indústria naval e aeroespacial. A vida noturna e cultural, o comércio vibrante e a culinária apimentada, liderada pelos chamados hot pots, espécie de fondue chinês com alimentos cozidos diretamente nas mesas em panelas com água fervendo, tem colocado Chongqing como um dos principais destinos turísticos do mundo. Ao falar para convidados de quase 20 países no Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, na última semana, o secretário do Comitê Municipal do Partido Comunista da China em Chongqing, Yuan Jiajun, destacou que a cidade busca colocar em prática o conceito de “civilização ecológica” definido pelo presidente chinês Xi Jinping. “A prática dinâmica da construção de uma nova Chongqing moderna comprova plenamente a poderosa força da verdade e a grande capacidade prática do pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era”, disse. Hub da Rota da Seda A metrópole do oeste da China também se destaca por ser um dos principais centros logísticos da Nova Rota da Seda, projeto de infraestrutura para conectar o país com o resto do mundo. Das fábricas do município, os produtos chineses alcançam a Europa, Ásia Central e Rússia por mais de 1,3 mil quilômetros de trens de alta velocidade e mais de 4,7 mil quilômetros de rodovias expressas, além do próprio rio Yangtzé que leva mercadorias até o porto de Xangai, a 1,4 mil quilômetros de distância.   O professor brasileiro André Pereira Reinnert Tokarski esteve em Chongqing pela segunda vez e visitou fábricas e indústrias da região. “A cidade vivia brigando com o rio [Yangtzé], lutando para sobreviver às ameaças que o rio eventualmente representava, de grandes enchentes e deslizamentos de terra. Até que buscou se reconciliar para olhar para a natureza não como uma inimiga, mas sim a se adaptar”, disse à Agência Brasil. Pesquisador do Centro Universitário Alves Faria (Unialfa), Tokarski coordena um projeto de cooperação entre Brasil e China que estuda os mecanismos de governança dos países em torno dos rios Yangtzé e Amazonas. Para o especialista, a cidade está no centro do contexto da “civilização ecológica” proclamada pelo governo chinês, que busca aliar desenvolvimento e melhoria das condições de vida da população à preservação ambiental. <img src="https://imagens.ebc.com.br/JCmp44AN2AKSfwFNBmInYSZM7MA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/19/whatsapp_image_2026-09-18_at_20.58.39.jpeg?itok=zhHxNhAH" alt="China, 18/09/2026 - Município de Chongqing, metrópole de 32 milhões de habitantes na China. Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil" title="Lucas Pordeus León/Agência Brasil"> Município de Chongqing, metrópole de 32 milhões de habitantes na China. Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil     *Repórter viajou a convite do Comitê Municipal do Partido Comunista Chinês (CPC) em Chongqing e da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS).

A China vem buscando conectar diferentes povos por meio da relação das populações com os grandes rios do planeta. O rio Yangtzé, espinha dorsal da economia chinesa, foi o ponto de encontro de convidados de países cortados por rios como o Amazonas, na América do Sul, o Nilo, na África, o Danúbio, na Europa, e o Mississippi, nos Estados Unidos.  Representado por pesquisadores e jornalistas, o Brasil teve lugar de destaque na 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado nesta semana em Chongqing, cidade do coração industrial da China, com seus 32 milhões de habitantes.  