17 minutes
[주간 뉴스타파] 500만불 움직인 Mr.Big, 방정오를 향한 배임 증거
[주간 뉴스타파] 500만불 움직인 Mr.Big, 방정오를 향한 배임 증거
19 minutes
Lira será el agudo lector de un quinquenio salvaje y sufrirá el roce exasperado con los signos de su tiempo. Practicó el irrespeto como si abrazara a alguien con veneración, y agudizó la solfa para que nadie se sintiera seguro ni dormido en los laureles. The post Rodrigo Lira en el quinquenio salvaje appeared first on BioBioChile.
19 minutes
Lira será el agudo lector de un quinquenio salvaje y sufrirá el roce exasperado con los signos de su tiempo. Practicó el irrespeto como si abrazara a alguien con veneración, y agudizó la solfa para que nadie se sintiera seguro ni dormido en los laureles. The post Rodrigo Lira en el quinquenio salvaje appeared first on BioBioChile.
22 minutes

Wide-scale changes to when the U.S. Postal Service collects mail and postmarks envelopes could jeopardize timely tax returns and the ability for voters in Oregon and other states to have their ballots counted, Oregon’s senior U.S. senator warned Thursday. Sen. Ron Wyden, a Democrat, sent Postmaster General David Steiner a letter Thursday with 11 questions […]

Wide-scale changes to when the U.S. Postal Service collects mail and postmarks envelopes could jeopardize timely tax returns and the ability for voters in Oregon and other states to have their ballots counted, Oregon’s senior U.S. senator warned Thursday. Sen. Ron Wyden, a Democrat, sent Postmaster General David Steiner a letter Thursday with 11 questions […]
23 minutes

Artsenikoz kutsatutako ura garbitzen duen goroldio bat ekarri dugu gaurkoan. Izan ere, artseniko kutsadura osasun publikoko arazoa da egun, glifosatoa bezalako agrotoxikoengatik, eta ez da batere samurra kutsadura honi ihes egitea. Baina bada berri on bat: Warnstorfia fluitans goroldio xumeak uretako kutsadura modu eraginkorrean garbitzeko gaitasuna duela frogatu du, eta guri aipatzeko moduko albistea iruditu zaigu. Gaurko sendabelarra azafraia da, sendabelar eta espezia artean dagoen altxorra. Ikerketek onura berriak aurkitu dizkiote eta horretaz aritu gara. Gomendioaren tartean azafraia nola erabili aipatu dugu, ikerketatik praktikara salto eginaz.

23 minutes
Artsenikoz kutsatutako ura garbitzen duen goroldio bat ekarri dugu gaurkoan. Izan ere, artseniko kutsadura osasun publikoko arazoa da egun, glifosatoa bezalako agrotoxikoengatik, eta ez da batere samurra kutsadura honi ihes egitea. Baina bada berri on bat: Warnstorfia fluitans goroldio xumeak uretako kutsadura modu eraginkorrean garbitzeko gaitasuna duela frogatu du, eta guri aipatzeko moduko albistea iruditu zaigu. Gaurko sendabelarra azafraia da, sendabelar eta espezia artean dagoen altxorra. Ikerketek onura berriak aurkitu dizkiote eta horretaz aritu gara. Gomendioaren tartean azafraia nola erabili aipatu dugu, ikerketatik praktikara salto eginaz.
23 minutes
Tests with multiple AI detector tools confirmed that the viral video contains AI-generated visuals.
Tests with multiple AI detector tools confirmed that the viral video contains AI-generated visuals.
29 minutes

No destino conhecido por ser retiro de bilionários, imobiliárias constroem condomínios, hotéis e casas de veraneio de alto padrão em territórios que deveriam ser preservados Desde pequeno, João Benedito Casimiro, hoje com 57 anos, fugia de casa, no centro de Arraial d’Ajuda, distrito do município baiano de Porto Seguro, e descia a ladeira em direção à Praia dos Pescadores. Mas ninguém se preocupava, o território era seguro. Seus pais se conheceram naquela mesma praia. “Acho que fui feito dentro de uma canoa”, brinca. Seu pai era um dos pescadores que davam nome à praia, então paradisíaca. Mesmo enjoando em alto-mar, por incontáveis vezes João o acompanhou na pescaria, acreditando que um dia também seria pescador. “As pessoas falavam: esse menino vai acabar morando na praia. Nunca vi menino pra gostar de praia igual esse aí”. A profecia se realizou. João construiu um quiosque na praia em que cresceu, onde vive e vende seus pescados. Hoje, ele é conhecido por ser o último pescador do Arraial que ainda vive próximo ao mar. João Pescador em seu quiosque, na Praia dos Pescadores, no Arraial D’Ajuda. Fotos: Julia Dolce A população nativa da sede e dos distritos de Porto Seguro, marco zero da colonização brasileira, tem perdido espaço para a especulação imobiliária voltada ao veraneio de luxo. A partir dos anos 1980, a cidade foi se tornando um dos principais destinos do turismo de massa no Brasil. O município ocupa o terceiro lugar no ranking de quantidade de leitos hoteleiros do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O avanço do turismo não veio sem consequências para a população local. Dos nativos do Arraial, poucos conseguem pagar os atuais custos dos imóveis à beira-mar. “Os moradores estão sufocados, com a corda no pescoço, tudo caro”, afirma João Pescador, como é chamado pelos moradores. A casa em que ele mora é conhecida como Kiosk do João Pescador. É uma cabana de madeira decorada com o lixo que João retira do mar. O espaço tem um deck, algumas mesas e uma faixa de areia cercada por uma corda de náilon, que ele mesmo colocou. “É para as tartarugas desovarem”, explica. Mas ele teme que seus dias na Praia dos Pescadores estejam contados. João relata estar sofrendo pressão e ameaças para deixar o local. Em entrevista ao Joio, ele atribuiu parte dessa pressão ao ex-prefeito de Porto Seguro, Gilberto Abade (2009 a 2012, pelo PSB). Abade teria oferecido R$ 30.000 para que o pescador deixasse o quiosque. A informação está no inquérito policial para investigar um episódio de furto ao quiosque, objeto de um boletim de ocorrência aberto pelo pescador em 2023. No curso da investigação, João disse à polícia que acreditava que Abade poderia estar por trás do episódio. No inquérito, que foi arquivado por falta de provas, consta que o ex-prefeito negou qualquer relação com o caso do furto. A reportagem teve acesso ao documento, no qual Abade informou que teria oferecido a quantia a João para “indenizá-lo”, uma vez que sua casa estaria sobre a praia, área pública, e que, portanto, “seria demolida”. A orla de Porto Seguro, no entanto, é repleta de empreendimentos de luxo irregulares que avançam sobre as praias, como o Joio contou nesta outra reportagem (link quando sair). A reportagem consultou a defesa do ex-prefeito sobre o uso do termo “indenização” e questionou qual seria a relação entre ele e uma possível demolição do quiosque. O advogado de Abade afirmou que o termo poderia significar uma “proposta de aquisição do direito de João” ou uma “suposta tentativa de negociação entre dois particulares”. O suposto interesse imobiliário de Abade em relação a João tem contexto. O ex-prefeito não é exatamente uma figura neutra em relação à presença do pescador na praia. Seus filhos são empresários do setor imobiliário e do ramo hoteleiro. Atualmente, são proprietários de um terreno vizinho ao quiosque de João, o Coqueiral, que no último 21 de novembro foi alugado para a realização de uma grande festa, com direito a shows e piscina. Até o ano passado, a família de Abade também era proprietária do Sítio Pasárgada, terreno vizinho ao Coqueiral, imediatamente atrás do quiosque de João. Em nota enviada à reportagem, a defesa de Abade negou o interesse da família na área ocupada por João, bem como a participação em qualquer tipo de pressão ou envolvimento em ameaças contra o pescador. Mas João relata que não dorme mais sossegado: “é um olho fechado e outro aberto. Todo mundo quer morar no paraíso, querem saber só do dinheiro”. Hoje, porém, ele tem peixes maiores para se preocupar. Mais lidas do mês A financeirização de Porto Seguro Ao longo do tempo, o tipo de turismo de Porto Seguro foi se transformando. Desde os anos 2000 seus hotéis e pousadas têm, aos poucos, dado lugar à condomínios de casas de veraneio de luxo. A corrida imobiliária pela vista ao mar no município tem entre seus participantes alguns dos maiores empresários e das mais famosas celebridades do país. O Joio visitou o município para investigar os impactos da pressão imobiliária sobre o meio ambiente e os povos nativos. No caminho de empreendimentos milionários, a população local tem sido sufocada, “empurrada para as periferias”, avalia o advogado e ambientalista Vinicius Parracho, ex-vereador de Porto Seguro. Ele explica que o mercado imobiliário na cidade está cada vez mais financeirizado, e que hoje é difícil ver pequenas pousadas abrindo. “Ficou muito mais barato abrir um condomínio, vender casas para outras empresas e fundos de investimento e botar tudo no Airbnb. Aqui tem bairros inteiros onde praticamente não mora ninguém”, revela. Segundo Parracho, esse cenário tem intensificado a gentrificação da região. “Essa é uma tendência: toda a faixa litorânea muito valorizada e, nos fundos, as periferias”. Gabriel Ribeiro Pataxó conhece bem essa geografia. Também descendente de pescadores do Arraial d’Ajuda, ele conta que a sua família costumava viver no centro histórico do distrito, mas acabou pressionada a vender seus terrenos. Hoje, ele mora no Alto do Vilas, um bairro periférico sem saneamento básico. Gabriel Ribeiro Pataxó no bairro Alto do Vilas, na periferia de Arraial d’Ajuda. Foto: Julia Dolce “É triste saber que se minha família ainda estivesse no local onde se criou a gente não estaria tão fragilizado”, relata. Gabriel avalia que a maior parte dos terrenos dos nativos do Arraial foi vendida a empresários a “preço de banana”. “As pessoas que têm esse pensamento capitalista, que