Notícias relacionadas:China aposta na previsão meteorológica com inteligência artificial.Brasil deve aproveitar aliança com China para soberania digital em IA.O evento é parte da estratégia do presidente Xi Jinping, lançada em março de 2023, da Iniciativa para a Civilização Global, que tem entre os objetivos promover “valores comuns” da humanidade por meio da cooperação entre os países. Com o tema “Conectando Rios e Mares, compartilhando a sabedoria das civilizações”, o evento deste ano reuniu especialistas, jornalistas e artistas de quase 20 países, como Egito, Sérvia, Austrália, Reino Unido, México, Turquia e Coreia do Sul. <img src="https://imagens.ebc.com.br/HO8ssmCcWrcMVbyXIQZHNa-MAh4=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/19/whatsapp_image_2026-09-19_at_11.24.21.jpeg?itok=sQhBgcFv" alt="China, 18/09/2026 - Abertura da 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado em Chongqing. Foto: CHONGQING DAILY/Divulgação" title="CHONGQING DAILY/Divulgação"> Abertura da 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado em Chongqing. Foto: CHONGQING DAILY/Divulgação No evento em Chongqing, buscou-se ainda projetar a Rota Econômica do Rio Yangtzé, gigante afluente que corta a China com 6,3 mil quilômetros, sendo considerado, ao lado do rio Amarelo, um dos berços da civilização milenar chinesa e que conecta o interior do país ao porto de Xangai. Após mais de 33 horas de viagem de Brasília a Chongqing, a Agência Brasil acompanhou o Fórum deste ano, que contou com uma viagem de cruzeiro por cerca de 440 quilômetros pelo leito do rio Yangtzé, visitando templos e fortalezas com centenas ou milhares de anos de história, como a antiga fortaleza de Shibaozhai e o templo de Zhang Fei. Os estudiosos chineses argumentam que a origem do desenvolvimento humano em torno do Yangtzé tem sido deixada de lado na historiografia ocidental. Nos últimos anos, pesquisas arqueológicas locais vêm revelando que a agricultura do arroz na região data de quase 10 mil anos. “Durante muito tempo, o centro de gravidade do discurso da pesquisa sobre as civilizações dos grandes rios do mundo inclinou-se para a Mesopotâmia e o Nilo, formando paradigmas analíticos e estruturas disciplinares de estilo ocidental”, afirmou Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). Presentes no encontro, especialistas egípcios compartilharam, entre outras experiências, o modelo de medição das águas do rio Nilo, uma forma de antecipar secas e enchentes. O professor da Faculdade de Arqueologia da Universidade de Luxor, no Egito, Alaa Hussein Mahmoud Menshawy, destacou a importância desse intercâmbio cultural. “Poluição, mudanças climáticas, crescimento populacional e transformações ambientais podem afetar os rios e as comunidades que dependem deles. Ao compartilhar conhecimentos e trabalhar em conjunto, os países podem aprender maneiras mais eficazes de proteger os rios e as populações que deles dependem”, disse. <img src="https://imagens.ebc.com.br/lR6nPxRkyyBzjJE5myKpeBuF5xA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/19/whatsapp_image_2026-09-18_at_21.00.21.jpeg?itok=FicoxwCe" alt="China, 18/09/2026 - Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil" title="Lucas Pordeus León/Agência Brasil"> Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil Rio Yangtzé O desenvolvimento econômico chinês das últimas cinco décadas, que transformou o país de rural e pobre em uma potência industrial e tecnológica, trouxe diversos problemas ambientais ao rio Yangtzé, o maior da Ásia. Entre eles, destaca-se a extinção de uma das únicas três espécies de golfinhos de água doce do mundo, o golfinho Baiji, ou golfinho do rio Yangtzé, em 2006. O professor chinês Li Guoqiang reconheceu à Agência Brasil que a China, em busca do desenvolvimento econômico rápido, percorreu caminhos “tortuosos” que danificaram o equilíbrio ecológico do Yangtzé, mas destacou que isso teria mudado. “No processo de desenvolvimento contemporâneo, damos mais atenção ao ambiente ecológico porque temos uma concepção: a teoria das duas montanhas, que busca prioridade ecológica e desenvolvimento econômico”, disse. Entre as mudanças destacadas em relação ao rio, está a proibição da pesca profissional que já dura dez anos, além de projetos de recuperação do rio. Civilização ecológica O Estado chinês vem, ao longo dos últimos anos, incorporando às suas políticas a doutrina da civilização ecológica, que busca conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental. Em 2012, o tema virou “prioridade nacional” e, em 2018, foi incluído na Constituição, virando uma política de Estado permanente. A professora brasileira especialista em biodiversidade Vera Maria Ferreira da Silva, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), destacou no Fórum do Rio Yangtzé deste ano que a industrialização e a urbanização da China e navegação no Yangtzé prejudicaram a fauna do afluente. “De um modo geral, houve uma mudança do governo como um todo para se voltar mais à conservação e à restauração dos ambientes porque eles chegaram a um limite, ou começavam a cuidar rápido desse problema ou iriam perder tudo”, comentou à Agência Brasil. <img src="https://imagens.ebc.com.br/--4uolNQN7sUy4NOVpu87aVPELI=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/18/mapa-da-china.jpg?itok=tkGX-mch" alt="Brasília - 18/09/2026 - Economia da China. Foto: Agência Brasil" title="Arte/Agência Brasil"> Arte/Agência Brasil Rio Amazonas Como parte do esforço para conectar histórias entre os povos ligados a grandes rios, uma equipe da mídia estatal chinesa Centro Internacional de Comunicação do Oeste da China (WCICO) viajou ao Brasil para gravar um documentário, ainda a ser lançado, que busca contar histórias de povos ribeirinhos amazônicos e chineses, chamado “Quando o Yangtzé encontra o Amazonas”.   A produtora do documentário, Vivian Yan, disse à Agência Brasil que a diversidade de pessoas e comunidades no Amazonas chamou sua atenção.  "Conhecê-las me fez perceber que o Rio Amazonas é muito mais vibrante e multifacetado do que aquilo que eu havia visto na televisão. Me mostrou o quão estreitamente o cotidiano delas está ligado ao rio e ao meio ambiente ao redor", relata a diretora da Bridging News, que controla o WCICO. A professora Vera Maria disse à Agência Brasil esperar que o Brasil possa aprender com a experiência chinesa para evitar erros e minimizar impactos ambientais na exploração econômica da região amazônica. “Não adianta trazer o modelo econômico de Minas, de Goiás ou de São Paulo para a Amazônia porque não vai funcionar. Espero que a gente não chegue também a um ponto extremo de destruição para poder correr atrás do prejuízo”, comentou. Para a pesquisadora do INPA, é preciso aprender com os povos indígenas amazônicos e apostar em economias que contribuam para manter a floresta em pé, evitando atividades como a dragagem dos rios. “A extração ou o cultivo e o uso de plantas amazônicas, como açaí ou a castanha-do-Brasil e outros produtos, estão gerando recursos tão grandes quanto os de outras atividades que levam à destruição da floresta”, disse. Vera Maria lembra que 'todos os mamíferos aquáticos do Rio Amazonas estão classificados, de alguma forma, como ameaçados de extinção. Outro pesquisador brasileiro presente no Fórum foi André Pereira Reinnert Tokarski, professor do Centro Universitário Alves Faria (Unialfa). Pela segunda vez na China, Tokarski avalia que é preciso encontrar um “caminho do meio” para a Amazônia. O especialista avalia que há uma polarização entre, de um lado, uma visão que prega uma exploração predatória que busca apenas lucro imediato e, de outro, uma posição que tende a rejeitar qualquer atividade econômica na região. “Qualquer atividade humana causa impacto ambiental. Agora, você deixar uma grande parte da população local na miséria também é um impacto socioambiental não desejável. Contraditoriamente, a Amazônia é a região do país que tem mais água, mas é onde mais se utiliza diesel para geração de energia”, ponderou.   *Repórter viajou a convite do Comitê Municipal do Partido Comunista Chinês (CPC) em Chongqing e da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS).