já sabem como empreender, como colonizar, acabam iludindo a gente. Chegam dizendo que têm uma proposta massa, que dá pra comprar um terreno mais distante, mas hoje uma casa aqui no centro vale milhões”, afirma. Essas vendas, com frequência, não ocorrem em comum acordo. Para Gabriel, os casos de assédio imobiliário se somam a outros de violência, ambos como consequência da especulação desmedida, principalmente quando envolvem os povos indígenas. Essa ganância imobiliária, porém, depende de outro ator importante: o poder público municipal. Mais lidas do mês Corrupção e grilagem de terras Porto Seguro coleciona conflitos fundiários negligenciados pelo poder público. Um dos maiores e mais recentes escândalos imobiliários do município foi a descoberta chamada “Liga da Justiça”, um esquema de grilagem de terras, corrupção, fraude processual e agiotagem envolvendo servidores públicos. Em 2024, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) passaram a investigar o esquema, que envolvia empresários e um advogado, além de Wallace Carvalho, então promotor ambiental do Ministério Público da Bahia (MP-BA), e juízes como Fernando Machado Paropat, então titular da 1ª Vara Cível da comarca de Porto Seguro. A investigação mostrou que o grupo realizava sobreposições de matrículas de imóveis em regiões valorizadas de Porto Seguro e que registrou 101 delas em seus próprios nomes. O epicentro do caso envolve o condomínio de luxo Arraial Costa Verde, que teve investimento dos envolvidos e cujos lotes foram divididos entre eles. Embora os magistrados e o promotor sigam afastados, a obra e as vendas de lotes do condomínio não pararam, conforme comprovado pelo Joio em visita ao local. Entrada do condomínio Arraial Costa Verde, no Arraial D’Ajuda. Lotes seguem a venda mesmo após investigação da Liga da Justiça. Foto: Julia DolceEntrada do condomínio Arraial Costa Verde, no Arraial D’Ajuda. Lotes seguem a venda mesmo após investigação da Liga da Justiça. Foto: Julia Dolce Para o ex-vereador Vinicius Parracho, o fato mostra a impunidade dos empresários envolvidos. “Estão todos na rua, [o caso] não foi pra lugar nenhum”, opina. Parracho acredita que o caso exemplifica um conflito de interesses na atuação de magistrados que se tornam empresários do mercado imobiliário, algo vedado pelo código de ética da profissão. “Em algum momento isso vai virar conflito de interesse, porque esse é o principal problema da cidade, e eles fazem parte do problema”, avalia. O juiz afastado Fernando Paropat, por exemplo, tem uma série de decisões que ilustram esse conflito de interesses. A reportagem não encontrou o contato da defesa do Paropat. Em posicionamento enviado à Rede Globo, a defesa alegou que as notícias sobre o caso têm informações prematuras e inverídicas, que os fatos denunciados nunca foram praticados por Paropat e que repudia ilações indevidas e levianas a partir das apurações em curso. O espaço segue aberto para a manifestação do juiz. Conforme levantamento da Teia dos Povos, entre 2019 e 2021 o magistrado determinou a remoção de cerca de 800 famílias de pelo menos três ocupações urbanas e um pré-assentamento em Porto Seguro. Já em 2022, Paropat emitiu um mandado de reintegração de posse contra 300 famílias do Movimento Único da Agricultura Familiar que ocupavam a Fazenda Tabatinga, pertencente a Moacyr Costa Pereira Andrade, também em Porto Seguro. Andrade é empresário do ramo imobiliário e pecuarista, além de ex-cônsul honorário de Portugal – função simbólica que não está relacionada à carreira diplomática oficial. Seu nome se repetiu em diversas entrevistas feitas pela reportagem. Ele é figura carimbada em denúncias de grilagem de terras em Porto Seguro. O guia turístico e graduando em história André de Souza Morais foi um dos entrevistados que destacou o nome do pecuarista. A casa onde ele nasceu, no centro histórico da sede de Porto Seguro, é hoje parte do conglomerado imobiliário de Moacyr. Hoje, André vive no bairro do Cambolo, afastado do centro e da orla. “Na década de 1970 algumas poucas famílias, incluindo a de Moacyr, eram donas da maior parte das terras de Porto Seguro. Só aqui no centrinho histórico ele tem hoje umas sete casas”, expõe André. O Joio encontrou 23 inscrições imobiliárias apenas no CNPJ Itaquena S/A, uma das nove empresas em nome de Moacyr. Além de investigado como um dos beneficiados pelo esquema da Liga da Justiça, Moacyr tem conflitos com o povo pataxó do território Lagoa Doce, que ele alega fazer parte da Fazenda Itaquena, onde cria búfalos. Em 2023, a fazenda foi indicada para leilão pela Justiça Federal, em um processo de execução de multas ambientais contra o empresário. Ele foi autuado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em R$ 15.280.000. Nos autos que autorizam o leilão, a presença da população pataxó é ignorada: consta que o território está “totalmente desocupado”. O Joio não conseguiu contato com Fernando Paropat, e não obteve resposta de Moacyr Andrade. O espaço para posicionamentos segue aberto. Um prefeito corretor Para o arquiteto Moah Torres, conselheiro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia e nativo de Porto Seguro, a questão fundiária do município é um assunto espinhoso. “As terras foram repartidas, parte invadida, e existe uma grande sobreposição de matrículas. Com o tempo, os políticos, alguns deles grandes latifundiários, foram identificando o potencial do fluxo turístico para a região”, explica. Com isso, esses políticos passaram a vender ou doar terra pública para empresários. Notícia revela grilagem de terras antiga em Porto Seguro – O Globo, 07 de novembro de 1986. Crédito: Reprodução / O Globo Um fenômeno fundiário relevante em Porto Seguro é a permuta de terrenos entre esses empresários e a prefeitura. O ex-vereador Vinicius Parracho destaca essa como uma das práticas mais suspeitas que vivenciou no Legislativo. “De repente passa na Câmara uma aprovação de permuta em que se troca uma área que vale muito, e que era do município, por uma área que não vale praticamente nada. A Prefeitura justifica que é pra fazer uma escola lá em um povoado, mas trocam por um terreno numa área nobre que vale milhões”, narra. Segundo Parracho, essas demandas eram comuns nas sessões ordinárias da Câmara, e costumavam ser aprovadas. Durante seu mandato, o advogado representava uma oposição minoritária ao governo municipal. Atualmente, Porto Seguro é o único município baiano governado pelo PL, partido do ex-presidente preso Jair Bolsonaro. O atual prefeito, Jânio Natal, é um expoente da extrema direita. Em 2022, Bolsonaro recebeu de Natal a medalha 22 de Abril, que homenageia personalidades que prestaram serviços relevantes a Porto Seguro. O nome da medalha faz referência à data na qual os portugueses aportaram em Porto Seguro, 22 de abril de 1500. Jânio Natal já foi vereador de Salvador, prefeito de Belmonte, município do sul baiano, além de deputado estadual por três mandatos e deputado federal pela Bahia. Atualmente, cumpre seu terceiro mandato como prefeito de Porto Seguro. Em sua biografia na Câmara dos Deputados, ele se apresentou como administrador e corretor. Apesar de hoje não se declarar sócio de imobiliárias, sua declaração de bens de 2015, quando foi eleito deputado estadual, revelava a participação no capital social da empresa AEGL Empreendimentos Imobiliários, com sede no bairro do Mundaí, em Porto Seguro. O prefeito já foi alvo de um inquérito do Ministério Público Federal (MPF), que investigou a construção da mansão onde vive em uma Área de Preservação Permanente (APP) também no bairro do Mundaí, além de ter sido investigado por desvio de verbas públicas em seu primeiro mandato como prefeito de Porto Seguro. Já seu filho, Jânio Natal Andrade Borges Júnior, atual secretário de meio ambiente de Porto Seguro e pré-candidato a deputado estadual da Bahia, divide a sociedade da empresa Itacimirim Patrimonial Ltda com a irmã Jamile Chiachio Ferraz Borges, empresária do ramo imobiliário. Além de proprietária do Villas D’Or Gestão de Propriedades Ltda, ela integra o quadro societário da G4 Empreendimentos com outros empresários do setor. Para coroar o envolvimento com o ramo, o vice de Jânio, Paulo Cesar Onishi, conhecido como Paulinho Toa Toa, também é empresário do setor imobiliário de turismo. Ele é proprietário de uma das maiores barracas de praia do município, a Toa Toa. A relação íntima entre o poder público de Porto Seguro e o setor imobiliário dificulta a atuação de ambientalistas como Parracho. Ele revela que a maior parte de suas denúncias ou pedidos de informação como vereador não eram respondidos. “Para atuar como vereador ambientalista numa cidade dominada pelo capital especulativo imobiliário, você precisa fazer frente a inúmeros interesses. O que mais me incomodou é a inoperância de todos os órgãos, todos eles muito coniventes com essa dinâmica social que acontece aqui”, denuncia. Uma das principais interlocuções de Vinicius para denúncias, por exemplo, era justamente o promotor Wallace Carvalho, afastado pela investigação da Liga da Justiça no último ano do mandato de Vinicius. Assine nossa newsletter Sexta Básica e receba nossas investigações direto no seu email (function() { window.mc4wp = window.mc4wp || { listeners: [], forms: { on: function(evt, cb) { window.mc4wp.listeners.push( { event : evt, callback: cb } ); } } } })(); Leave this field empty if you're human: O Beach Club irregular dos Vorcaro Mais recentemente, um dos maiores escândalos financeiros no país também desaguou nas praias cristalinas de Porto Seguro: as investigações da fraude bilionária no Banco Master. Novos indícios apontam para a participação da Prefeitura de Porto Seguro em uma série de irregularidades nas propriedades do banco no município. O caso envolve um terreno de 40 mil metros quadrados, com casa principal, cinco bangalôs, além de academia, piscinas e obras de arte: é a casa de veraneio do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em Trancoso, distrito de Porto Seguro. Em dezembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação do Master após a operação Compliance Zero, da Polícia Federal, investigar suas graves fraudes financeiras. O terreno, avaliado em R$ 300 milhões, se chama Villa 21 e fica dentro do complexo Terravista, um dos primeiros empreendimentos imobiliários construídos em Trancoso. A mansão passou a integrar a lista de possíveis imóveis que estão sendo confiscados para pagamento da dívida bilionária do Banco Master. O imóvel, porém, não é o único nas mãos de Vorcaro em Porto Seguro. A empresa Milo Investimentos S.A, de propriedade do pai e da irmã de Daniel, Henrique Moura Vorcaro e Natalia Bueno Vorcaro Zettel, que são sócios do banqueiro na holding Pacific Realty S.A, construiu um empreendimento irregular em Arraial d’Ajuda, O Erê Beach Club. O esquema, denunciado em vídeos nas redes sociais pelo bacharel em direito e ambientalista Tadeu Prosdocimi, que vive há 20 anos no distrito, teve envolvimento direto da Prefeitura de Porto Seguro em uma série de ilegalidades. O caso também foi denunciado por reportagem publicada pela Agência Pública. A Prefeitura emitiu uma licença de reforma para o terreno, mas a área tinha anos de dívida de IPTU. Além disso, a obra em questão não era uma reforma, e sim uma construção. E o engenheiro responsável pela obra nem sequer havia se formado à época. Para completar, a gestão de Jânio Natal também realizou, com as máquinas da Prefeitura, uma remoção ilegal da restinga no terreno, sem as licenças ambientais necessárias. Um outro crime que o ambientalista atribui ao Poder Executivo de Porto Seguro é o de omissão. Isso porque, em novembro de 2025, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já havia solicitado o embargo da obra à Prefeitura. A denúncia do Iphan, assim como a do ambientalista, foi ignorada. Em 21 de janeiro de 2026, o Iphan acabou lavrando um auto de infração contra a propriedade, e embargou a obra. Placa de embargo do Iphan no terreno da Milo Investimentos S.A. Crédito: Tadeu Prosdocimi Tadeu Prosdocimi denunciou os crimes ambientais e de improbidade administrativa a diversos órgãos públicos municipais, estaduais e federais, mas ainda aguarda responsabilização dos envolvidos. Enquanto isso, a obra seguiu a todo o vapor, e O Erê Beach Club foi inaugurado no dia 8 de fevereiro, pré-carnaval, com uma festança. View this post on Instagram Procurado pela reportagem, Genaro Campos, que alega ser locatário do terreno dos Vorcaro e é sócio-administrador do empreendimento, afirmou que o embargo para a obra seria “uma coisa”, mas que ele teria o alvará de funcionamento emitido pela Prefeitura. Os Vorcaro não responderam à reportagem. A licença, enviada por Genaro à reportagem, foi emitida no dia 29 de dezembro de 2025, após as ordens de embargo do Iphan. Para Prosdocimi, o caso mostra como o poder público municipal favorece o setor imobiliário. “É um modus operandi”, denuncia. Ele questiona qual seria o interesse da prefeitura em beneficiar um empreendimento que deveria integrar a lista de bens sequestrados dos Vorcaro. “É isso que deveriam investigar”. Terra à vista: de tombamento a campo de golfe A atuação do Iphan no caso do terreno da Milo Investimentos revela outra camada de irregularidades imobiliárias em Porto Seguro: o fato de praticamente toda a costa do município, seu chamado frontispício, ser tombado. O patrimônio leva em conta o primeiro avistamento do território pela esquadra de Cabral. A ideia é mantê-lo relativamente intacto em relação à descrição paisagística do primeiro documento da colonização, a carta do escrivão Pero Vaz de Caminha. Com isso, todas as obras realizadas dentro da área tombada precisam de autorização do Iphan. No entanto, a sede do órgão em Porto Seguro, que também atua nos municípios vizinhos, funciona, atualmente, com apenas seis técnicos. Enquanto muitos empreendimentos passam ao largo das investigações do enxuto corpo técnico do órgão, uma construção chama a atenção por ter sido alvo de fiscalização a pedido de um inquérito civil aberto pelo MPF: o Kiosk do João Pescador. Em 2024, João foi denunciado ao MPF por uma consultora ambiental do Rio de Janeiro por “cercamento irregular da praia”. Após visitas in loco no quiosque de João, o MPF chegou a autuá-lo, exigindo a retirada da corda que, segundo ele informou à reportagem, foi colocada para proteger a desova da vida marinha. O inquérito foi arquivado após servidores do Iphan visitarem o local e constatarem “ausência de dano ambiental e paisagístico”. Para Tadeu, a desproporcionalidade dos casos impressiona. “É absurdo [o poder público] ir em cima de uma pessoa como ele e ignorar uma ocupação como a de Vorcaro”, opina. A preservação da visão da caravela de Cabral não é a única função do Iphan em Porto Seguro. O órgão federal também atua na proteção de artefatos indígenas milenares encontrados em diversos sítios arqueológicos no município. Um dos principais deles, porém, foi transformado no badalado campo de golfe do complexo Terravista, onde fica a casa de R$ 300 milhões de Vorcaro. Campo de golfe do complexo Terravista na beira da falésia em Trancoso. Crédito: Reprodução Lá existem hoje dois condomínios, o Terravista Villas e o Terravista Golf, além do hotel Club Med, do Teatro L’Occitane e de um aeroporto privado que anualmente enfrenta congestionamento de jatinhos na época do réveillon. O logo do empreendimento é uma caravela. O Terravista Golf Course é considerado um dos melhores campos do Brasil, e um dos mais bonitos do mundo. Ele ocupa uma área equivalente a 70 hectares, parte dela construída na beira das falésias próximas ao rio da Barra, em Trancoso. Os buracos 10 e 18 do campo ficam tão rentes à beira da falésia que é comum ver caddies, os auxiliares de campos de golfe, descendo para a praia em busca de bolinhas perdidas. Naquele ponto, a paisagem avistada foi definitivamente mudada. Durante as construções do campo, a partir dos anos 2000, foram retiradas do solo 116.963 peças das civilizações Aratu e Tupiguarani, em uma pesquisa arqueológica que durou dois anos. Segundo o Iphan, todas as etapas da pesquisa arqueológica foram concluídas antes do início das obras. As peças foram inicialmente expostas dentro do próprio Terravista. Somente em julho de 2025 algumas poucas peças foram disponibilizadas ao público, quando foi inaugurado, no centro histórico da sede do município, o Museu de Arqueologia do Porto Seguro, com apoio do complexo Terravista. Artefatos indígenas retirados do sítio arqueológico Terra Vista no Museu de Arqueologia de Porto Seguro. Foto: Julia DolceArtefatos indígenas retirados do sítio arqueológico Terra Vista no Museu de Arqueologia de Porto Seguro. Foto: Julia DolceArtefatos indígenas retirados do sítio arqueológico Terra Vista no Museu de Arqueologia de Porto Seguro. Foto: Julia DolceArtefatos indígenas retirados do sítio arqueológico Terra Vista no Museu de Arqueologia de Porto Seguro. Foto: Julia Dolce Mas os patrimônios retirados para a construção do complexo Terravista não se resumem aos artefatos arqueológicos. Ainda que supostamente protegida, a vegetação nativa da falésia em questão, a mussununga, foi substituída pela grama cuidadosamente manejada do campo de golfe. As vegetações nativas são importantes para manter a estrutura geológica das falésias, impedindo erosões. Por esse motivo, essas formações naturais de relevo costumam ser APPs. O Código Florestal vigente quando o Terravista foi construído (Lei nº 4.771/1965), por exemplo, considerava APPs os 100 metros anteriores às bordas de tabuleiros ou chapadas, bem como as restingas. Entretanto, essa legislação não era a única que protegia o território. Em 1974, o Plano de Desenvolvimento Urbano de Porto Seguro/Cabrália determinou que uma área de mais de 4 mil hectares entre Arraial D’Ajuda e o rio da Barra, incluindo as falésias onde hoje fica o Terravista, seriam parte de uma unidade de conservação, o Parque Balneário e Reserva Ecológica Barreiras Vermelhas. No ano seguinte, o decreto que instituiu o Programa Estadual de Proteção a Natureza (Pronatur) na Bahia destinou a área ao parque, considerando de utilidade pública para fins de desapropriação os terrenos particulares dentro da área, e reservadas as áreas públicas. Hoje, o Barreiras Vermelhas ficou para a história. Quase não se encontram registros sobre ele, e os moradores de Porto Seguro relatam apenas burburinhos sobre o complexo Terravista ter sido construído em terras públicas destinadas à proteção. O Joio procurou a Prefeitura de Porto Seguro e o Terravista para procurar mais informações sobre o histórico da unidade de conservação, mas não obteve resposta. O retiro dos bilionários A história da construção do Terravista se mistura com as origens da gentrificação em Trancoso, que já há algumas décadas é conhecido como retiro dos ricaços. O fundador do complexo, Carlos Eduardo Régis Bittencourt, é praticamente uma figura mítica no distrito. Endeusado em reportagens de veículos corporativos que o apelidam como “dono de Trancoso”, Calé foi considerado um visionário. Herdeiro d...