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A China vem buscando conectar diferentes povos por meio da relação das populações com os grandes rios do planeta. O rio Yangtzé, espinha dorsal da economia chinesa, foi o ponto de encontro de convidados de países cortados por rios como o Amazonas, na América do Sul, o Nilo, na África, o Danúbio, na Europa, e o Mississippi, nos Estados Unidos.  Representado por pesquisadores e jornalistas, o Brasil teve lugar de destaque na 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado nesta semana em Chongqing, cidade do coração industrial da China, com seus 32 milhões de habitantes.  Notícias relacionadas:China aposta na previsão meteorológica com inteligência artificial.Brasil deve aproveitar aliança com China para soberania digital em IA.O evento é parte da estratégia do presidente Xi Jinping, lançada em março de 2023, da Iniciativa para a Civilização Global, que tem entre os objetivos promover “valores comuns” da humanidade por meio da cooperação entre os países. Com o tema “Conectando Rios e Mares, compartilhando a sabedoria das civilizações”, o evento deste ano reuniu especialistas, jornalistas e artistas de quase 20 países, como Egito, Sérvia, Austrália, Reino Unido, México, Turquia e Coreia do Sul. <img src="https://imagens.ebc.com.br/HO8ssmCcWrcMVbyXIQZHNa-MAh4=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/19/whatsapp_image_2026-09-19_at_11.24.21.jpeg?itok=sQhBgcFv" alt="China, 18/09/2026 - Abertura da 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado em Chongqing. Foto: CHONGQING DAILY/Divulgação" title="CHONGQING DAILY/Divulgação"> Abertura da 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado em Chongqing. Foto: CHONGQING DAILY/Divulgação No evento em Chongqing, buscou-se ainda projetar a Rota Econômica do Rio Yangtzé, gigante afluente que corta a China com 6,3 mil quilômetros, sendo considerado, ao lado do rio Amarelo, um dos berços da civilização milenar chinesa e que conecta o interior do país ao porto de Xangai. Após mais de 33 horas de viagem de Brasília a Chongqing, a Agência Brasil acompanhou o Fórum deste ano, que contou com uma viagem de cruzeiro por cerca de 440 quilômetros pelo leito do rio Yangtzé, visitando templos e fortalezas com centenas ou milhares de anos de história, como a antiga fortaleza de Shibaozhai e o templo de Zhang Fei. Os estudiosos chineses argumentam que a origem do desenvolvimento humano em torno do Yangtzé tem sido deixada de lado na historiografia ocidental. Nos últimos anos, pesquisas arqueológicas locais vêm revelando que a agricultura do arroz na região data de quase 10 mil anos. “Durante muito tempo, o centro de gravidade do discurso da pesquisa sobre as civilizações dos grandes rios do mundo inclinou-se para a Mesopotâmia e o Nilo, formando paradigmas analíticos e estruturas disciplinares de estilo ocidental”, afirmou Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). Presentes no encontro, especialistas egípcios compartilharam, entre outras experiências, o modelo de medição das águas do rio Nilo, uma forma de antecipar secas e enchentes. O professor da Faculdade de Arqueologia da Universidade de Luxor, no Egito, Alaa Hussein Mahmoud Menshawy, destacou a importância desse intercâmbio cultural. “Poluição, mudanças climáticas, crescimento populacional e transformações ambientais podem afetar os rios e as comunidades que dependem deles. Ao compartilhar conhecimentos e trabalhar em conjunto, os países podem aprender maneiras mais eficazes de proteger os rios e as populações que deles dependem”, disse. <img src="https://imagens.ebc.com.br/lR6nPxRkyyBzjJE5myKpeBuF5xA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/19/whatsapp_image_2026-09-18_at_21.00.21.jpeg?itok=FicoxwCe" alt="China, 18/09/2026 - Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil" title="Lucas Pordeus León/Agência Brasil"> Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil Rio Yangtzé O desenvolvimento econômico chinês das últimas cinco décadas, que transformou o país de rural e pobre em uma potência industrial e tecnológica, trouxe diversos problemas ambientais ao rio Yangtzé, o maior da Ásia. Entre eles, destaca-se a extinção de uma das únicas três espécies de golfinhos de água doce do mundo, o golfinho Baiji, ou golfinho do rio Yangtzé, em 2006. O professor chinês Li Guoqiang reconheceu à Agência Brasil que a China, em busca do desenvolvimento econômico rápido, percorreu caminhos “tortuosos” que danificaram o equilíbrio ecológico do Yangtzé, mas destacou que isso teria mudado. “No processo de desenvolvimento contemporâneo, damos mais atenção ao ambiente ecológico porque temos uma concepção: a teoria das duas montanhas, que busca prioridade ecológica e desenvolvimento econômico”, disse. Entre as mudanças destacadas em relação ao rio, está a proibição da pesca profissional que já dura dez anos, além de projetos de recuperação do rio. Civilização ecológica O Estado chinês vem, ao longo dos últimos anos, incorporando às suas políticas a doutrina da civilização ecológica, que busca conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental. Em 2012, o tema virou “prioridade nacional” e, em 2018, foi incluído na Constituição, virando uma política de Estado permanente. A professora brasileira especialista em biodiversidade Vera Maria Ferreira da Silva, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), destacou no Fórum do Rio Yangtzé deste ano que a industrialização e a urbanização da China e navegação no Yangtzé prejudicaram a fauna do afluente. “De um modo geral, houve uma mudança do governo como um todo para se voltar mais à conservação e à restauração dos ambientes porque eles chegaram a um limite, ou começavam a cuidar rápido desse problema ou iriam perder tudo”, comentou à Agência Brasil. <img src="https://imagens.ebc.com.br/--4uolNQN7sUy4NOVpu87aVPELI=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/18/mapa-da-china.jpg?itok=tkGX-mch" alt="Brasília - 18/09/2026 - Economia da China. Foto: Agência Brasil" title="Arte/Agência Brasil"> Arte/Agência Brasil Rio Amazonas Como parte do esforço para conectar histórias entre os povos ligados a grandes rios, uma equipe da mídia estatal chinesa Centro Internacional de Comunicação do Oeste da China (WCICO) viajou ao Brasil para gravar um documentário, ainda a ser lançado, que busca contar histórias de povos ribeirinhos amazônicos e chineses, chamado “Quando o Yangtzé encontra o Amazonas”.   A produtora do documentário, Vivian Yan, disse à Agência Brasil que a diversidade de pessoas e comunidades no Amazonas chamou sua atenção.  "Conhecê-las me fez perceber que o Rio Amazonas é muito mais vibrante e multifacetado do que aquilo que eu havia visto na televisão. Me mostrou o quão estreitamente o cotidiano delas está ligado ao rio e ao meio ambiente ao redor", relata a diretora da Bridging News, que controla o WCICO. A professora Vera Maria disse à Agência Brasil esperar que o Brasil possa aprender com a experiência chinesa para evitar erros e minimizar impactos ambientais na exploração econômica da região amazônica. “Não adianta trazer o modelo econômico de Minas, de Goiás ou de São Paulo para a Amazônia porque não vai funcionar. Espero que a gente não chegue também a um ponto extremo de destruição para poder correr atrás do prejuízo”, comentou. Para a pesquisadora do INPA, é preciso aprender com os povos indígenas amazônicos e apostar em economias que contribuam para manter a floresta em pé, evitando atividades como a dragagem dos rios. “A extração ou o cultivo e o uso de plantas amazônicas, como açaí ou a castanha-do-Brasil e outros produtos, estão gerando recursos tão grandes quanto os de outras atividades que levam à destruição da floresta”, disse. Vera Maria lembra que 'todos os mamíferos aquáticos do Rio Amazonas estão classificados, de alguma forma, como ameaçados de extinção. Outro pesquisador brasileiro presente no Fórum foi André Pereira Reinnert Tokarski, professor do Centro Universitário Alves Faria (Unialfa). Pela segunda vez na China, Tokarski avalia que é preciso encontrar um “caminho do meio” para a Amazônia. O especialista avalia que há uma polarização entre, de um lado, uma visão que prega uma exploração predatória que busca apenas lucro imediato e, de outro, uma posição que tende a rejeitar qualquer atividade econômica na região. “Qualquer atividade humana causa impacto ambiental. Agora, você deixar uma grande parte da população local na miséria também é um impacto socioambiental não desejável. Contraditoriamente, a Amazônia é a região do país que tem mais água, mas é onde mais se utiliza diesel para geração de energia”, ponderou.   *Repórter viajou a convite do Comitê Municipal do Partido Comunista Chinês (CPC) em Chongqing e da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS).

Ky është një mesazh i qartë nga Ministrja e Punës: “Ne nuk tolerojmë shfrytëzimin dhe abuzimin me përfitimet sociale”, thotë Bas. Politikania e Partisë Socialdemokrate të Gjermanisë(SPD) dëshiron të veprojë me vendosmëri kundër këtij fenomeni në rritje, “me të gjitha mjetet që ka në dispozicion”. Sepse financimi i sistemit social është një nga pikat më […]

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Ky është një mesazh i qartë nga Ministrja e Punës: “Ne nuk tolerojmë shfrytëzimin dhe abuzimin me përfitimet sociale”, thotë Bas. Politikania e Partisë Socialdemokrate të Gjermanisë(SPD) dëshiron të veprojë me vendosmëri kundër këtij fenomeni në rritje, “me të gjitha mjetet që ka në dispozicion”. Sepse financimi i sistemit social është një nga pikat më […]