No destino conhecido por ser retiro de bilionários, imobiliárias constroem condomínios, hotéis e casas de veraneio de alto padrão em territórios que deveriam ser preservados Desde pequeno, João Benedito Casimiro, hoje com 57 anos, fugia de casa, no centro de Arraial d’Ajuda, distrito do município baiano de Porto Seguro, e descia a ladeira em direção à Praia dos Pescadores. Mas ninguém se preocupava, o território era seguro. Seus pais se conheceram naquela mesma praia. “Acho que fui feito dentro de uma canoa”, brinca. Seu pai era um dos pescadores que davam nome à praia, então paradisíaca. Mesmo enjoando em alto-mar, por incontáveis vezes João o acompanhou na pescaria, acreditando que um dia também seria pescador. “As pessoas falavam: esse menino vai acabar morando na praia. Nunca vi menino pra gostar de praia igual esse aí”. A profecia se realizou. João construiu um quiosque na praia em que cresceu, onde vive e vende seus pescados. Hoje, ele é conhecido por ser o último pescador do Arraial que ainda vive próximo ao mar. João Pescador em seu quiosque, na Praia dos Pescadores, no Arraial D’Ajuda. Fotos: Julia Dolce A população nativa da sede e dos distritos de Porto Seguro, marco zero da colonização brasileira, tem perdido espaço para a especulação imobiliária voltada ao veraneio de luxo. A partir dos anos 1980, a cidade foi se tornando um dos principais destinos do turismo de massa no Brasil. O município ocupa o terceiro lugar no ranking de quantidade de leitos hoteleiros do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O avanço do turismo não veio sem consequências para a população local. Dos nativos do Arraial, poucos conseguem pagar os atuais custos dos imóveis à beira-mar. “Os moradores estão sufocados, com a corda no pescoço, tudo caro”, afirma João Pescador, como é chamado pelos moradores. A casa em que ele mora é conhecida como Kiosk do João Pescador. É uma cabana de madeira decorada com o lixo que João retira do mar. O espaço tem um deck, algumas mesas e uma faixa de areia cercada por uma corda de náilon, que ele mesmo colocou. “É para as tartarugas desovarem”, explica. Mas ele teme que seus dias na Praia dos Pescadores estejam contados. João relata estar sofrendo pressão e ameaças para deixar o local. Em entrevista ao Joio, ele atribuiu parte dessa pressão ao ex-prefeito de Porto Seguro, Gilberto Abade (2009 a 2012, pelo PSB). Abade teria oferecido R$ 30.000 para que o pescador deixasse o quiosque. A informação está no inquérito policial para investigar um episódio de furto ao quiosque, objeto de um boletim de ocorrência aberto pelo pescador em 2023. No curso da investigação, João disse à polícia que acreditava que Abade poderia estar por trás do episódio. No inquérito, que foi arquivado por falta de provas, consta que o ex-prefeito negou qualquer relação com o caso do furto. A reportagem teve acesso ao documento, no qual Abade informou que teria oferecido a quantia a João para “indenizá-lo”, uma vez que sua casa estaria sobre a praia, área pública, e que, portanto, “seria demolida”. A orla de Porto Seguro, no entanto, é repleta de empreendimentos de luxo irregulares que avançam sobre as praias, como o Joio contou nesta outra reportagem (link quando sair). A reportagem consultou a defesa do ex-prefeito sobre o uso do termo “indenização” e questionou qual seria a relação entre ele e uma possível demolição do quiosque. O advogado de Abade afirmou que o termo poderia significar uma “proposta de aquisição do direito de João” ou uma “suposta tentativa de negociação entre dois particulares”. O suposto interesse imobiliário de Abade em relação a João tem contexto. O ex-prefeito não é exatamente uma figura neutra em relação à presença do pescador na praia. Seus filhos são empresários do setor imobiliário e do ramo hoteleiro. Atualmente, são proprietários de um terreno vizinho ao quiosque de João, o Coqueiral, que no último 21 de novembro foi alugado para a realização de uma grande festa, com direito a shows e piscina. Até o ano passado, a família de Abade também era proprietária do Sítio Pasárgada, terreno vizinho ao Coqueiral, imediatamente atrás do quiosque de João. Em nota enviada à reportagem, a defesa de Abade negou o interesse da família na área ocupada por João, bem como a participação em qualquer tipo de pressão ou envolvimento em ameaças contra o pescador. Mas João relata que não dorme mais sossegado: “é um olho fechado e outro aberto. Todo mundo quer morar no paraíso, querem saber só do dinheiro”. Hoje, porém, ele tem peixes maiores para se preocupar. Mais lidas do mês A financeirização de Porto Seguro Ao longo do tempo, o tipo de turismo de Porto Seguro foi se transformando. Desde os anos 2000 seus hotéis e pousadas têm, aos poucos, dado lugar à condomínios de casas de veraneio de luxo. A corrida imobiliária pela vista ao mar no município tem entre seus participantes alguns dos maiores empresários e das mais famosas celebridades do país. O Joio visitou o município para investigar os impactos da pressão imobiliária sobre o meio ambiente e os povos nativos. No caminho de empreendimentos milionários, a população local tem sido sufocada, “empurrada para as periferias”, avalia o advogado e ambientalista Vinicius Parracho, ex-vereador de Porto Seguro. Ele explica que o mercado imobiliário na cidade está cada vez mais financeirizado, e que hoje é difícil ver pequenas pousadas abrindo. “Ficou muito mais barato abrir um condomínio, vender casas para outras empresas e fundos de investimento e botar tudo no Airbnb. Aqui tem bairros inteiros onde praticamente não mora ninguém”, revela. Segundo Parracho, esse cenário tem intensificado a gentrificação da região. “Essa é uma tendência: toda a faixa litorânea muito valorizada e, nos fundos, as periferias”. Gabriel Ribeiro Pataxó conhece bem essa geografia. Também descendente de pescadores do Arraial d’Ajuda, ele conta que a sua família costumava viver no centro histórico do distrito, mas acabou pressionada a vender seus terrenos. Hoje, ele mora no Alto do Vilas, um bairro periférico sem saneamento básico. Gabriel Ribeiro Pataxó no bairro Alto do Vilas, na periferia de Arraial d’Ajuda. Foto: Julia Dolce “É triste saber que se minha família ainda estivesse no local onde se criou a gente não estaria tão fragilizado”, relata. Gabriel avalia que a maior parte dos terrenos dos nativos do Arraial foi vendida a empresários a “preço de banana”. “As pessoas que têm esse pensamento capitalista, que já sabem como empreender, como colonizar, acabam iludindo a gente. Chegam dizendo que têm uma proposta massa, que dá pra comprar um terreno mais distante, mas hoje uma casa aqui no centro vale milhões”, afirma. Essas vendas, com frequência, não ocorrem em comum acordo. Para Gabriel, os casos de assédio imobiliário se somam a outros de violência, ambos como consequência da especulação desmedida, principalmente quando envolvem os povos indígenas. Essa ganância imobiliária, porém, depende de outro ator importante: o poder público municipal. Mais lidas do mês Corrupção e grilagem de terras Porto Seguro coleciona conflitos fundiários negligenciados pelo poder público. Um dos maiores e mais recentes escândalos imobiliários do município foi a descoberta chamada “Liga da Justiça”, um esquema de grilagem de terras, corrupção, fraude processual e agiotagem envolvendo servidores públicos. Em 2024, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) passaram a investigar o esquema, que envolvia empresários e um advogado, além de Wallace Carvalho, então promotor ambiental do Ministério Público da Bahia (MP-BA), e juízes como Fernando Machado Paropat, então titular da 1ª Vara Cível da comarca de Porto Seguro. A investigação mostrou que o grupo realizava sobreposições de matrículas de imóveis em regiões valorizadas de Porto Seguro e que registrou 101 delas em seus próprios nomes. O epicentro do caso envolve o condomínio de luxo Arraial Costa Verde, que teve investimento dos envolvidos e cujos lotes foram divididos entre eles. Embora os magistrados e o promotor sigam afastados, a obra e as vendas de lotes do condomínio não pararam, conforme comprovado pelo Joio em visita ao local. Entrada do condomínio Arraial Costa Verde, no Arraial D’Ajuda. Lotes seguem a venda mesmo após investigação da Liga da Justiça. Foto: Julia DolceEntrada do condomínio Arraial Costa Verde, no Arraial D’Ajuda. Lotes seguem a venda mesmo após investigação da Liga da Justiça. Foto: Julia Dolce Para o ex-vereador Vinicius Parracho, o fato mostra a impunidade dos empresários envolvidos. “Estão todos na rua, [o caso] não foi pra lugar nenhum”, opina. Parracho acredita que o caso exemplifica um conflito de interesses na atuação de magistrados que se tornam empresários do mercado imobiliário, algo vedado pelo código de ética da profissão. “Em algum momento isso vai virar conflito de interesse, porque esse é o principal problema da cidade, e eles fazem parte do problema”, avalia. O juiz afastado Fernando Paropat, por exemplo, tem uma série de decisões que ilustram esse conflito de interesses. A reportagem não encontrou o contato da defesa do Paropat. Em posicionamento enviado à Rede Globo, a defesa alegou que as notícias sobre o caso têm informações prematuras e inverídicas, que os fatos denunciados nunca foram praticados por Paropat e que repudia ilações indevidas e levianas a partir das apurações em curso. O espaço segue aberto para a manifestação do juiz. Conforme levantamento da Teia dos Povos, entre 2019 e 2021 o magistrado determinou a remoção de cerca de 800 famílias de pelo menos três ocupações urbanas e um pré-assentamento em Porto Seguro. Já em 2022, Paropat emitiu um mandado de reintegração de posse contra 300 famílias do Movimento Único da Agricultura Familiar que ocupavam a Fazenda Tabatinga, pertencente a Moacyr Costa Pereira Andrade, também em Porto Seguro. Andrade é empresário do ramo imobiliário e pecuarista, além de ex-cônsul honorário de Portugal – função simbólica que não está relacionada à carreira diplomática oficial. Seu nome se repetiu em diversas entrevistas feitas pela reportagem. Ele é figura carimbada em denúncias de grilagem de terras em Porto Seguro. O guia turístico e graduando em história André de Souza Morais foi um dos entrevistados que destacou o nome do pecuarista. A casa onde ele nasceu, no centro histórico da sede de Porto Seguro, é hoje parte do conglomerado imobiliário de Moacyr. Hoje, André vive no bairro do Cambolo, afastado do centro e da orla. “Na década de 1970 algumas poucas famílias, incluindo a de Moacyr, eram donas da maior parte das terras de Porto Seguro. Só aqui no centrinho histórico ele tem hoje umas sete casas”, expõe André. O Joio encontrou 23 inscrições imobiliárias apenas no CNPJ Itaquena S/A, uma das nove empresas em nome de Moacyr. Além de investigado como um dos beneficiados pelo esquema da Liga da Justiça, Moacyr tem conflitos com o povo pataxó do território Lagoa Doce, que ele alega fazer parte da Fazenda Itaquena, onde cria búfalos. Em 2023, a fazenda foi indicada para leilão pela Justiça Federal, em um processo de execução de multas ambientais contra o empresário. Ele foi autuado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em R$ 15.280.000. Nos autos que autorizam o leilão, a presença da população pataxó é ignorada: consta que o território está “totalmente desocupado”. O Joio não conseguiu contato com Fernando Paropat, e não obteve resposta de Moacyr Andrade. O espaço para posicionamentos segue aberto. Um prefeito corretor Para o arquiteto Moah Torres, conselheiro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia e nativo de Porto Seguro, a questão fundiária do município é um assunto espinhoso. “As terras foram repartidas, parte invadida, e existe uma grande sobreposição de matrículas. Com o tempo, os políticos, alguns deles grandes latifundiários, foram identificando o potencial do fluxo turístico para a região”, explica. Com isso, esses políticos passaram a vender ou doar terra pública para empresários. Notícia revela grilagem de terras antiga em Porto Seguro – O Globo, 07 de novembro de 1986. Crédito: Reprodução / O Globo Um fenômeno fundiário relevante em Porto Seguro é a permuta de terrenos entre esses empresários e a prefeitura. O ex-vereador Vinicius Parracho destaca essa como uma das práticas mais suspeitas que vivenciou no Legislativo. “De repente passa na Câmara uma aprovação de permuta em que se troca uma área que vale muito, e que era do município, por uma área que não vale praticamente nada. A Prefeitura justifica que é pra fazer uma escola lá em um povoado, mas trocam por um terreno numa área nobre que vale milhões”, narra. Segundo Parracho, essas demandas eram comuns nas sessões ordinárias da Câmara, e costumavam ser aprovadas. Durante seu mandato, o advogado representava uma oposição minoritária ao governo municipal. Atualmente, Porto Seguro é o único município baiano governado pelo PL, partido do ex-presidente preso Jair Bolsonaro. O atual prefeito, Jânio Natal, é um expoente da extrema direita. Em 2022, Bolsonaro recebeu de Natal a medalha 22 de Abril, que homenageia personalidades que prestaram serviços relevantes a Porto Seguro. O nome da medalha faz referência à data na qual os portugueses aportaram em Porto Seguro, 22 de abril de 1500. Jânio Natal já foi vereador de Salvador, prefeito de Belmonte, município do sul baiano, além de deputado estadual por três mandatos e deputado federal pela Bahia. Atualmente, cumpre seu terceiro mandato como prefeito de Porto Seguro. Em sua biografia na Câmara dos Deputados, ele se apresentou como administrador e corretor. Apesar de hoje não se declarar sócio de imobiliárias, sua declaração de bens de 2015, quando foi eleito deputado estadual, revelava a participação no capital social da empresa AEGL Empreendimentos Imobiliários, com sede no bairro do Mundaí, em Porto Seguro. O prefeito já foi alvo de um inquérito do Ministério Público Federal (MPF), que investigou a construção da mansão onde vive em uma Área de Preservação Permanente (APP) também no bairro do Mundaí, além de ter sido investigado por desvio de verbas públicas em seu primeiro mandato como prefeito de Porto Seguro. Já seu filho, Jânio Natal Andrade Borges Júnior, atual secretário de meio ambiente de Porto Seguro e pré-candidato a deputado estadual da Bahia, divide a sociedade da empresa Itacimirim Patrimonial Ltda com a irmã Jamile Chiachio Ferraz Borges, empresária do ramo imobiliário. Além de proprietária do Villas D’Or Gestão de Propriedades Ltda, ela integra o quadro societário da G4 Empreendimentos com outros empresários do setor. Para coroar o envolvimento com o ramo, o vice de Jânio, Paulo Cesar Onishi, conhecido como Paulinho Toa Toa, também é empresário do setor imobiliário de turismo. Ele é proprietário de uma das maiores barracas de praia do município, a Toa Toa. A relação íntima entre o poder público de Porto Seguro e o setor imobiliário dificulta a atuação de ambientalistas como Parracho. Ele revela que a maior parte de suas denúncias ou pedidos de informação como vereador não eram respondidos. “Para atuar como vereador ambientalista numa cidade dominada pelo capital especulativo imobiliário, você precisa fazer frente a inúmeros interesses. O que mais me incomodou é a inoperância de todos os órgãos, todos eles muito coniventes com essa dinâmica social que acontece aqui”, denuncia. Uma das principais interlocuções de Vinicius para denúncias, por exemplo, era justamente o promotor Wallace Carvalho, afastado pela investigação da Liga da Justiça no último ano do mandato de Vinicius. Assine nossa newsletter Sexta Básica e receba nossas investigações direto no seu email (function() { window.mc4wp = window.mc4wp || { listeners: [], forms: { on: function(evt, cb) { window.mc4wp.listeners.push( { event : evt, callback: cb } ); } } } })(); Leave this field empty if you're human: O Beach Club irregular dos Vorcaro Mais recentemente, um dos maiores escândalos financeiros no país também desaguou nas praias cristalinas de Porto Seguro: as investigações da fraude bilionária no Banco Master. Novos indícios apontam para a participação da Prefeitura de Porto Seguro em uma série de irregularidades nas propriedades do banco no município. O caso envolve um terreno de 40 mil metros quadrados, com casa principal, cinco bangalôs, além de academia, piscinas e obras de arte: é a casa de veraneio do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em Trancoso, distrito de Porto Seguro. Em dezembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação do Master após a operação Compliance Zero, da Polícia Federal, investigar suas graves fraudes financeiras. O terreno, avaliado em R$ 300 milhões, se chama Villa 21 e fica dentro do complexo Terravista, um dos primeiros empreendimentos imobiliários construídos em Trancoso. A mansão passou a integrar a lista de possíveis imóveis que estão sendo confiscados para pagamento da dívida bilionária do Banco Master. O imóvel, porém, não é o único nas mãos de Vorcaro em Porto Seguro. A empresa Milo Investimentos S.A, de propriedade do pai e da irmã de Daniel, Henrique Moura Vorcaro e Natalia Bueno Vorcaro Zettel, que são sócios do banqueiro na holding Pacific Realty S.A, construiu um empreendimento irregular em Arraial d’Ajuda, O Erê Beach Club. O esquema, denunciado em vídeos nas redes sociais pelo bacharel em direito e ambientalista Tadeu Prosdocimi, que vive há 20 anos no distrito, teve envolvimento direto da Prefeitura de Porto Seguro em uma série de ilegalidades. O caso também foi denunciado por reportagem publicada pela Agência Pública. A Prefeitura emitiu uma licença de reforma para o terreno, mas a área tinha anos de dívida de IPTU. Além disso, a obra em questão não era uma reforma, e sim uma construção. E o engenheiro responsável pela obra nem sequer havia se formado à época. Para completar, a gestão de Jânio Natal também realizou, com as máquinas da Prefeitura, uma remoção ilegal da restinga no terreno, sem as licenças ambientais necessárias. Um outro crime que o ambientalista atribui ao Poder Executivo de Porto Seguro é o de omissão. Isso porque, em novembro de 2025, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já havia solicitado o embargo da obra à Prefeitura. A denúncia do Iphan, assim como a do ambientalista, foi ignorada. Em 21 de janeiro de 2026, o Iphan acabou lavrando um auto de infração contra a propriedade, e embargou a obra. Placa de embargo do Iphan no terreno da Milo Investimentos S.A. Crédito: Tadeu Prosdocimi Tadeu Prosdocimi denunciou os crimes ambientais e de improbidade administrativa a diversos órgãos públicos municipais, estaduais e federais, mas ainda aguarda responsabilização dos envolvidos. Enquanto isso, a obra seguiu a todo o vapor, e O Erê Beach Club foi inaugurado no dia 8 de fevereiro, pré-carnaval, com uma festança. View this post on Instagram Procurado pela reportagem, Genaro Campos, que alega ser locatário do terreno dos Vorcaro e é sócio-administrador do empreendimento, afirmou que o embargo para a obra seria “uma coisa”, mas que ele teria o alvará de funcionamento emitido pela Prefeitura. Os Vorcaro não responderam à reportagem. A licença, enviada por Genaro à reportagem, foi emitida no dia 29 de dezembro de 2025, após as ordens de embargo do Iphan. Para Prosdocimi, o caso mostra como o poder público municipal favorece o setor imobiliário. “É um modus operandi”, denuncia. Ele questiona qual seria o interesse da prefeitura em beneficiar um empreendimento que deveria integrar a lista de bens sequestrados dos Vorcaro. “É isso que deveriam investigar”. Terra à vista: de tombamento a campo de golfe A atuação do Iphan no caso do terreno da Milo Investimentos revela outra camada de irregularidades imobiliárias em Porto Seguro: o fato de praticamente toda a costa do município, seu chamado frontispício, ser tombado. O patrimônio leva em conta o primeiro avistamento do território pela esquadra de Cabral. A ideia é mantê-lo relativamente intacto em relação à descrição paisagística do primeiro documento da colonização, a carta do escrivão Pero Vaz de Caminha. Com isso, todas as obras realizadas dentro da área tombada precisam de autorização do Iphan. No entanto, a sede do órgão em Porto Seguro, que também atua nos municípios vizinhos, funciona, atualmente, com apenas seis técnicos. Enquanto muitos empreendimentos passam ao largo das investigações do enxuto corpo técnico do órgão, uma construção chama a atenção por ter sido alvo de fiscalização a pedido de um inquérito civil aberto pelo MPF: o Kiosk do João Pescador. Em 2024, João foi denunciado ao MPF por uma consultora ambiental do Rio de Janeiro por “cercamento irregular da praia”. Após visitas in loco no quiosque de João, o MPF chegou a autuá-lo, exigindo a retirada da corda que, segundo ele informou à reportagem, foi colocada para proteger a desova da vida marinha. O inquérito foi arquivado após servidores do Iphan visitarem o local e constatarem “ausência de dano ambiental e paisagístico”. Para Tadeu, a desproporcionalidade dos casos impressiona. “É absurdo [o poder público] ir em cima de uma pessoa como ele e ignorar uma ocupação como a de Vorcaro”, opina. A preservação da visão da caravela de Cabral não é a única função do Iphan em Porto Seguro. O órgão federal também atua na proteção de artefatos indígenas milenares encontrados em diversos sítios arqueológicos no município. Um dos principais deles, porém, foi transformado no badalado campo de golfe do complexo Terravista, onde fica a casa de R$ 300 milhões de Vorcaro. Campo de golfe do complexo Terravista na beira da falésia em Trancoso. Crédito: Reprodução Lá existem hoje dois condomínios, o Terravista Villas e o Terravista Golf, além do hotel Club Med, do Teatro L’Occitane e de um aeroporto privado que anualmente enfrenta congestionamento de jatinhos na época do réveillon. O logo do empreendimento é uma caravela. O Terravista Golf Course é considerado um dos melhores campos do Brasil, e um dos mais bonitos do mundo. Ele ocupa uma área equivalente a 70 hectares, parte dela construída na beira das falésias próximas ao rio da Barra, em Trancoso. Os buracos 10 e 18 do campo ficam tão rentes à beira da falésia que é comum ver caddies, os auxiliares de campos de golfe, descendo para a praia em busca de bolinhas perdidas. Naquele ponto, a paisagem avistada foi definitivamente mudada. Durante as construções do campo, a partir dos anos 2000, foram retiradas do solo 116.963 peças das civilizações Aratu e Tupiguarani, em uma pesquisa arqueológica que durou dois anos. Segundo o Iphan, todas as etapas da pesquisa arqueológica foram concluídas antes do início das obras. As peças foram inicialmente expostas dentro do próprio Terravista. Somente em julho de 2025 algumas poucas peças foram disponibilizadas ao público, quando foi inaugurado, no centro histórico da sede do município, o Museu de Arqueologia do Porto Seguro, com apoio do complexo Terravista. Artefatos indígenas retirados do sítio arqueológico Terra Vista no Museu de Arqueologia de Porto Seguro. Foto: Julia DolceArtefatos indígenas retirados do sítio arqueológico Terra Vista no Museu de Arqueologia de Porto Seguro. Foto: Julia DolceArtefatos indígenas retirados do sítio arqueológico Terra Vista no Museu de Arqueologia de Porto Seguro. Foto: Julia DolceArtefatos indígenas retirados do sítio arqueológico Terra Vista no Museu de Arqueologia de Porto Seguro. Foto: Julia Dolce Mas os patrimônios retirados para a construção do complexo Terravista não se resumem aos artefatos arqueológicos. Ainda que supostamente protegida, a vegetação nativa da falésia em questão, a mussununga, foi substituída pela grama cuidadosamente manejada do campo de golfe. As vegetações nativas são importantes para manter a estrutura geológica das falésias, impedindo erosões. Por esse motivo, essas formações naturais de relevo costumam ser APPs. O Código Florestal vigente quando o Terravista foi construído (Lei nº 4.771/1965), por exemplo, considerava APPs os 100 metros anteriores às bordas de tabuleiros ou chapadas, bem como as restingas. Entretanto, essa legislação não era a única que protegia o território. Em 1974, o Plano de Desenvolvimento Urbano de Porto Seguro/Cabrália determinou que uma área de mais de 4 mil hectares entre Arraial D’Ajuda e o rio da Barra, incluindo as falésias onde hoje fica o Terravista, seriam parte de uma unidade de conservação, o Parque Balneário e Reserva Ecológica Barreiras Vermelhas. No ano seguinte, o decreto que instituiu o Programa Estadual de Proteção a Natureza (Pronatur) na Bahia destinou a área ao parque, considerando de utilidade pública para fins de desapropriação os terrenos particulares dentro da área, e reservadas as áreas públicas. Hoje, o Barreiras Vermelhas ficou para a história. Quase não se encontram registros sobre ele, e os moradores de Porto Seguro relatam apenas burburinhos sobre o complexo Terravista ter sido construído em terras públicas destinadas à proteção. O Joio procurou a Prefeitura de Porto Seguro e o Terravista para procurar mais informações sobre o histórico da unidade de conservação, mas não obteve resposta. O retiro dos bilionários A história da construção do Terravista se mistura com as origens da gentrificação em Trancoso, que já há algumas décadas é conhecido como retiro dos ricaços. O fundador do complexo, Carlos Eduardo Régis Bittencourt, é praticamente uma figura mítica no distrito. Endeusado em reportagens de veículos corporativos que o apelidam como “dono de Trancoso”, Calé foi considerado um visionário. Herdeiro d...
29 minutes

Assemblymember Ash Kalra, D-San Jose, has introduced or reintroduced a form of the bill four times over the past five years. Federal cuts are reviving a California lawmaker’s push for single-payer health care is a story from Stocktonia News, a rigorous and factual newsroom covering Greater Stockton, California. Please consider making a charitable contribution to support our journalism.

Assemblymember Ash Kalra, D-San Jose, has introduced or reintroduced a form of the bill four times over the past five years. Federal cuts are reviving a California lawmaker’s push for single-payer health care is a story from Stocktonia News, a rigorous and factual newsroom covering Greater Stockton, California. Please consider making a charitable contribution to support our journalism.
29 minutes
(The Center Square) – A former Wisconsin prison warden, who was convicted of a criminal charge tied to the death of one of his inmates, was paid nearly $118,000 for unused vacation time after he resigned, according to state data obtained by The Center Square. Randall Hepp was charged with felony misconduct in public office in June 2024, the same month he resigned his warden job at the Waupun Correctional Institution, a maximum-security prison northwest of Milwaukee. Hepp pleaded no-contest to a lesser charge and paid a fine and court costs that totaled about $1,100 last year, according to court records. He and eight of his staff had faced prosecution for the deaths of two inmates. One died of dehydration and malnutrition after guards shut off water to his cell in solitary confinement, according to news reports. The other -- who had insisted he needed medical treatment -- suffered a stroke in solitary confinement. His death wasn't discovered for at least 12 hours. Hepp's resignation -- which the state Department of Corrections called a "retirement" – also came amid a federal investigation into drug smuggling that involved prison staff, news reports said at the time. Hepp could not be reached to comment for this article. The Department of Corrections didn't respond to requests to comment. Wisconsin doesn't require private employers to pay accrued leave time when their employees are separated from their jobs, but the department pays regardless of the circumstances, according to its policies The Center Square obtained with a records request. The state allows long-time employees to reserve up to three weeks of vacation time each year for cash payouts, without limit. Patrick McIlheran, of the Badger Institute, a Milwaukee-based policy group that advocates for limited government, said generous benefits for public workers has led to labor law reform in recent years. That includes Wisconsin's Act 10, which limits labor union bargaining and is the subject of ongoing legal challenges. "Are big accruals and big payouts the kind of benefit that Wisconsin needs to be competitive in hiring talent -- or is it out of line with what’s common in the private sector?" McIlheran told The Center Square. The state paid Hepp $117,840.55 in late June 2024, which indicates he had accrued about 34 weeks of paid leave. His annual salary at the time was about $175,000, according to state records. Payouts total millions each year Data obtained by The Center Square show vacation payouts for state employees who leave their jobs total millions of dollars each year and have increased in the past three. The state did not disclose the reasons for their departures. In 2023, the state paid about $4.6 million. In 2024, it was about $5.5 million. And in 2025 it exceeded $6 million. The average payment is about $3,000 per person, but 11 people netted more than $100,000 apiece in recent years, including Hepp. The others included: - About $243,000 for Chad Neumann, a former executive with the State of Wisconsin Investment Board, which has the highest-paid employees of state agencies. His salary in 2024 was about $888,0000, according to state data. - About $158,000 for Michael Witkovsky, a former psychiatrist for the Department of Health Services. That was more than half of his annual salary, which in 2024 was about $310,000. - About $140,000 for Michael Harmelink, a former investment board employee. - About $127,000 for Gary Boughton, the former warden of the Wisconsin Secure Program Facility, which houses the state's most dangerous inmates. That payout slightly exceeded his annual salary, which indicates he had accrued more than a year's worth of vacation time. - About $120,000 for Chirag Gandhi, a former investment board executive who was fired for poor performance, state records show. He challenged the handling of his dismissal because he didn't receive a more generous severance payout, but that appeal was dismissed by the state's Employment Relations Commission. His salary was about $475,000. - About $114,000 for Biren Patel, a former engineer for the Department of Transportation. - About $111,000 for Robert Lemcke, a former transportation specialist for the Department of Transportation. - About $109,000 for Patricia Benesh, a policy advisor for the Department of Health who died while she was still employed. - About $102,000 for John Battaglia, a former psychiatrist for Department of Health Services. - About $102,000 for Morna Foy, the former president of the Wisconsin Technical College System.
(The Center Square) – A former Wisconsin prison warden, who was convicted of a criminal charge tied to the death of one of his inmates, was paid nearly $118,000 for unused vacation time after he resigned, according to state data obtained by The Center Square. Randall Hepp was charged with felony misconduct in public office in June 2024, the same month he resigned his warden job at the Waupun Correctional Institution, a maximum-security prison northwest of Milwaukee. Hepp pleaded no-contest to a lesser charge and paid a fine and court costs that totaled about $1,100 last year, according to court records. He and eight of his staff had faced prosecution for the deaths of two inmates. One died of dehydration and malnutrition after guards shut off water to his cell in solitary confinement, according to news reports. The other -- who had insisted he needed medical treatment -- suffered a stroke in solitary confinement. His death wasn't discovered for at least 12 hours. Hepp's resignation -- which the state Department of Corrections called a "retirement" – also came amid a federal investigation into drug smuggling that involved prison staff, news reports said at the time. Hepp could not be reached to comment for this article. The Department of Corrections didn't respond to requests to comment. Wisconsin doesn't require private employers to pay accrued leave time when their employees are separated from their jobs, but the department pays regardless of the circumstances, according to its policies The Center Square obtained with a records request. The state allows long-time employees to reserve up to three weeks of vacation time each year for cash payouts, without limit. Patrick McIlheran, of the Badger Institute, a Milwaukee-based policy group that advocates for limited government, said generous benefits for public workers has led to labor law reform in recent years. That includes Wisconsin's Act 10, which limits labor union bargaining and is the subject of ongoing legal challenges. "Are big accruals and big payouts the kind of benefit that Wisconsin needs to be competitive in hiring talent -- or is it out of line with what’s common in the private sector?" McIlheran told The Center Square. The state paid Hepp $117,840.55 in late June 2024, which indicates he had accrued about 34 weeks of paid leave. His annual salary at the time was about $175,000, according to state records. Payouts total millions each year Data obtained by The Center Square show vacation payouts for state employees who leave their jobs total millions of dollars each year and have increased in the past three. The state did not disclose the reasons for their departures. In 2023, the state paid about $4.6 million. In 2024, it was about $5.5 million. And in 2025 it exceeded $6 million. The average payment is about $3,000 per person, but 11 people netted more than $100,000 apiece in recent years, including Hepp. The others included: - About $243,000 for Chad Neumann, a former executive with the State of Wisconsin Investment Board, which has the highest-paid employees of state agencies. His salary in 2024 was about $888,0000, according to state data. - About $158,000 for Michael Witkovsky, a former psychiatrist for the Department of Health Services. That was more than half of his annual salary, which in 2024 was about $310,000. - About $140,000 for Michael Harmelink, a former investment board employee. - About $127,000 for Gary Boughton, the former warden of the Wisconsin Secure Program Facility, which houses the state's most dangerous inmates. That payout slightly exceeded his annual salary, which indicates he had accrued more than a year's worth of vacation time. - About $120,000 for Chirag Gandhi, a former investment board executive who was fired for poor performance, state records show. He challenged the handling of his dismissal because he didn't receive a more generous severance payout, but that appeal was dismissed by the state's Employment Relations Commission. His salary was about $475,000. - About $114,000 for Biren Patel, a former engineer for the Department of Transportation. - About $111,000 for Robert Lemcke, a former transportation specialist for the Department of Transportation. - About $109,000 for Patricia Benesh, a policy advisor for the Department of Health who died while she was still employed. - About $102,000 for John Battaglia, a former psychiatrist for Department of Health Services. - About $102,000 for Morna Foy, the former president of the Wisconsin Technical College System.
29 minutes
Despite decreasing crime rates in Georgia, the state’s Department of Juvenile Justice prioritizes spending on punishment and incarceration, particularly for Black children, according to an investigation by Inquest and Prism Georgia youth incarceration systems prioritize punishment, families say, putting kids at risk in jails is a story from Prism, a BIPOC-led nonprofit news outlet that centers the people, places, and issues currently underreported by national media. Please consider making a tax-deductible donation to support our work today.
Despite decreasing crime rates in Georgia, the state’s Department of Juvenile Justice prioritizes spending on punishment and incarceration, particularly for Black children, according to an investigation by Inquest and Prism Georgia youth incarceration systems prioritize punishment, families say, putting kids at risk in jails is a story from Prism, a BIPOC-led nonprofit news outlet that centers the people, places, and issues currently underreported by national media. Please consider making a tax-deductible donation to support our work today.
29 minutes
29 minutes
Angriffe Irans treffen die Stadt Dubai in den Vereinigten Arabischen Emiraten. Ein Video in den Sozialen Netzwerken soll zeigen, wie ein solcher Angriff eine Frau während eines Livestreams überraschte. Doch das Video ist mehrere Jahre alt und entstand woanders.
Angriffe Irans treffen die Stadt Dubai in den Vereinigten Arabischen Emiraten. Ein Video in den Sozialen Netzwerken soll zeigen, wie ein solcher Angriff eine Frau während eines Livestreams überraschte. Doch das Video ist mehrere Jahre alt und entstand woanders.
29 minutes
Fighting climate change was once a badge of honor in Massachusetts, embraced by virtually all Democrats and even a lot of Republicans. But as households grapple with soaring energy bills, elected officials have become much more squeamish about the topic.
Fighting climate change was once a badge of honor in Massachusetts, embraced by virtually all Democrats and even a lot of Republicans. But as households grapple with soaring energy bills, elected officials have become much more squeamish about the topic.
30 minutes
In 2018, a young tigress stopped appearing on camera traps in Bandhavgarh Tiger Reserve in Madhya Pradesh. There was no official report of conflict as well as no records of carcass recovery or poaching incidents. This indicated that she had not died within the reserve. However, for nearly three years, there was no photographic trace […]
In 2018, a young tigress stopped appearing on camera traps in Bandhavgarh Tiger Reserve in Madhya Pradesh. There was no official report of conflict as well as no records of carcass recovery or poaching incidents. This indicated that she had not died within the reserve. However, for nearly three years, there was no photographic trace […]
30 minutes
Não há um entendimento universal de como o fluido de perfuração como o que vazou na Foz do Amazonas interage com o ambiente marinho: tudo depende das características locais, que ainda precisam ser melhor estudadas
Não há um entendimento universal de como o fluido de perfuração como o que vazou na Foz do Amazonas interage com o ambiente marinho: tudo depende das características locais, que ainda precisam ser melhor estudadas
31 minutes
Читање је простор где хронолошко време бива замењено другим, менталним временом које се предаје ритму онога што се чита.
Читање је простор где хронолошко време бива замењено другим, менталним временом које се предаје ритму онога што се чита.
31 minutes
Plusieurs officiers de la marine ont été promus lors d'une cérémonie lundi 9 mars. Le commandant en chef de la marine éthiopienne a remis des grades basés sur « les années de service et la résistance aux défis opérationnels ». Une annonce qui peut surprendre pour un pays enclavé et sans fleuve navigable.
Plusieurs officiers de la marine ont été promus lors d'une cérémonie lundi 9 mars. Le commandant en chef de la marine éthiopienne a remis des grades basés sur « les années de service et la résistance aux défis opérationnels ». Une annonce qui peut surprendre pour un pays enclavé et sans fleuve navigable.
32 minutes

Las opiniones y puntos de vista expresados solo comprometen a su(s) autor(es) y no reflejan necesariamente los de la Unión Europea. Ni la Unión Europea ni la autoridad otorgante pueden ser considerados responsables de ellos. "> Las opiniones y puntos de vista expresados solo comprometen a su(s) autor(es) y no reflejan necesariamente los de la Unión Europea. Ni la Unión Europea ni la autoridad otorgante pueden ser considerados responsables de ellos. 📲 ¡Pincha aquí y sigue el canal de WhatsApp de Maldita.es para que no te la cuelen! "> 📲 ¡Pincha aquí y sigue el canal de WhatsApp de Maldita.es para que no te la cuelen! Los vídeos no aportan pruebas que relacionen ese etiquetado con MarruecosLos vídeos muestran botellas de aceite de oliva virgen extra, sobre todo de la marca Carbonell, pero también de Hojiblanca y Koipe. Sus autores aseguran que si el origen indica “Unión Europea - no Unión Europea", el aceite procede de Marruecos. No aportan ninguna prueba para sostener su afirmación.Según las normas europeas de comercialización del aceite de oliva, ese tipo de origen indica que en una misma botella se han mezclado aceites de aceitunas cosechadas en países dentro y fuera de la UE (artículos 8.3b iii y 8.7 del Reglamento 2022/2104).Al no indicar el país concreto, no puede deducirse que el país externo a la UE que aporta aceite a la mezcla sea Marruecos, como se afirma en los vídeos. “Hay muchísimos países productores”, recuerda Raquel Gómez-Coca, investigadora en el Centro Superior de Investigaciones Científicas sobre detección de fraude en aceite de oliva.La empresa productora niega haber usado aceite de Marruecos entre 2022 y 2026 en ninguna de las marcas mencionadasAunque las imágenes y vídeos se difundan ahora, comenzaron a circular al menos en 2023, con lo que las botellas son las de entonces. Deoleo, empresa que agrupa a Carbonell, Hojiblanca y Koipe, ha indicado a Maldita.es que las botellas de Carbonell son de la campaña 2022/2023. El vídeo que señala a Hojiblanca se difundió junto a los de Carbonell y, en el caso de Koipe, la propia etiqueta indica que el aceite es de esa misma campaña.Desde Deoleo aseguran que “Marruecos no es un país proveedor de materia prima para Deoleo” ni lo fue en “ninguna de las campañas” 2022/23, 2023/24, 2024/25 ni 2025/26 para “ninguna de las marcas” mencionadas en los vídeos.Explican que en la temporada 22/23, “España vivió una situación excepcional de sequía y temperaturas extremas que redujo drásticamente la disponibilidad de aceituna nacional”, por lo que “se incorporaron partidas de aceite de oliva virgen extra fresco procedentes de Chile y Argentina” de forma puntual, junto a una pequeña cantidad de Túnez.Raquel Gómez-Coca cuenta que mezclar aceites de distintos países en una botella es una práctica “muy común” y que “depende de las necesidades” de cada participante en la cadena productiva, como productores o envasadores. ¿Crees que te ha llegado un bulo? Verifica en nuestro chatbot de WhatsApp (+34 644 229 319) "> ¿Crees que te ha llegado un bulo? Verifica en nuestro chatbot de WhatsApp (+34 644 229 319) Marruecos supuso el 2% de las importaciones españolas de aceite de oliva en 2023España es el principal productor de aceite de oliva del mundo, con 1.289.000 toneladas producidas en la campaña 2024/2025, según el Consejo Oleícola Internacional. Le siguen Turquía (450.000), Túnez (340.000) y Grecia (250.000), mientras que Marruecos está en el octavo lugar con 90.000 toneladas.Por sus estadísticas de comercio exterior sabemos que España exporta más aceite del que importa. En 2023, año en que se vendieron las botellas que aparecen en los vídeos, el país al que más aceite compró España fue Portugal, que representó un 38% de las importaciones, seguido de Túnez con el 19,6%. Marruecos fue el octavo y representó un 2,1% del total de compras. Estas cifras se refieren a aceite de oliva en general, incluyendo virgen extra, virgen y el resto. Aquí contamos más sobre las importaciones y exportaciones españolas de aceite de oliva.* En una versión inicial, decíamos que Deoleo sólo había aportado información sobre el origen no europeo del AOVE de 2022/2023 para la marca Carbonell, sin aclarar los de Hojiblanca y Koipe, por lo que la categoría del desmentido fue “Necesita contexto”. El 8 de agosto de 2025 elevamos la categoría a “Alerta” una vez Deoleo amplió sus declaraciones a las otras dos marcas.

Las opiniones y puntos de vista expresados solo comprometen a su(s) autor(es) y no reflejan necesariamente los de la Unión Europea. Ni la Unión Europea ni la autoridad otorgante pueden ser considerados responsables de ellos. "> Las opiniones y puntos de vista expresados solo comprometen a su(s) autor(es) y no reflejan necesariamente los de la Unión Europea. Ni la Unión Europea ni la autoridad otorgante pueden ser considerados responsables de ellos. 📲 ¡Pincha aquí y sigue el canal de WhatsApp de Maldita.es para que no te la cuelen! "> 📲 ¡Pincha aquí y sigue el canal de WhatsApp de Maldita.es para que no te la cuelen! Los vídeos no aportan pruebas que relacionen ese etiquetado con MarruecosLos vídeos muestran botellas de aceite de oliva virgen extra, sobre todo de la marca Carbonell, pero también de Hojiblanca y Koipe. Sus autores aseguran que si el origen indica “Unión Europea - no Unión Europea", el aceite procede de Marruecos. No aportan ninguna prueba para sostener su afirmación.Según las normas europeas de comercialización del aceite de oliva, ese tipo de origen indica que en una misma botella se han mezclado aceites de aceitunas cosechadas en países dentro y fuera de la UE (artículos 8.3b iii y 8.7 del Reglamento 2022/2104).Al no indicar el país concreto, no puede deducirse que el país externo a la UE que aporta aceite a la mezcla sea Marruecos, como se afirma en los vídeos. “Hay muchísimos países productores”, recuerda Raquel Gómez-Coca, investigadora en el Centro Superior de Investigaciones Científicas sobre detección de fraude en aceite de oliva.La empresa productora niega haber usado aceite de Marruecos entre 2022 y 2026 en ninguna de las marcas mencionadasAunque las imágenes y vídeos se difundan ahora, comenzaron a circular al menos en 2023, con lo que las botellas son las de entonces. Deoleo, empresa que agrupa a Carbonell, Hojiblanca y Koipe, ha indicado a Maldita.es que las botellas de Carbonell son de la campaña 2022/2023. El vídeo que señala a Hojiblanca se difundió junto a los de Carbonell y, en el caso de Koipe, la propia etiqueta indica que el aceite es de esa misma campaña.Desde Deoleo aseguran que “Marruecos no es un país proveedor de materia prima para Deoleo” ni lo fue en “ninguna de las campañas” 2022/23, 2023/24, 2024/25 ni 2025/26 para “ninguna de las marcas” mencionadas en los vídeos.Explican que en la temporada 22/23, “España vivió una situación excepcional de sequía y temperaturas extremas que redujo drásticamente la disponibilidad de aceituna nacional”, por lo que “se incorporaron partidas de aceite de oliva virgen extra fresco procedentes de Chile y Argentina” de forma puntual, junto a una pequeña cantidad de Túnez.Raquel Gómez-Coca cuenta que mezclar aceites de distintos países en una botella es una práctica “muy común” y que “depende de las necesidades” de cada participante en la cadena productiva, como productores o envasadores. ¿Crees que te ha llegado un bulo? Verifica en nuestro chatbot de WhatsApp (+34 644 229 319) "> ¿Crees que te ha llegado un bulo? Verifica en nuestro chatbot de WhatsApp (+34 644 229 319) Marruecos supuso el 2% de las importaciones españolas de aceite de oliva en 2023España es el principal productor de aceite de oliva del mundo, con 1.289.000 toneladas producidas en la campaña 2024/2025, según el Consejo Oleícola Internacional. Le siguen Turquía (450.000), Túnez (340.000) y Grecia (250.000), mientras que Marruecos está en el octavo lugar con 90.000 toneladas.Por sus estadísticas de comercio exterior sabemos que España exporta más aceite del que importa. En 2023, año en que se vendieron las botellas que aparecen en los vídeos, el país al que más aceite compró España fue Portugal, que representó un 38% de las importaciones, seguido de Túnez con el 19,6%. Marruecos fue el octavo y representó un 2,1% del total de compras. Estas cifras se refieren a aceite de oliva en general, incluyendo virgen extra, virgen y el resto. Aquí contamos más sobre las importaciones y exportaciones españolas de aceite de oliva.* En una versión inicial, decíamos que Deoleo sólo había aportado información sobre el origen no europeo del AOVE de 2022/2023 para la marca Carbonell, sin aclarar los de Hojiblanca y Koipe, por lo que la categoría del desmentido fue “Necesita contexto”. El 8 de agosto de 2025 elevamos la categoría a “Alerta” una vez Deoleo amplió sus declaraciones a las otras dos marcas.
32 minutes

32 minutes
Senegal's parliament on Thursday voted in favour of a new law that doubles the maximum penalty for same-sex relations to 10 years in prison. MPs also backed a move to hand jail terms of between three and seven years to people who promote or finance same-sex relationships.
Senegal's parliament on Thursday voted in favour of a new law that doubles the maximum penalty for same-sex relations to 10 years in prison. MPs also backed a move to hand jail terms of between three and seven years to people who promote or finance same-sex relationships.
32 minutes
Fermandarê Fermandariya Navendî ya Amerîkayê (CENTCOM) Brad Cooper agahiyên dawî yên li ser operasyona "Hêrsa Dastanî" a Amerîkayê li dijî rejîma Îranê radigihîne.
Fermandarê Fermandariya Navendî ya Amerîkayê (CENTCOM) Brad Cooper agahiyên dawî yên li ser operasyona "Hêrsa Dastanî" a Amerîkayê li dijî rejîma Îranê radigihîne.